Poesias Etográficas

 

Enigma Feminino

 

Tu desejas tanto que naveguem,
Este lindo oceano ainda virgem,
Estas quimeras tanto perseguem
Os desejos alucinados e contidos
,
É tudo que a tua alma mais quer,
O homem com carinhos atrevidos
Fazer
a nina desabrochar mulher.

 

Desejas desvendar - teus segredos,
Sonhos belos a serem desvendados,
Os anseios não vividos são enredos,
Entre prantos e sorrisos guardados,
E tenho certeza: guardas para mim,
Embora tu negues, sorrateiramente,
Mas se o não é assim tão displicente,
É bem perceptível este teu não é Sim!


 

Ausculto ansioso o teu lindo coração,
Aonde pulsa os desejos mais ardentes,

Não sabes os poderes, duma Ilusão,

Verás todo este vigor fluir brevemente,
Nos frutos maduros a serem colhidos,
És como aqueles melhores e proibidos
Mas o teu beijo santificado atormenta,
Salva e leva a mais cruel condenação,
E, o teu tesão: naturalmente aumenta,
Marcando a Solidão, de pontos vazios,
Misto de ternura e, louca Sofreguidão.
Com a Ternura... Das fêmeas nos Cios.

 

 Poema abismal de Carne e, Curvas,
Alma romântica e deseja ser cristal,
E a libido banhada, de águas turvas,
Um corpo impulsionado por anseios!
A um só tempo maior bem e pior mal
Docemente és uma carnívora Planta,
E, na inversão proposital das ilusões,
Na ingenuidade que cativa e espanta,
Alucina os mais românticos corações,


Nem é um porto necessitando de mar,
Mas o mar desejando atracar no
Cais,
E, numa sinfonia realmente decifrada,
Pelas almas versadas na arte do Amar!
Como mulheres só desejam ser amadas,
Até negando sempre - tem amor demais,
Usando as ilusões mornas e retrancadas,
Os sonhos dos outros o enterras sorrindo,
Nos mórbidos sonhos dum passado morto,
Matas sonhos alheios, com o sorriso lindo,
Nunca fostes nem cais nem barco ou porto.


Vive esse momento porque agora és Poderosa,

Ponteiros do relógio universal são implacáveis,
Se preferistes ser erva daninha em vez de Rosa,
Verás algum dia acharás: caminhos detestáveis,
Os comportamentos: são como as águas dos rios,
E, nunca se repetem durante um tempo qualquer,
Porém botão sempre desabrocha em Rosa ou Flor,
É inevitável - menina se transformar numa mulher,
Misteriosos sublimes milagres do tempo e, do Amor.
 

    
Edvaldo Feitosa
( Direitos autorais reservados)
* Fundação Biblioteca Nacional - nº 180859 *

 Gostou deste Poema?
 Envie para quem Você Ama. 

Envie o endereço aos seus amigos (as) ou para seu Amor. Pelo MSN  ou através do seu E-mail.
http://br.oocities.com/ed_poeta1/ref_po45.htm

 



 


Poema         46

Home Page    2

Home Page    1

Poema         44

E-mail
1