Federação Sul Matogrossense de Hipismo |
Equoterapia |
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A equoterapia tem como eixo principal o cavalo, que tem os movimentos tridimensionais indispensáveis para a terapia. Ao se deslocar ao passo, realiza um movimento em seu dorso que se assemelha à marcha humana. O deslocamento longitudinal, transversal e vertical desloca o centro gravitacional do cavalo tridimensionalmente proporcionando um movimento semelhante à bacia pélvica humana durante a marcha. Esse andar tridimensional corresponde ao andar humano com menos de 5% de diferença. Em casos de lesões cerebrais esta semelhança pode ajudar a fornecer imagens cerebrais seqüências e impulsos importantes para se aprender ou reaprender a andar. Na Eqüoterapia, ao contrário das terapias normais o cavalo é o terapeuta. Esta inversão de papéis é um fator importante na motivação, talvez a principal responsável pelos grandes progressos e melhoras obtidas. Outra vantagem é que o biorritmo do cavalo, muito semelhante ao humano, e seu movimento rítmico-balançante, que estimula o metabolismo, regulam o Tônus e melhoram os sistemas cardiovasculares e respiratório. O movimento e a mudança de equilíbrio constante estimulam o sistema vestibular e solicitam uma adaptação incessante do próprio equilíbrio, fortalecendo a musculatura e a coordenação. Associando este fortalecimento às outras sensações provocadas pelo corpo do cavalo, melhoram a integração sensomotora e a consciência do próprio corpo. Mas para que tudo isso seja aproveitado de forma correta e segura, os exercícios devem ser supervisionados por um fisioterapeuta, instrutor de equitação, terapeuta ocupacional e um psicólogo. Dependendo de cada caso, fonoaudiólogos, pedagogas e educadores físicos são imprescindíveis para explorar todos os benefícios proporcionados pelos cavalos. O praticante da equoterapia deverá ser encaminhado por profissional da área médica e/ou para médica e, após uma avaliação da equipe, onde são recolhidos dados de acordo em fichas de avaliação em todas as áreas, é elaborado um programa terapêutico para cada caso. A equipe deve estar em constante intercambio, e também em contato com os profissionais ligados ao praticante, pois a supervisão médica é obrigatória. |