PEDINDO UM SONETO
Luiz Poeta


Luiz Gilberto de Barros
Às 22 h e 55 min do dia 3 de abril de 2008 do Rio de Janeiro



Tu me pedes um soneto, eu gostaria
De escrever-te, mas me falta inspiração...
A reflexão me diz que a poesia
Ocultou-se dentro do meu coração.

Eu insisto, uma palavra arredia
Puxa a rima... o amor, por precaução
Se mistura na mais pura fantasia
E dissolve-se nos ermos da razão.

Não desisto, reconstruo meus quartetos,
Organizo a estrutura dos tercetos
Entretanto as palavras se misturam...

E no âmago da angústia mais profusa,
A poesia flui de forma tão confusa,
Que as palavras... sem sentido...a transfiguram.
Poema 2
Letra L
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