SAX Luiz Poeta Luiz Gilberto de Barros Às 19 h e 54 min do dia 27 de fevereiro de 2008 do Rio de Janeiro Não há mensagens no teu telefone... Nem cartas, nem bilhetes... só saudades E o som fiel do teu saxofone Vagando em tuas sensibilidades. Não sopras, beijas... produzindo sons, Como se murmurasses tua dor... As formas que tu vês são só neons Criando um bailado sedutor. A música passeia pela sala Enorme... sem aplausos ou platéia... E enquanto o teu coração se cala, O som resvala doce... da traquéia... Apagas tua luz, queres ficar Sozinho, recriando a harmonia Em tons, já que não podes recriar O amor que se perdeu... por ironia... Não falas, mas a música articula O que tu gostarias de dizer E enquanto a tristeza te anula A melodia acorda o teu prazer. O jaz passeia lento, convidando Os pares a dançar...então, um blues Se solta do instrumento e vais soprando As mágoas, transformando o som... em luz... Num êxtase, angústias bailarinas Deslizam nos salões da tua dor E envolvem tuas trôpegas retinas Ao som desse teu sax...tenor. |
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