Adágio



Só agora me avisaram que a noite desce em sinfonia,
recebo as notas da música da vida recriadas qual composição.

corda de lira perdida em uma nota qualquer.
Dó!
Sol, n'uma cítara afinada, lá uma orquestra em harmonia.
Só agora respiro a face da lua de encontro ao meu ponto de fusão,
partículas de mim  afrontando a seca, unindo meus restos e meu pó.
Desafio a platéia e carrego o rei para a dança da vida,
regendo do início enlevo a velha mãe ao êxtase da maestria.


Só agora o adágio traz ao escuro a mais nobre melodia,
e o sol agora desponta sublime e prossegue a andança.

sonata sem dó, na busca do sol uma andante mulher.
Dó!
Lá, a lua tão criminosa ré, cai em si e dança.
Só agora o adágio traz ao escuro a mais nobre melodia,
toada em solo n'um revesso conserto ao concerto convida.
O sol agora desponta sublime e prossegue a andança,
astro regente, renasce em meu berço, e me encontro em nova sintonia.



Sandra Ravanini
28/06/2005
Poema 3
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