ARRITMIA Assim sou, movida ao extremo descompasso em meu ritmo alucinado, altitonante... em minha rouquidão entrego-me em caixa de relicário, e caio de mim em profundezas qual pássaro fulminado, e assim saio de mim e saio do sim e saio do imaginário. Assim estou, arritmia completa que explode em rima complexa, altiplanura... entrecortada na grande extensão da exata inexistência. Ao encontro do vale secreto entro em labirintos complexos, e assim, fujo de mim, e fujo do sim, e fujo da minha essência. Assim vou, em elétricas correntes encontro-me em meu desfecho, altissonante... elipse paralela ao meu inverso na curva da reta, de saída, na chegada e na vinda da partida, perco-me em meu despacho, e assim parto de mim, e parto do sim e parto para a meta. Assim fui, do nada busquei-me e no nada encontrei o meu princípio, alternativa... opção sem escolha em revés do avesso, no final de mim, em meu precipício ao encontro do meu início, e assim acho-me em mim, e acho-me no sim e acho o meu começo. Sandra Ravanini 29/05/2005 |
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