EU SOU TREZENTOS “eu sou trezentos, trezentos-e-cincoenta”... Mário de Andrade I Não há mais lugar para a autoria. Vou decompor Fernando Pessoa e reconstruir Cesário Verde e gerar Drummonds. Nas relações fractais jamais criaremos algo imutável - tudo vira número volta a ser pó e só. Alegorias. Numa frase qualquer -qualquer arqueólogo já sabe- há camadas, lençóis como numa cebola como na torta de aniversário. Plagiadores do mundo, uni-vos! II Só há verdade na literatura, na arte. Cristalizada para o reconhecimento e a nossa transformação. E a arte é sempre plural. III Eu sou muitos e me basto - é vasto e aberto o espaço em que desfaço a separação entre sujeito e objeto... Ser outros e estar em tudo. Brasília, 10/11/2005, depois de uma aula sobre cibercultura. |
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