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Construtores da Paz

  
Eu queria
Que este ano fosse
Aquilo que nós sonhamos
E não houvesse fome
Ódio, inveja, guerras
Entre os seres-humanos

Eu queria
Que a fraternidade
Deixasse de ser
Uma palavra vã
Que na terra brilhasse
A estrela da concórdia
E a esperança no amanhã

Eu queria
Que o brilho das luzes
Iluminasse o espirito dos homens
E os deixasse ver
Toda a miséria existente
Ao seu redor e que tantos
Pretendem esconder

Eu queria

Que o amor reinasse
Em todos os corações
E unidos, de mãos dadas
Todos os países, todas as nações
Começássemos a construção 
De um mundo melhor

Eu queria

Que esta geração fosse capaz
De ficar na memória
Das gerações futuras
Como a geração
Dos construtores da paz


Manuela Baptista
Linguagem corrente anos 90


Amizade? Lealdade?
Carola! reacionário
Rasga esse dicionário
E anda mas é pra cá
Hoje o que está a dar
É ser calão, é gamar
Ir prá prisa e comer lá
Porque amanhã já não há!
Ir prá rua pró esticão
Ou pró metro ò apertão
Ganha-se bem a valer
E contigo não se vão meter.
Têm medo…qué que julgas
E se t'armas em cão com pulgas
Já sabes o que te espera
Cá a malta da alta esfera
Sabe sempre o que fazer
E dá-nos cá um prazer
Aos que se fazem espertinhos
Mandá-los  para os anjinhos
_ Não queres vir? Cobardola…

Pois  passa pra cá a massa
O blusão e a camisola
E se tens amor à vida
Cala o bico e dá à sola!...


Manuela Baptista
    
O  PALHAÇO


Pobre palhaço que ri
Numa noite de agonia
Não há estrelas para si
É sol posto em cada dia
Escurece pela manhã
Chove mesmo se o sol brilha
Pobre palhaço que ri
Esquecido em sua ilha.

Riem das suas momices
Os que o vêem, sem pensar
Que por baixo das vestes
E das tintas pode haver
Um coração a sangrar

                                 
Manuela Baptista
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