Se eu pudesse abraçar o mundo

 
Eu queria a braçar o mundo
Envolvê-lo em doce ternura
Dele extraír toda a raiva contida
Que eclode em um só segundo
Dentro do ser humano em desventura
Semear o amor, despertá-lo para a vida.

Que se possivel fosse se tornasse
Em uma criança de sonhos coloridos
Cada homem, uma partícula desse mundo
Autónoma, mas unida e fraterna ficasse
Entrelaçadas as mãos, amados amigos
Sincronizada cadência, sentir mais profundo.

Ninguém ao seu irmão trataria com desdém
Igualdade, fraternidade não seriam palavras vâs
Guerras entre países uma remota lembrança
Sementes de verdade, ferteis colheitas do bem
Mentes lavadas do ódio, almas mais sãs
Abolida a tempestade, benquista a bonança.


Marta Lima (Ventania)
Lisboa, 26/5/2004
Poema 2
Letra M
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