| MÚSICA por Alex Saba |
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| CONDUZINDO O REI Acho que não preciso falar de nenhum dos dois artistas que dividem os créditos desse álbum. Os dois são o TOP da guitarra, mas há anos atrás, apesar do amor de CLAPTON pelo blues, KING ainda não o considerava um guitarrista de blues. Alguns amigos estiveram conversando por email sobre esse disco e reproduzo aqui o bate-papo deles: "Rich pergunta sobre Clapton: Alguém ouviu o álbum com BB King? Quero dizer...quão ruim pode ser? " "Scott Steele escreveu: Ouvi uma música, Rock Me Baby, e foi o suficiente pra me convencer a compra-lo. Minha impressão ouvindo esta música (em uma jukebox em um bar) foi de que BB tinha elevado Clapton a Bluesman. Eu acho que BB costumava dizer pra Clapton (na cara), "bom guitarrista de rock". Mas ele não parece fazer mais isso. Minha mulher comprou esse disco pra mim no meu aniversário no verão passado. Tem momentos muito bons. Muito de EC e BB. Algumas músicas mostram o lado mais pop de Clapton. Avaliação: um álbum decente, com alguns blues standards intercalados com temas pop. Fortes desempenhos em todo ele." "Parece o início de uma história: "Então, Slowhand (EC) e o Rei do Blues (King of the Blues) estavam dirigindo um carro ..." Se esta é uma viagem musical, é do tipo é do tipo demorado, imagens de dos vazios de uma autopista do interior a 120km/h, com o rádio do carro no mais alto volume. Clapton e King podem ser mais urbanos do que outra coisa, mas esta coleção tem o relaxamento e o "deixa-disso" que só pode vir de um par de veteranos fazendo o que sabem fazer melhor. O que eles fazem aqui é percorrer 12 clássicos do blues, muitos deles parte do repertório de King, então, o título desse álbum faz sentido. Seja no clima rock & roll da faixa título, ou no balanço acústico de "Key to the Highway," ou nas doces notas de "When My Heart Beats Like a Hammer," um sentimento de prazer vem de todo o álbum, o tipo de prazer que alguém tem por "levar um som" durante toda a noite com um bom amigo." Genevieve Williams Como eu disse antes: Compre! Valeu T+ |
| Tem uma carta que precisa ser respondida daqui, pois diz respeito à coluna
anterior e me cutuca com vara curta: "On 14/01/2001 at 23:18 Marly Saba Durão wrote: Ps.: Tás ficando velho mesmo. Arrasou o Rock in Rio! Ora, pensei até que vc estava lá... Falando francamente, sabe o que me lembrou? O inesquecível "ÓPIO DO POVO". 10 DIAS DE SHOW?! Quer coisa melhor? Podiam ter feito 10 dias de feriado. Aí ficaria BEM BRASILEIRO! Pena que não foi em época de aula: ia rolar um descanso legal. Viu o "show" do Carlinhos Brown? Cantou até o hino nacional debaixo de vaia e copos de papel. Um episódio memorável. Isso é que é Festival de Rock demoníaco! "São crianças vítimasa de si mesmas", palavras do Grande Carlinhos que tem Ogum com ele e nada o atinge porque seu Orixá o protege (conforme suas palavras em entrevista na Grande Globo). Beijos" Olá Muito obrigado pela constatação da realidade logo na abertura do seu email! Lembro apenas que envelhecemos juntos! :-) Quanto ao RIR (Rock In Rio) O que eu vou fazer lá? Duas hipóteses: 1) assistir o BRAU do meu amigo Wagner Ricciardi; 2) assistir o Neil Young e o Dave Matthews Mas pra que? 1) Ficar preso em engarrafamento?; 2) Chegar em casa por volta de 6:30 como muitos dos meus vizinhos?; 3) Ficar em fila?; 4) Visitar o prestigiadíssimo vomitódromo? Apesar de todas essas vantagens ainda prefiro assistir pela televisão. ps: Tres bandas me tirariam de casa: 1) PFM; 2) Peter Gabriel; 3) California Guitar Trio. Não necessariamente nessa ordem. |
| Como essa coluna entrou com atraso e Neil Young acabou de sair do palco, posso tranquilamente falar do show sem
me valer das previsões de alguns muito colegas. Foi um grande show. NY ainda está tão jovem quanto há 30 anos atrás quando lançou o maravilhoso 4 Way Street com seus colegas Crosby, Stills e Nash. O show teve de tudo para os fãs e iniciados. Para os que não o conheciam, ou apenas haviam ouvido falar, ficam os comentários da Sandrinha (minha esposa) durante todo o show: "Bom... muito bom!" Levando-se em conta que ela havia muito pouco, fica pra mim a certeza de que quando o cara é bom, não são necessárias muitas palavras. NY e o CRAZY HORSE, fizeram o que sabem no palco. Tocaram. Nada de caras e bocas, imagens e coreografias mirabolantes. O velho e bom rock'n roll que apadrinhou o movimento "grunge". Vale chamar atenção para o quanto próximos estavam os quatro no palco. Quantos metros teria aquele palco? Quantas bailarinas poderiam evoluir por ali? Nada disso importou. Os quatro tocaram da mesma forma que fariam se estivessem "levando um som" na garagem. Grande show! |
| Uma nota triste foi a passagem do amigo e fenomenal baixista Nico Assumpção, que se foi esta semana para integrar a grande orquestra nas nuvens com tantos outros que nos deixam. Dele, ficam o grande sorriso, a simpatia e as boas conversas de fim de noite no finado Jazzmania no Rio. Um grande abraço Nico! |
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Os discos citados (ou não) nessa coluna podem ser encontrados na loja RENAISSANCE. |
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Alex Saba é músico, compositor, |