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Espelho,
potente reflector
de consciências,
tu que me olhas
de frente
a brancura da alma
e o raio da luz
que me transforma,
fala-me daquela rosa
obscura
escondida no verde dos ramos
e do cheiro aveludado do café
entornado na chávena,
deixa-me ver em ti
o movimento
da seda caída
num pavimento
húmido
como se fosse uma nuvem,
e toca-me com esses
teus dedos frios
no rosto.
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