Humaitá
O fracassso aliado em  Curupaiti teve como consequência a parada do avanço das tropas da Aliança pelo território inimigo.  Durante pelo menos dez meses os aliados ficaram estacionados diante das trincheiras de Curupaiti. Neste tempo, escaramuças e trocas de tiros entre as linhas inimigas eram comuns. As listas de baixas não paravam de aumentar em ambos os lados.
O principal obstáculo ao avanço das tropas da Tríplice Aliança era a fortaleza de Humaitá. Localizada em ponto estratégico do rio Paraguai, ela impedia o avanço por terra e pelo rio das forças aliadas. Protegida por terra pelas trincheiras de Curupaití e outros pontos defensivos,  este formidável obstáculo poderia segurar os aliados indefinidamente e com isso levar a guerra a uma situação insustentável em termos de custo e tempo. Os paraguaios haviam colocados grande quantidade de rochas e pedras próximas as margens do rio de maneira a  impedir tentativas de desembarque.  Um diplomata inglês que visitou a fortaleza em 1867 fez o seguinte comentário sobre ela:
"As baterias de Humaitá voltadas para o rio contam com 46 canhões, um dos quais de 80 libras,  quatro de 68 libras, oito de  32,as demais são de diversos calibres. A bateria de Curupaiti que fica de frentre para as elevações do rio conta com trinta canhões de  32 libras. O centro é defendido por cerca de cem canhões. À esquerda há 117 canhões, incluindo quatro de 68 libras,  um Whitworth de 40 (...), um morteiro de  13 libras, catorze de  32 e vários de 12. Voltada para terra, Humaitá é protegida por três linhas de trincheiras, a mais interna delas é artilhada com oitenta e sete canhões. A esquerda repousa em um total de  204 peças. O total geral , desta forma, é de 380 canhões. "
Desde novembro de 1866 a frota aliada vinha bombardeando incessantemente o perímetro de defesa paraguaio, conhecido como o Quadrilátero. O maior problema dos navios eram as águas rasas em redor da fortaleza que impediam a aproximação das belenoves.  O resultado era a alta imprecisão dos projéteis lançados contra as posições inimigas.  Entretanto, o bombardeamento diário mantinha o moral dos aliados relativamente alto, pois aparentava que algo estava efetivamente sendo feito para enfraquecer o inimigo. Além das águas rasas, havia o problema da vulnerabilidade dos navios aliados ao fogo dos canhões  da fortaleza. Era temerário se aproximar por conta de possíveis avarias.
Em janeiro de 1867, contudo,  aconteceu  fato que  abateu um pouco o moral dos paraguaios e melhou o ânimo aliado: o barco em que  o general Díaz, comandante  das defesas de Curupaiti em setembro do ano anterior, utilizava para realizar reconhecimento foi atingido pelos tiros dos canhões da frota inimiga. Ele morreu um mês depois, em 7 de fevereiro em virtude  dos ferimento recebidos.
Com o rio Paraná bloqueado desde junho de 1865, o exército de López estava com falta de suprimentos e munição. Ele ordenou que seus canhões só abrissem fogo mediante um alvo de valor. Depois de Curupaiti, o exército estava se utilizando equipamentos capturados ao inimigo e até as balas atiradas pelos navios aliados eram re-utilizadas.
Maquês de Caxias, comandante em chefe das forças brasileiras 
Na área formada pelo Quadrilátero, López tinha  20.000 soldados à sua disposição.  Cerca de  15.000 na infantaria, 3.500 na cavalaria e 1.500 para operar as peças de artilharia. Esta força, entretanto, representava as últimas reservas de homens aptos para fazer guerra ao inimigo. Muitas das melhores unidades haviam sido dizimadas e seus substitudos não preenchiam a mesma qualidade dos que haviam morrido.
Os paraguaios estavam, contudo, dispostos a usar da melhor forma possível sua grande  vantagem: o terreno. Não só o conheciam melhor que o adversário, como ele era cruzado por inúmeros cursos de água, ideal para o desgaste do inimigo.
Os aliados enfrentavam seus próprios problemas. O novo comandante em chefe das forças brasileiras marechal de exército Luís Alves de Lima e Silva, marquês de Caxias, encontrou suas tropas em quase completa desordem. Quando de sua chegada ao campo de batalha, em novembro de 1866, as tropas brasileiras perfaziam mais de 80% do efetivo aliado. Contudo, por força do tratado da Aliança, Mitre continuava sendo o comandante em chefe de todas as forças aliadas. A saída política para este imbróglio era Mitre comparecer o mínimo possível à frente de batalha e deixar a cargo de Caxias os planos das futuras operações.  Outro grande problema era o fato que suas forças estavam sendo seriamente afetadas por doenças. O Exército Imperia havia sofrido mais de 10.000 baixas devido ao cólera e  a desinteria desde abril de 1866.  Outros 7.000 a 8.000 foram mortos ou feridos  em combate. Ao mesmo tempo, os exércitos argentino e uruguaio haviam diminuido sua participação no conflito. Para finalizar, a marinha aliada estava desprovida de meios flutuantes capazes de enfretar o poder de fogo das baterias de Humaitá. 
Caxias decidiu-se, então, por um esforço contínuo de refortalecimento de suas tropas. Foi estabelecido um fluxo de chegada de novas tropas e aquisição de armamento novo. A marinha ganharia novos navios. Seu plano era simples. Ao invés  de um ataque frontal as defesas paraguaios (o que redundaria em novo fracasso), era iria reforçar suas forças até ganhar uma vantagem que  julgasse adequada. Depois faria firmes e continuos movimentos para cercar a fortaleza.  Seria uma estratégia longa e demorada (ele receberia muitas críticas pelo tempo e recursos gastos para destruir Humaitá), mas ele acreditava que obteria assim a vitória. Levaria meses até a marinha e o exército estarem prontos para iniciar as operações. Enquanto isso, sua idéia era manter as escaramuças de forma ao  inimigo se sentir pressionado.Em meados de julho de 1867  as forças aliadas atingiram o pico de 45.000 homens ao redor de Humaitá. Deste total, 40.000 eram brasileiros, 4.000 argentinos e algumas centenas eram uruguaios. Por esta época a marinha já se encontrava na posse de seus novos navios encouraçados.
A primeira manobra seria a tomda de San Solano ao norte da fortaleza. Tropas do I e do III corpos do exército iriam tomar  parte nesta operação. A marcha incluiria passagem por terreno alagado, onde um homem mal poderia caminhar com  água à altura de seu peito. O II corpo seria  mantido como reserva nas imediações de Estero Bellaco e Tuiuti.
Ao nascer do dia 22 de julho, o general Osório movimentou suas tropas. Ao cair da noite, ele alcançou San Solano de onde ele podia observar as torres da igreja de Humaitá. Ali ele estabeleceu um ponto forte, seguindo para juntar-se as tropas do I corpo. As forças reunidas investigariam o Alto Paraná, limpando a área de qualquer presença paraguaia.
No dia 18 de agosto, a frota consegue forçar passagem sobre Curupaiti.  Os paraguaios se retiraram daquela posição e passaram a  ocupar trincheiras mais próximas a Humaitá.
No dia 2 de novembro o cerco por terra se fecha com a queda de  Tayí.
A fortaleza agora se encontrava isolada, sem comunicações com Assunção. López planejava aliviar a pressão sobre suas posições com um ataque. Ele optou por um dos locais mais improváveis para uma ofensiva: Tuiuti.
O general Osório a frente do III Corpo do Exército Imperial.  - Arquivo do Exército Brasileiro
O general Vicente Barrios foi escolhido para comandar a ação. Ele lideraria 8.000 homens. Tinha ordens de causar o maior prejuízo possível ao inimigo, fazer prisioneiros e trazer suprimentos. Na manhã de 3  de novembro ele guiou suas forças no ataque. Este, como López esperava, pegou os aliados de surpresa. Os homens de Barrios encontraram pouca oposição organizada.  Várias carroças com suprimentos foram tomadas e o ataque rapidamente descambou em pilhagem. Recobrado do choque inicial,  Porto Alegre tentou organizar o II corpo sob seu comando para se opor ao ataque.  Ele conseguiu juntar cinco batalhões para lançar contra o inimigo que campeava entre suas linhas.  Ele teve dois cavalos mortos sob sua sela.  Só parou de lutar quando seus ferimentos lhe impossibilitaram continuar.Quando recuaram, os paraguaios levaram consigo 14 canhões e 250 prisioneiros.
O ataque demonstrou que os paraguaios ainda possuíam disposição para operações ofensivas. Foi também uma vitória moral dos homens de Barrios.  No entanto, seu objetivo estratégico não foi alcançado. O sítio a Humaitá não foi afrouxado.  Caxias percebeu a urgência de aumentar ainda mais a pressão sobre a fortaleza.
Ele mesmo comandou as forças do I corpo na tomada do pequeno ponto forte de La Cierva  a apenas duas milhas de Humaitá no dia 18 de fevereiro de 1868. Após uma feroz resistência, a posição foi tomada somente à noite. O I corpo sofreu quase 600 baixas nesta opração, enquanto os paraguaios tiveram 150.
Enquanto ocorria a tomada de La Cierva, a frota forçava a passagem pelas bateria de Humaitá.   Apesar do fogo pesado, os novos  encouraçados  Barroso, Tamandaré e Brasil obtiveram êxito ao se colocarem em posições acima da fortaleza. O caminho por rio para Assunção estava aberto. No dia 24 a capital paraguaia recebeu seu primeiro bombardeamento. Apesar de pouco intenso, o fato teve enorme impacto sobre o ânimo de luta de diversa lideranças daquele país. Alguns notaram que a guerra estava perdida.
Na noite de 1 de março, López ordenou um desesperado ataque aos navios brasileiros. Apesar de terem a escuridão como aliada, as canoas paraguaias não eram páreo para os navios. As perdas foram enormes. A Marinha Imperial teve somente um morto e alguns feridos como resultado desta tentativa. López ordenou a evacuação da fortaleza. Durante dois dias, 2 e 3 de março, principalmente durante à noite. Ele mesmo liderou o grosso de seu exército para o Chaco, do outro lado do rio Paraguai.  Segundo as fontes consultadas, ele conseguiu cruzar em segurança com 10.000 a 12.000 homens para o Chaco. Algo em torno de 3.000 homens, muitos feridos e sem condições de chegar do outo lado do rio, foram deixados na fortaleza para deter o inimigo o máximo de tempo possível. Eles ficariam sob ordens do coronel  Paulino Alén. Suas ordens eram de resistir até o último homem.
No dia 21, o último ponto forte ao redor da fortaleza cai. Os que conseguiram escapar do inimigo  procuraram refúgio dentro das muralhas de Humaitá.
A situação dos homens  de Alén era desesperadora. Sob forte pressão, ele tentou o suicidio. O coronel Francisco Martínez, assumiu em seu lugar. Falta de muniçÃo, víveres e as doenças faziam do comando uma atividade desanimadora. Mesmo assim, os defensores foram capazes de resistir a um ataque no dia 16 de julho. Das muralhas eles fizeram fogo sobre os homens do III corpo de Osório. Os atacantes tiveram que recuar, mas não antes de sofreram 1.031 baixas. Os defensores de Humaitá tiveram 261 mortos e feridos.
Apesar da dura resistência encontrada, Caxias estava convencido que os paraguaios não poderiam manter a fortaleza por muito mais tempo. A pressão continuaria.
No dia 24 à noite, Martínez manda desocupar Humaitá e cruzar para o Chaco. No dia seguinte os aliados entram na fortaleza.
A luta porém continuou nos dias seguintes. A última posição mantida por Martínez, Andaí, foi atacada no dia 28 por três batalhões do exército Imperial. Os paraguaios mantiveram a posição, mas era claro que não havia mais esperanças em mantê-la.
No dia 5 de agosto o oficial paraguaio se entregou com seus 1.300 homens restantes. A luta por Humaitá havia terminado.
As estimativas de baixas em ambos os lados é bastante imprecisa. Uma fonte cita o total de baixas brasileiras em 8.065 desde o início da campanha em julho do ano anterior. Talvez 10.000 seja um número mais realista, mas falta subsídios para confirmar qualquer estatística. As perdas paraguaias são ainda mais difíceis de estimar. O número mais crível encontrado (muitas fontes escrevem somente "milhares de perdas") foi de 4.100.
O fato mais importante, entretanto, foi que a queda de Humaitá removeu o último obstáculo ao avanço aliado.
A guerra voltaria a sua fase de movimentos. Porém agora as batalhas seriam travadas no interior do país. Doenças e fome seriam levadas ao coração do Paraguai.
Dezembrada