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A economia argentina faz dez anos de conversibilidade no marco de uma recessão e de uma falta de otimisno sobre o futuro provocada por fatores que não são nenhuma novidade, como a falta de crescimento econômico e o desemprego. Faz dez anos, o Congresso aprovou a lei de conversibilidade. Não foi mais que a expressão legal de uma decisão das pessoas que já usavam o dólar e que queriam ter uma moeda estável. A Argentina pôde superar o problema da hiperinflação e recuperaram-se o crédito, o consumo e o investimento. Neste sentido, pode-se falar de êxito da conversibilidade. Mas, também nesses dez anos, aumentaram o desemprego e a desigualdade do ingresso, enquanto muitas importações afetaram as empresas argentinas. Além disso, o mesmo plano impõe limites para enfrentar crises externas. Hoje, o governo propõe uma lei de competitividade e a possibilidade de adotar uma cesta de moedas composta pelo dólar e pelo euro. Conseguiu-se algo em dez anos de conversibilidade, mas não é suficiente. A poupança nacional tem que crescer, as exportações também. É certo que o governo dá um passo talvez fundamental com um projeto de competitividade, mas, sempre que esse projeto seja real, permita crescer e não se consiga a custo de mais desemprego. Só assim poderá aumentar o otimismo. |
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"Português na Argentina" foi atualizado em 15/10/01. Este site está na Internet desde 24 de março de 2001. Copyright © 2001. Todos os direitos reservados. |