Capítulo "Alexandre Carlos Pierre" nº 308 da Ordem DeMolay


[ OS TEMPLÁRIOS ]   [ AS CRUZADAS ]   [ INQUISIÇÃO ]  [ REI FELIPE ]  [ A. C. Pierre ]

JACQUES DeMOLAY


 
Historiadores modernos acreditam que Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, Departamento do "Haute Saone", França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância, porém, na idade de 21 anos, ele tomou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários.A Ordem dos Cavaleiros Templários havia sido oficialmente sancionada e reconhecida pelo Papa e pelo Conselho da Igreja em 1128. Sua denominação original era Pobres Soldados em Cristo", e sua finalidade era vigiar a estrada entre Jerusalém e Acro, o porto de Jerusalém no Mediterrâneo. Logo, pela elevada sanção da Igreja, a Ordem tornou-se imensamente popular. O dinheiro jorrava na tesouraria dos Templários; ricas propriedades eram estabelecidas; e nobres e príncipes enviavam seus filhos para se unirem à Ordem. Os Cavaleiros Templários aumentaram e torraram-se mais fortes com matrizes na Inglaterra, Espanha, França e Alemanha, e logo a valentia dos soldados na Palestina foi apoiada e preservada por uma vasta organização sistematizada nos lugares de origem . A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão-Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acro. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitallers" (Hospitaleiros) para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido. 
Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus Lideres eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi à riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionada sua queda. Em 1305, Filipe, o Belo, Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitaleiros, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Filipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja. Em 14 de setembro de 1307, Filipe agiu. Ele emitiu regulamentos secretos para aprisionar todos os Templários. DeMolay e centenas de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas para DeMolay e seus cavaleiros. Filipe forçou o Papa Clemente a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros Lideres da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Auvergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida com a morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Filipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde. Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia. O espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.



A ÚLTIMA PRECE

"Senhor, permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar. Perdoai, ó meu Deus, as calunias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe.

Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós.

Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas.

Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência.

Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram." 
Esta foi a prece proferida no dia 18 de março de 1314, no momento em que o Grande Mestre e seu fiel companheiro foram supliciados.



MALDIÇÃO DE JACQUES DeMOLAY

"Nekan, Adonai !!! Chol-Begoal!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guilherme De Nogaret... Rei Filipe: Intimo-os comparecer perante ao tribunal de Deus dentro de um ano para receberem o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças!!!"

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