Férias Malucas - Onde Tudo Pode Acontecer

Capítulo 28

         Rafael (o 1º) já estava ficando impaciente, pois Carla não contava o plano dela. Depois que já se irritou bastante, gritou:

         - Vai contar ou não o seu plano idiota?

         - Calma, amigo! - Rafael tentou acalmá-lo. – Ela vai falar, não é, sweet? – falou, referindo-se à Carla.

         - Vou, né! Foi o nosso trato! – falou Carla. – Bom, eu soube quando o Rafael ligou pra Carol para os dois voltarem. Mas a Carol não queria mais nada com você, Rafael! (o 1º)

         - E por que não? – perguntou o outro Rafael, que não sabia dessa parte da história.

         - Pois eles tinham terminado antes de nós virmos para os EUA. E quando o Rafael ligou para atormentá-la, a Carol tinha acabado de começar a namorar o Brian. – explicou Carla. – Pois bem, eu sei também que vocês estavam espionando os boys desde que eles entraram em férias da turnê, pois nós sempre demos muita atenção a eles.

         - É, você realmente sabe de muita coisa. – admitiu Rafael (o 1º) - Mas como descobriu isso tudo? – perguntou.

         - Ah, eu percebi que estávamos sendo observados. Depois, houve o sumiço de Kevin. No começo eu nem desconfiava de quem era. Mas com o telefonema de Rafael para o meu celular, anotei o número de onde você me ligou. Mas só depois lembrei que esse era o número do seu celular.

         - É, foi um descuido ligar do meu celular! Eu admito isso. – admitiu o 1º Rafael.

         - Quando descobri que era você, queria a qualquer custo achar o Kevin. Aí lembrei que seu pai tinha um galpão aqui nos EUA. Foi só eu lembrar o endereço e fazer um plano. – terminou Carla.

         - E qual era o plano? – perguntou o 2º Rafael

         - Oras! Pensei que fossem mais espertos! – zombou deles. – Bom, eu sairia sozinha, pois se alguém soubesse, poderia me deter, ou ir junto comigo. Mas eu queria fazer isso sozinha. Mas acabei me esquecendo que vocês têm muita tecnologia, pois o pai de Rafael (o 1º) trabalha em uma empresa com as melhores novidades. Por isso o meu plano falhou. – concluiu Carla. 

         - É, nossos planos nunca falham! Hahahaha! – gabou-se Rafael (o 1º)

         - Certo. Mas agora posso ver o Kevin? – perguntou Carla.

         - Sim. Mas com uma condição. – propôs Rafael (o 2º) – Você poderá, no máximo, abraçar o bobão!

         - Não chama ele assim! – brigou Carla.

         - Se você quiser vê-lo, terá que aceitar a proposta! – pressionou o outro Rafael.

         - Certo. Eu aceito qualquer coisa para ver o Kevin! – falou Carla.

         Carla foi finalmente desamarrada. Mas os dois a seguraram, para ela não fugir. Foi levada a uma sala, aparentemente pequena, mas muito grande por dentro. Assim que a porta foi aberta, Carla viu Kevin sentado na cama.

Tentou correr na direção dele, mas os dois a seguraram. Ela tentou se debater, e o 2º Rafael alertou:

         - Lembre-se: No máximo, abraçá-lo, se não, ele pode sofrer as conseqüências.

         Carla concordou. Finalmente foi solta. Correu em direção de Kevin. Este se assustou com os gritos dela. Carla estava chorando. Correu para abraçá-lo. Kevin, confuso, perguntou enquanto estavam abraçados.

         - Querida, o que faz aqui? Eles te seqüestraram também?

         - Ai, Kev! Que saudades de sentir seu cheiro, te tocar! – disse, acariciando a face de Kevin, ainda chorando.

         - Calma amor! – e colocou seu rosto em seu ombro. – Pode explicar tudo depois. – disse, acariciando seus cabelos.

         Enquanto se abraçavam, a maldita tela apareceu na sala. Os dois Rafaels (hehehe) olhavam a cena. Kevin percebeu a desagradável presença deles, e falou (ou melhor, gritou.):

         - O que fazem aqui? Não podem nos deixar um segundo sozinhos? – perguntou indignado.

         - Só queríamos lembrar vocês de que só podem se abraçar. – disseram juntos.

         - Por quê? – perguntou Kevin.

         - Tá certo! Agora, por favor, nos deixem em paz! – pediu Carla

         - Claro! Mas não vá esquecer do nosso trato, honey! – disse o 2º Rafael, antes de desligar a máquina.

         Carla, depois de relembrar o cheiro de Kevin e matar um pouco da saudade, contou a ele tudo o que havia acontecido.

 

---Enquanto isso, em outro lugar não muito longe dali---

         Os rapazes chegam em casa junto com Carol. Ela dá um beijinho na bochecha de cada um, menos em Brian, que dá um beijo super barulhento nela.

         Carol continuava com uma sensação estranha. E tinha certeza que era com Kevin ou Carla. Como Kevin estava sem o seu celular, resolveu ligar para Carla. Carla atendeu no quinto toque, muito assustada pelo seu celular não estar bloqueado.

         - Alô, Carla? – perguntou Carol.

         - Oi Rolth! Como vai? – respondeu, menos assustada.

         - Eu tô bem, mas e você? Ainda estou com o pressentimento ruim – admitiu Carol.

         - Pois é. Você estava certa. Eu que não quis te ouvir. Mas agora, aqui estou! – disse, apontando para o quarto em que estava.

         - O que você quer dizer com isso? – perguntou desconfiada.

         - Acho que o mesmo que você está pensando. Me juntei ao Kevin.

         Nesse momento, Carla ouve o telefone cair no chão. Somente depois de alguns minutos, Carol volta a falar:

         - Carla, você está naquele endereço que me deu? – perguntou, com a voz muito estranha.

         - Sim, por quê? – perguntou confusa.

         Nesse momento, a linha foi interrompida. No lugar da voz de Carla, Carol ouviu uma voz masculina muito familiar:

         - Olá, amorzinho! Como vai? – perguntou Rafael

         - Você! O que faz aqui? Por que grampeou a minha ligação? – perguntou indignada.

         - Oras! Sua irmã está nas minhas mãos, tolinha! – zombou Rafael.

         - Isso significa que... – Carol não conseguia falar.

         Rafael só confirmou. Antes de desligar, falou:

- Termine o namoro com o babaca (o Brian), se não, posso fazer QUALQUER COISA com ele! Lembra dessa frase, amor? Pois é, se você terminar com ele sem dizer o motivo, sua irmã e o bobão voltam para casa sãos e salvos. Caso contrário... huahuahuahuahua! – se matou de risadas antes de desligar.

         Carol ficou com uma enorme culpa. Ela era a culpada pela irmã e o primo da pessoa que ama estarem presos. Refletiu a noite toda. Todos estranharam, pois ela estava muito quieta.

         - Você está bem amor? – perguntou Brian, dando um beijo no pescoço dela.

         - Tô sim, Brian. – respondeu Carol.

         - Não tá não! – entrometeu-se Rebeca – Se estivesse, não teria chamado o B-rok de Brian! – dedurou Rebeca.

         - Gente, alguém explica por que a Carol teria que chamar o Brian de outra coisa? – perguntou Ana, boiando muito.

         - Ixi!!!! – falaram todos.

         Rachel deu um super chute na canela de Rebeca, como se falasse: “Viu o que fez, espertona? Agora teremos que falar tudo pra ela!”. Howie, como sempre muito esperto, inventou uma desculpa: (que não era tão mentira)

         - É que todos nós o chamamos de B-rok, ou então Frick, mas quem o chama assim é quase sempre o Nick.

         - Ah, claro. Eu não sabia disso. – explicou-se Ana.

         - Tudo bem! Nós te perdoamos! – falou AJ

         Carol, sem dizer nada, foi saindo da sala. Não estava com uma cara muito boa. Brian, percebendo que seu amor estava fugindo (hehehe! Ela não estava bem “fugindo”, mas...), foi atrás dela.

         Segurou seu braço e disse:

         - Carolzinha, me diz o que está acontecendo!

         - Quê? Ah, oi Brian. – respondeu Carol, muito triste.

         - O que foi? Não está feliz em me ver? – perguntou Brian, visivelmente triste.

         - Não é isso, Bri! – disse Carol, o abraçando, com um pouco de receio.

         - Vamos dar uma volta na praça, acho que você vai se sentir melhor! – disse Brian, segurando a mão de Carol e a levando para fora.

 

---Enquanto isso, na base de seqüestro---

         Carla e Kevin estavam sentados na cama jogando damas. Como não podiam nem se beijar, estavam fazendo alguma coisa para matar o tempo: jogando damas. Carla estava ganhando.

         - Uhu!!!!! Ganhei! – comemorou Carla quando comeu a última peça de Kevin. (sem pensar besteira!)

         - Droga! – disse Kevin, enquanto empurrava o tabuleiro. – Não sei como você consegue se concentrar no jogo mesmo sabendo a nossa situação! – queixou-se.

         - Ai, seu bobinho! – disse, quase dando um beijinho nele. – Ops! Esqueci que não podemos fazer isso! – disse, com a mão na boca.

         A conversa é interrompida pelos Rafaels (novidade...). Mas dessa vez, eles aparecem ao vivo e a cores. (nossa! Ainda bem uma mudança nisso!) Kevin se segurou para não levantar e dar uma surra neles.

         - Olá amiguinhos! (lembrei do Thunderbird agora...) Vejo que encontraram um passatempo, que é muito melhor do que ficarem se beijando! – provocou Rafael (o 2º. Isso logo vai me encher!)

         - O que querem aqui? – perguntou Carla, que também queria dar uns tapas nos dois.

         - Queremos avisar que logo os dois irão sair daqui! – disse o outro Rafael (assim não fica tão cansativo, né?) com um olhar malicioso.

         - Aé? Resolveram nos soltar por livre e espontânea vontade? – perguntou Kevin, super irritado com a presença dos dois.

         - Bom, vamos explicar. – disse o 1º Rafael. – Nós fizemos um trato com a Carolzinha! – começou a rir.

         - Deixa que eu continuo. O trato é muito bom, e acho que ela vai aceitar. – completou o outro.

         - Que trato? – perguntaram juntos.

         - Calma! Já chegamos lá! – acalmou-os (o 2º Rafael) – É assim: (e blá, blá, blá. Toda a história que vocês devem ter lido um pouco acima, neste mesmo capítulo!)

         - Não acredito que fizeram isso... – Carla nem terminou de falar e os outros saíram do quarto. – E agora Kevin? – disse Carla, começando a chorar. – Não queria que por nossa culpa a Carol e o Brian terminassem.

         - Nem eu amor. – falou Kevin, abraçando-a. – Depois que sairmos daqui, falaremos com o Brian e ele com certeza voltará com a Carol.

         - Que Deus te ouça! – falou Carla.

 

---De manhã---

         Carol acordou com o celular dela tocando. (perceberam com essas pessoas gastam celular! As contas devem vir altíssimas!) Estranhou o local em que estava. Viu Brian dormindo. Levantou correndo e foi atender ao aparelho na varanda, para não acordá-lo.

         Ouviu uma voz conhecida (muito, por sinal!) falar:

         - Olá amorzinho! Como foi a noite? Pensou no nosso trato? – perguntou (adivinhem!) Rafael.

         - Você quer mesmo que eu responda? – perguntou Carol, num tom raivoso, mas ao mesmo tempo triste e confuso.

         - Bom, como eu sei que sua reposta é sim, vou te dar as instruções: - começou. – Você terá que terminar sem dizer o motivo verdadeiro.

         - Eu sei disso! – disse, lutando contra as lágrimas que cismavam em cair.

         - Eu sei que sabe! Mas estou lembrando você! – comemorou. – Se ele perguntar o motivo do término (o que ele com certeza vai perguntar), diga que não o ama mais. – disse, dando uma pequena risada.

         - Mas... – Carol nem conseguiu terminar, pois Brian apareceu na varanda.

         Carol desligou o celular rapidamenete. Ela olhou Brian. Ele estava vestindo apenas um short. Carol corou de leve, mas voltou à realidade quando ele se aproximou e deu um beijo nela.

         - Bom dia, amor! – disse Brian. – Como foi a noite?

         - Bom dia, Bri! – respondeu Carol. – Só não lembro como vim parar no seu quarto.

         - Bem, nós fomos dar uma volta na praça. Aí você desmaiou de repente. Eu fiquei preocupado com você e a trouxe para cá. – explicou Brian. – Você estava muito estranha. – completou.

         - Eu estou bem. – disse, triste.

         Teria que terminar com Brian, para o bem de todos, menos dos dois. Sabia que era essa sua decisão. Mas não sabia como contar a ele. Contar à pessoa amada que quer terminar tudo. Terminar um namoro que demorou muito para acontecer.

         Ficou o caminho todo para a lanchonete pensando em como contar a ele.

 

Será que Carol terá mesmo coragem de contar isso a Brian? Qual será a reação dele? Será que os Rafaels libertaram Carla e Kevin depois de terminarem?

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