Luciane Makkário : Jurada

CONCURSO INTERNACIONAL DE POESIA LIVRE “SOL VERMELHO”

Prêmio CELITO MEDEIROS 2004






Diploma de jurada

Apresentação


Luciane Makkário 

Pesquisadora, Humanista, Jornalista, escritora e Idealizadora do projeto zaP!.
{Leonina 29 anos}

* Desde muito cedo, já escrevia poemas e poesias.
* Atuou em vários grupos teatrais em Vitória da Conquista (BA), local aonde nasceu e fez parte de programas sociais quando integrante das desbravadoras.
* Aos 17 anos, veio para São Paulo com o objetivo de cursar e concluir a Faculdade de Educação Física, já que sempre freqüentou Academias, desenvolvendo a Expressão Corporal e Jazz.
* Trabalhou durante 06 anos na Panco, onde ocupava cargo de chefia.
* Aos 23 anos se viu viúva de um forte e conhecido empresário do ramo alimentício, que no ano de 1996 sofreu um acidente de carro na Via Dutra.
* Após o drama, já no início de 1998, se associou a Elizabeth Misciasci e juntas começaram a desenvolver trabalhos na área de Promoções, Produções e Divulgação de EVENTOS, além de composições musicais criadas para diversos artistas.

* Paralelamente a isso, iniciaram suas pesquisas no universo da criminalidade feminina, contando sempre com o apoio de autoridades da justiça brasileira.

* Ela explica o que a motivou a escrever o livro:

-“Desde a minha adolescência questiono o papel da mulher na sociedade. Inconformada, não conseguia aceitar que a mulher nada mais fosse que uma simples dona de casa, (sem idéia feminista, é claro), mas sempre achei que a mulher merecia um destaque que até nem fosse igual ao do homem porém que fosse respeitado. Sem forças por ser muito jovem porém com esperanças, fui em busca do meu espaço como mulher capaz de criar e comandar com a mesma competência que qualquer outra pessoa do sexo oposto.

Com a minha independência conquistada vivi o sonho de minha adolescência, eu conquistei com louvor um lugar ao sol. Passado um tempo, junto com minhas conquistas veio também um grande pesadelo enquanto eu trabalhava feita uma “louca”, três homens liderados por uma mulher de meia idade, entraram em minha residência e levaram praticamente tudo, deixando para trás apenas moveis grandes difícil de serem carregados. Prestei queixa na delegacia com autoria conhecida, pois a mulher que comandava a quadrilha morava próximo a minha residência e foi vista saindo da minha casa com um aparelho de D.V.D. nas mãos.

Fiquei chocada, e é certo que o que me fora subtraído nada recuperei, porém não pude controlar o desejo de saber o que leva uma mulher a cometer um crime.

Este assunto é muito complexo e confesso, mesmo tendo entrevistado cerca de mais ou menos 200 mulheres apenadas, ex apenadas e hoje juntamente com a Beth hasteando a Bandeira do Projeto zaP!, falando em nome de Doze Mil mulheres encarceradas, Rogando ajudas, fazendo o possível do impossível, tentando mostrar que não podemos rotular pessoas, enfim prestando nossa contribuição, pois sabemos que há milhares de casos que já comprovaram que a Reabilitação é POSSÍVEL e NECESSÁRIA, ainda tenho muitas perguntas que estão sem respostas.

O mundo do crime não me fascina, como o destaque da mulher no crime jamais me fascinara, mas posso lhes garantir que nunca imaginei que a mulher assumisse um papel tão 'de igual para igual' com o homem e que fosse esta mesma mulher, em 65% dos casos apenas um 'objeto' abandonada literalmente na escuridão das galerias e no frio de uma cela e que hoje chora envergonhada, se punindo de forma tão severa, que lei nenhuma, conseguiria proporcionar a clausura ou punição que sua própria consciência lhe cobra ”...


Poemas


Nem anjo e nem fera.


O som da felicidade já não ouço mais.
Nem pássaros e nem canção.
O silêncio veio pra ficar.
Tortura, pensamentos de um tempo que não volta mais.
Passos lentos e em falso, percorrem este chão sagrado,
Que agora piso.
Indeciso é o destino.


O som da felicidade, já não ouço mais,
Como ficar em paz?
Não quero o passado, nem o tempo que não volta mais.
Quero o futuro certo, feliz, o futuro que eu escolhi,
Quero o futuro que eu mesma fiz.


Nem morte e nem dor,
Quero sentir da vida o calor.


Sorrir até perder o ar, abraçar até não mais suportar.
Quero viver.
Sonhar, crescer, florecer em um novo tempo.
Quero ser a nova era.
Nem anjo e nem fera.
Quero ser eu.


Que me olhem sem passado e nem presente,
quero ser semente, futurecer.
Renascer em mim.


Ouça, é o som do silêncio,
Me trazendo o tormento...
Me escondo de mim?
Talvez seja a solução.


Abre o mundo, me escondo no fundo de um coração,
Qualquer, vazio, sem medo, aberto para me receber.
Eu me escondo de mim, do mundo e de você.


Me acha, me leva, resgata,
Me salva, me eleva a alma.
Tire-me da escuridão.
Quero ser feliz.
Preciso de vida em meu coração.

quarta-feira, 30 de junho de 2004 20:54



Chegou a hora... Tenho que ir.



Não sei bem como... 
Mas eu senti.
Momento próximo, eu vou partir.



Sei lá pra onde, mas sei que vou.
Chegou a hora, tenho que ir.


Um vento forte em mim soprou,
Aviso claro a me chamar.
- Ajeite tudo vais embarcar,
não faça planos, não vais voltar.
Segue teu rumo, caminhe só,
pra onde vais não tem mais nó,
pra desatar sem permissão.


O mar secou sob minhas vestes,
Gritei ao sol.
- Pra que viste?
Fazer sofrer no caminhar, 
Trazer me sede, me bronzear?


Sai te daqui, e vais pra longe,
Não quero mais, a tua luz.
Estou sozinha e em minha volta.
Há luz de velas e uma cruz.


Pessoas falam, não posso ouvir.
Querem tocar-me, me possuir,
Em mente grito, no vaco então.
Não sinto mais, meu coração.


Pessoas choram ao me despir,
Do corpo morto vão despedir.
Chegou a hora não posso mais...
Tenho que ir.


Luciane Macário- São Paulo
14/12/2003- 17:11
Brasil


Quando a noite cai


Entre nuvens e estrelas me escondo.
Vago, na escuridão da noite.
Me perco na brisa suave, 
Me encontro no barulho do açoite.

Ah! Quando a noite cai.
Tropeço em uma saudade sem fim.
Procuro no horizonte,
Pedaços que restaram de mim.

Ser o sol ou o cerrado,
Ser um rio em mansidão,
Ter a lua iluminada,
Me trazendo emoção.

Transmuta a vida,
Singular desejo,
Fecho os olhos não me vejo.
Sinto falta da razão.

Sou nascente do amor,
Estou vestida de agonia,
Sou fiel, eu sei que sou.
Eu sou noite e não mais sou dia.

Ah! Quando a noite cai
Minha vida em um fraco pulsar.
Sinto que minha força se vai...
Sinto minh'alma chorar.

Luciane Makkario
25/3/2004 21:08



Leão em Leão


como anda o coração?
Em busca de uma razão para bater, 
Mergulhado em uma emoções do passado?
Não, são recentes... 
Tão recente, não da pra esquecer.


Como anda o coração?
Buscando uma razão para viver...
Como rio em época de seca, 
Feito fera querendo correr. 
Agitado, desnorteado...


Anda fraco, anda parando, se enganando que ainda será feliz.
Como anda este coração despedaçado?
Não é mais forte feito raiz. 

Segue, com um amor contido, impossível de viver...
Anda de mal com o mundo, anda querendo você...

Qual o fim deste coração?
Se fechar, se calar, nem sonhar será possível, 
Para este coração, 
Outro amor é inconcebível.

Caminhos diversos, tropeços e falhas...
Saudades de você.
Se não viverá de amor, de amor não irá morrer...

Lua e Sol?
E a lua saiu do sol, acabou o eclipse,
sol e lua se afastaram, houve tempo ruim, tempestades...
Noite triste.

Desequilíbrio total...
Tragédia?
Não...

O fim de uma fase e o começo de um novo tempo.
Sol e Lua, Minotauro, vulcão.
Um novo ciclo se formou... Era de Leão em Leão, 
Se é o fim... só o tempo poderá dizer...
O coração ainda pulsa, e pulsa forte por você...

Luciane Macário SP/20/06/2004
www.revistazap.hpgvip.com.br  

 

Os 20 nomes que compuseram a Banca de Jurados

Clique no mome do jurado para conhecer um pouco mais sobre ele.


Ana Cristina Legey
Ana Ferreira Trindade 
Angela Moura
António Tomé
Célia Lamounier
Ðrica Bevilaqua
Gilsa Araujo
Gustavo Dourado
Jurandir Argolo
Lêda Yara
Marisa Cajado
Regina Ribeiro
Solange Rech
Sonia Mello Macêdo
Sonia Rica Zagury
Terezinha Manczak
Yara Maria Nazaré
Elizabeth Misciasci
Idelmo
Luciene Makkario

 


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