Êxtase
(Fase – VII)
Excitada, Regina cerrou os olhos maravilhosos, sentiu os cílios longos das pálpebras
entrelaçarem-se, viu-se tirando a roupa para ajustar ao seu corpo de ninfa um minúsculo
biquíni à guisa de calcinha, sentiu na palma da mão os bicos duros dos seios, o volume
das nádegas, o veludo loiro do púbis tal qual um tapete de golfe.
De olhos fechados, viajou a ponta leve do dedo médio da mão direita na
vagina úmida e no clitóris túrgido, assim como viajaria, pelo seu
corpo inteiro,
a língua de Hélio, leve e solta, aflita e ligeira, quente e molhada.
Depois desse devaneio suas pálpebras abriram-se,
assim como duas abelhas alçando
vôo ligeiro para o espaço sem rumo, e ela se viu frente a frente com o adônis de sua obsessão,
cuja rispidez e
delicadeza, lassidão e impetuosidade, que se mesclavam e caracterizam-no,
exacerbando-lhe a excelsa vitalidade masculina, fê-la tomar uma decisão ousada, porém
necessária, para pôr em prática sua liberdade
aflitiva.
Tamara
R. Almeida
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