Textos

  Imaginário do interior feminino - Mary Del Priore Esse artigo não se pretende uma pesquisa completa ou uma parcela acabada da história do corpo feminino. O fato de que deste tema emanam tantos problemas, indica a extensão do campo a ser explorado, bem como aquele das diversas abordagens utilizadas nas pesquisas em andamento. Não pretendo entrar nas controvérsias epistemológicas sobre a questão, mas, simplesmente, rascunhar uma história dos corpos femininos a partir das representações predominantemente médicas do século XVIII.
  Nós que amávamos tanto O Capital - Fragmentos para a história de uma geração - Emir Sader Como um país "sem história" olha para o seu passado ? De que maneira falar de uma geração que não recebeu herança e que ficou cortada das que vieram depois? Como reconstruir o itinerário da geração dos anos 60, que não é a de "Amávamos tanto... a revolução", de Cohn-Bendit, nem a de "Nunca fomos tão felizes"?
Céu & inferno de Gilberto Freire - Vários Autores No centenário do seu nascimento, o sociólogo que formulou uma das mais vigorosas interpretações do Brasil permanece um problema para os pesquisadores devido a sua atitude política conservadora, que o levou a colaborar com o regime militar de 64. Valorização da mestiçagem e análise do espaço privado marcam originalidade da obra...

 

 

     Obras Completas  

 

 

  Manifesto Comunista - Marx e Engels Em 1848 mudou-se completamente o método de análise da sociedade, da luta de classes e da própria construção de uma sociedade socialista. Em Manifesto do Partido Comunista Karl Marx e Friedrich Engels formularam uma nova concepção da História.

  Os sertões - Euclides da Cunha

De observações sobre o meio físico de Canudos, as condições sociais dos sertanejos e a violenta guerra que os opôs ao exército, nasceu o clássico Os Sertões (1902), obra escrita em estilo denso que revela a capacidade de observação e as concepções cientificistas do autor. Em Os sertões, a terra predomina sobre o homem — o "sertanejo", a quem o autor definiu como "um forte". Euclides da Cunha participou com os esforços de parte da intelectualidade brasileira, engajando-se no esforço pelo progresso material do país.

Dom Casmurro - Machado de Assis

No capítulo final de Dom Casmurro, Machado de Assis antecipa um dos temas freqüentes na criação contemporânea: refletir sobre o processo de elaboração da obra artística. É o caso de Capitu, a principal personagem feminina do romance. Falando dela, Bentinho afirma que "uma estava dentro da outra, como uma fruta dentro da casca". Com essa definição, Bentinho atua como alter ego do autor, mas também do próprio leitor, a quem sugere um método de leitura participante, convidando-o a ler além do que está escrito.

  O Navio Negreiro - Castro Alves

Integrante da quarta geração romântica brasileira, a do romantismo liberal ou social, Castro Alves deixou uma obra acabada, sem possibilidade de acréscimos futuros. É importante ressaltar alguns aspectos que contribuem para conhecê-lo e à sua poesia: as aventuras amorosas, base do lirismo erótico e subjetivo de seus poemas; o amor pela natureza e, principalmente, sua participação nas lutas do abolicionismo, refletida nas poesias humanitárias e sociais.

O Guarani - José de Alencar O movimento indianista brasileiro nasceu em meados do século XIX, sob a forma de um nacionalismo que buscava sua identidade, e encontrou no índio seu melhor representante. O indianismo do Brasil marca, também, o momento de fixação de uma língua literária com características brasileiras. Apesar de nacionalista, este movimento encontrou seus modelos no "bom selvagem" de Jean-Jacques Rousseau, no livro O espírito do cristianismo, de Chateaubriand, e no norte-americano James Fenimore Cooper, autor de O último dos moicanos. Com estas fontes, os literatos brasileiros criaram e mitificaram a figura do índio valente, nobre, leal e capaz de compreender e respeitar a natureza.
O Ateneu - Raul Pompéia

Raul Pompéia participou das campanhas da Abolição e da proclamação da República. Estreou no romance com Uma tragédia no Amazonas, foi classificado por alguns críticos como realista e por outros como naturalista. O romance O Ateneu, uma das obras-primas da literatura brasileira, assegurou-lhe lugar de destaque nas letras nacionais. Escrito na primeira pessoa, tem cunho autobiográfico e abrange aspectos importantes e renovadores da literatura de cunho memorialista.