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Operações e Processos Industriais Farmacêuticos (OPIF)

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Tipos de centrífugas

Em regra, as centrífugas de laboratório são acionadas por motor elétrico. Possuem um eixo central (vertical) sobre o qual assentam os vários tipos de cabeças e uma tampa na parte superior para proteger contra fragmentos do vidro.

Centrífugas laboratoriais

As centrífugas usadas em laboratórios podem ser equipadas com três tipos de cabeça: vertical, angular ou cônica, e centrífuga de cesto.

O modelo mais simples é o de cabeça vertical, representado abaixo, em que os tubos são colocados em suportes que se mantêm verticais quando a centrífuga está em repouso, mas logo tendem a atingir a posição horizontal quando o rotor começa a girar.

Centrífuga de cabeça vertical (visão externa)
Centrífuga de cabeça vertical (visão interna)

A desvantagem deste tipo de centrífuga é que o material sólido deve atravessar toda a camada líquida até atingir o fundo do tubo, onde ficará depositado. Isso torna a centrifugação mais lenta e incompleta. A vantagem é que se podem utilizar tubos graduados para medição do volume de sedimento, como em estações de tratamento de efluentes, pois o material sólido vai se depositar regularmente no fundo dos tubos.

Outro tipo de centrífuga é o de cabeça angular ou cônica, no qual os tubos formam um ângulo de 45 – 50° com o eixo do aparelho. Nestas centrífugas, os tubos mantêm sempre a posição angular, sendo possível obter-se com elas maiores velocidades do que com as com cabeça vertical, resultando numa melhor sedimentação.

A vantagem deste modelo é que a angulação oferece menor resistência ao material sólido para que se deposite no fundo do tubo. Por isso, é indicada para separação de sólidos floculentos ou finamente divididos, que seriam dificilmente separados em uma centrífuga de cabeça vertical.

Centrífuga angular ou cônica (visão externa)
Centrífuga angular ou cônica (visão interna)

O terceiro tipo de centrífuga laboratorial é representado pelas centrífugas de cesto, usadas, sobretudo, para separar os cristais das respectivas águas-mães, servindo para os secar. O cesto é um recipiente cilíndrico, às vezes perfurado, que roda dentro de uma câmara onde se acumula o líquido separado, que é depois drenado para fora através de uma tubulação.

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