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L e m b r a n ç a s
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| Gilmar Luis Durlo Spórquio. 3° neto de nosso pai. Foto do início de 1963. |
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Gilmar Luis Durlo Spórquio
Com certeza, lembranças de uma infância podem encher um livro. Estão aqui algumas passadas entre Marmeleiro e Fontana Freda, distritos de Jaguari: Lembro dos quero-queros cantando no potreiro, anunciando a visita. Lembro do pôr de sol no horizonte mostrando a bela paisagem do lugar. Lembro do carro de lomba, da petéca e do balanço, brincadeiras daquele tempo. Lembro da carreta puxada por bois trazendo milho ou soja para ser armazenado. Lembro do boi baíto e do boi barroso lavrando a terra, para semear o grão. Lembro do engenho de cana fazendo a garapa; como era gostoso o caldo de cana, gelado na fonte de água pura. Lembro da molecada rapando o tacho, onde no Nono João fazia o melado e a rapadura. Lembro do pão gostoso que a Nona Tereza fazia no forno de barro. Lembro das pescarias com o Nono lá na sanga, depois da chuva passar. Dizia o Nono que quando chovia era mais fácil pegar o jundiá. Lembro das artes do Turco, algumas contadas no livro do Cleto. Lembro do queijo, do salame e do vinho, alimento e bebida preferida daquele tempo. Lembro do rádio de pilhas, tocando Teixeirinha e José Mendes. Lembro que aos domingos era sagrado o terço na Igreja. Após o terço o jogo de bochas e o 3 sete eram as principais diversões. Lembro dos camoatins, do piar da coruja e do canto do sabiá. Para finalizar, não podia deixar de lembrar dos personagens principais desse lugar. Do Nono João e da Nona Tereza, que apesar de terem partido ainda vivem em nossos corações. Também quero lembrar meu pai e minha mãe, que Deus os tenham junto de si. Se eu fosse um poeta, com certeza estas lembranças dariam uma poesia, como não sou, quero que estas poucas linhas tragam apenas, saudades...
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