M e n s a g e n s

Acessar outras mensagens:   Durlo di Crespadoro;    Durlo di Monteforte d'Alpone;    Durlo de São Paulo;    Durlo do Rio Grande do Sul.

  

Cleto Vicente Durlo

Numa noite de julho de 1996, corria um minuano anunciando o inverno, na terra em que a Família Durlo plantou suas raízes no Brasil, nos longínquos anos de 1890... Aquela negra noite parecia se mesclar com um lindo despertar do crepúsculo matinal, quando inspirados pela graça Divina e iluminados pelos distantes ascendentes, através do manuseio de antigos documentos, iniciamos uma longa jornada na busca do desconhecido rastro e marcas calejadas no passado, que tornaram o presente e o futuro promissor da Família Durlo.

            A media em que movíamos as terras documentais, novas raízes afloravam. Quantas surpresas nos envolviam, tornando-se combustível para impulsionar a longa jornada, desenterrar o passado e torna-lo presente. O escuro tornou-se claro, o claro tornou-se transparente, quando através dele percebíamos a riqueza do grande legado produzido pelos nossos ascendentes.

            Ao mergulharmos nas profundezas dos longínquos anos de 1870..., quando líderes de nossa pátria-mãe, encontravam-se enraizados num jogo perigoso em prol de uma pátria maior, sólida e soberana, recorrendo as armas, semearam um rastro de desgraça entre seus devotos filhos. Os filhos mais tenazes ... não hesitaram em apenas se contentarem com soluções paliativas e permanecerem adormecido pelo tempo em seu leito materno, exaltaram sua honra pelas virtudes solidificadas e marcadas em  suas personalidades, sob o lema: “roubar não, emigrar sim”, se lançaram ao desafio, o de realizar um grande sonho, uma saga na busca da sobrevivência, da dignidade do ser humano, a construção futura às gerações que haveriam de vir e porque não dizer a nova pátria-adotiva.

            A dolorosa separação através do corte do cordão umbilical familiar, comunitário e patriótico, deixou marcas profundas, como se fosse uma despedida para o além, bem expressa na célebre frase: “Arrivedercci in cielo!”, não deixou esmorecer o alimento dos sonhos, esperanças e das vitórias.

            Devorados por um enorme navio que expelia fumaça e vapor, deixando para trás o rastro da lembrança, da saudade e uma página de suas vidas, enfrentando adversidades, movidos pela energia das promessas, sonhos, esperanças, alegrias, tristezas, sucessos e insucessos, rumo ao absoluto desconhecido, com a certeza de estar cumprindo com a nobre tarefa de pais, educadores e formadores de uma geração de arautos, destemidos sobreviventes e construtores do novo seio materno adotivo, a pátria brasileira.

            Transformaram as gerações que haveriam de vir em pequenos, médios e grandes empresários rurais, comerciais e industriais. Profissionais como engenheiros, odontólogos, médicos, enfermeiros, economistas, contabilistas, psicólogos, mestres, intelectuais e tantos outros profissionais que a sociedade rio-grandense se orgulha.

             Muitos não conseguiram saborear o gosto da vitória, porque o tempo foi curto, mas desempenharam seu papel e partiram há algum tempo para se reencontrarem com os que ficaram na tristeza da separação na pátria-mãe Itália. Porém, depois em outro mundo, puderam concretizar a frase da despedida: “Arrivedercci in cielo!”. Haveremos no amanhã, quando nos reencontrarmos, impulsionados pela mesma fé pronunciarmos uma só frase: “nossa missão foi cumprida com muita honra”.

            Restam-nos importantes páginas de sua história, que nos é dado o júbilo e orgulho de  a recordar, cultivar para transforma-la numa fecunda, inesgotável e profunda fonte de energias morais, proporcionando-nos passos seguros e deixando rastros para trás promovendo sua imortalidade.

 

Voltar página inicial