|
26.
(Ufc 2004) Em 29 de maio de 1829, oficiais ingleses
abordaram o navio Veloz. "Os diários de bordo e
mais papéis do Capitão foram examinados... estavam em
ordem. O número de pessoas transportadas obedecia ao
que estipulava a lei..."
GÓES
José Roberto Pinto de, Cordeiros de Deus: tráfico, demografia
e política no destino dos escravos, em: Marco. A. Pamplona
(org.) Escravidão, exclusão e cidadania. Rio de Janeiro,
Access, 2001, p. 23
Com
base no texto acima e em seus conhecimentos, assinale
a alternativa correta sobre o tráfico de escravos, durante
o Império.
a)
A Inglaterra vistoriava os navios para impedir o contrabando
de produtos que pudessem concorrer com as manufaturas
inglesas.
b)
Os traficantes de escravos obedeceram aos tratados e
leis firmados com a Inglaterra, inclusive os compromissos
assumidos por Portugal, a partir da transferência da
Corte.
c)
Portugal tinha se comprometido a limitar a prática do
tráfico ao sul do equador e, desde então, a Inglaterra
tinha o direito de vigiar pelo cumprimento dos acordos
firmados.
d)
Tratados firmados entre o Brasil e a Angola proibiam
o tráfico ao sul do equador.
e) Os tratados assinados,
em 1810 e 1831, permitiam aos piratas de Sua Majestade
seqüestrar carregamentos de escravos e levá-los para
as plantações do Caribe.
27.
(Ufg 2001) (...) Sejamos francos: o tráfico, no Brasil,
prendia-se a interesses, ou para melhor dizer, a presumidos
interesses dos nossos agricultores; e num país em que
a agricultura tem tamanha força, era natural que a opinião
pública se manifestasse em favor do tráfico: a opinião
pública que tamanha influência tem, não só nos governos
representativos, como até nas monarquias absolutas.
O que há para admirar em que nós todos, amigos ou inimigos
do tráfico, nos curvássemos a essa necessidade?
O
texto acima é parte de um discurso de Eusébio de Queiroz,
calorosamente aplaudido na Câmara, que encaminhou a
lei antitráfico, em 1850.
Acerca
do debate sobre o fim do tráfico, pode-se afirmar que
( ) o tráfico de escravos permaneceu como prática
corrente, defendida pelos agricultores com a conivência
do Estado brasileiro, apesar dos acordos firmados entre
Brasil e Inglaterra para pôr fim a essa atividade econômica.
( ) a luta contra o tráfico de escravos encontrou,
no ambiente urbano, o clima propício para empolgar políticos
e intelectuais que se mobilizaram, na primeira metade
do século XIX, para a luta contra essa atividade.
( ) os argumentos favoráveis à continuidade
do tráfico de escravos estavam associados à defesa da
soberania nacional ameaçada pelos ingleses, que aprisionavam
os navios negreiros.
( ) os ingleses adotaram o trabalho assalariado,
como forma predominante, em seu vasto império colonial,
pois estavam coerentes com os princípios democráticos
que orientaram sua ação colonizadora; desse modo, era
natural que liderassem a luta contra o tráfico de escravos
e a escravidão, nos séculos XVIII e XIX.
28.
(Fatec 2000) Ao longo do século XIX, a política externa
do Brasil Império caracterizou-se por constantes conflitos
na região platina, porque
a)
as estâncias gaúchas deviam ser indenizadas pelos danos
causados por invasores paraguaios, que deixaram de pagar-lhes
as indenizações.
b)
os franceses tinham pretensão de dominar o Rio da Prata
e, como eram aliados do Brasil, exigiam constantemente
a presença de nossa esquadra nessa região.
c)
o Brasil, para defender o princípio da livre navegação
na Bacia Platina, intervinha militarmente na região.
d)
o Brasil envolvia-se constantemente na política interna
dos países platinos, sempre defendendo os "blancos"
do Uruguai.
e) da proclamação de nossa
independência até meados do século XIX a intervenção
na região do Prata foi exclusivamente diplomática, passando,
depois disso, a ser militar.
29.
(Fatec 2002) O sistema de parceria expandiu-se rapidamente
para o Oeste Paulista.
É
correto afirmar que
a)
cabia ao governo da província bancar os gastos de transporte,
manutenção e instalação dos colonos e de suas famílias,
durante o primeiro ano de permanência no Brasil.
b)
a convivência do escravo africano com o imigrante, na
última década do século XIX, foi bastante positiva para
a expansão do café para o interior paulista.
c)
os colonos gastavam mais do que ganhavam; por isso estavam
constantemente endividados e acabaram por perder suas
terras e serem obrigados a trabalhar no interior de
Goiás e Mato Grosso.
d)
graças à garantia de participação nos lucros das fazendas
de café, o fluxo de imigrantes para os cafezais brasileiros
ficou assegurado por muitos anos.
e) cada família de imigrantes
recebia um determinado número de pés de café para cuidar,
colher, secar, além de uma pequena área para cultivar
gêneros de primeira necessidade, sendo que todo o lucro
obtido deveria ser repartido entre ela e o fazendeiro.
30.
(Fgv 2000) Na primeira metade do século XIX constituiu-se
o protecionismo alfandegário, ou seja, as taxas alfandegárias,
no Brasil, passaram a variar entre 30 e 60%. Esta iniciativa,
somada a outras, foi responsável pelo 1Ž surto industrial
brasileiro. Estamos referindo-nos à/ao:
a)
Tarifa Barão de Mauá;
b)
Tratado de Comércio e Navegação;
c)
Tratado de Livre Comércio;
d)
Tarifa Alves Branco;
e) Abertura dos Portos
às Nações Amigas.
31.
(Fgv 2002) A respeito da abolição da escravatura no
Brasil é CORRETO afirmar:
a)
Ocorreu fundamentalmente devido às pressões inglesas
que obrigaram as autoridades brasileiras a extinguir
a escravidão.
b)
Ocorreu depois que os cafeicultores encontraram, na
imigração européia, uma forma de substituição da mão-de-obra
escrava.
c)
Ocorreu de maneira gradual, vinculada à política de
promoção da cidadania dos libertos, apesar das pressões
políticas dos abolicionistas na segunda metade do século
XIX.
d)
Ocorreu fundamentalmente devido à crise demográfica
do continente africano, que não oferecia mais grandes
contingentes humanos que pudessem ser comercializados.
e) Ocorreu devido à força
com que as idéias ilustradas foram incorporadas pelas
elites brasileiras à época da independência.
32.
(Fgv 2003) Na segunda metade do século XIX, ocorreu
uma série de conflitos internacionais na Região do Prata.
Entre esses conflitos, podemos identificar a:
a)
Guerra do Paraguai - como é conhecida entre os brasileiros
- ou Guerra do Brasil - conforme a denominação paraguaia,
provocada pelas disputas em torno do controle da Bacia
Platina.
b)
Guerra dos Farrapos, que representou um movimento separatista
no sul do Brasil, apoiado pelos governos do Paraguai,
Argentina e Uruguai como represália ao expansionismo
brasileiro.
c)
Guerra do Paraguai, provocada pelos interesses expansionistas
paraguaios, que provocou uma alteração na política de
não interferência do governo brasileiro em assuntos
estrangeiros.
d)
Revolução Farroupilha, movimento republicano inspirado
no caudilhismo paraguaio de Solano López, defensor de
um projeto federalista que reunisse os demais Estados
do Cone Sul.
e) Guerra do Paraguai,
provocada pela aliança entre Paraguai, Chile e Argentina,
contra as pretensões brasileiras e uruguaias de controlar
as atividades agropecuárias na região.
33.
(Fgv 2003) Sobre a proibição do tráfico negreiro para
o Brasil, é CORRETO afirmar:
a)
As pressões inglesas sobre o governo brasileiro para
extinguir o tráfico de africanos permearam as relações
entre Inglaterra e Brasil no decorrer do Segundo Reinado,
tendo por auge o rompimento das relações diplomáticas
na chamada Questão Christie.
b)
As pressões inglesas pela extinção do tráfico de escravos
foram apoiadas pela Igreja Católica, interessada em
reduzir a influência africana na religiosidade popular
brasileira e estabelecer sua hegemonia espiritual na
América.
c)
As pressões inglesas obrigaram o governo brasileiro
a negociar com a potência européia um prazo para a extinção
do tráfico. Vencido este prazo, em 1831 era promulgada
uma primeira lei que proibia o tráfico de africanos
para o Brasil.
d)
As pressões inglesas pela extinção do tráfico de escravos
foram apoiadas pela população que, influenciada pelas
idéias liberais, estava ansiosa para acabar com a escravidão
no Brasil.
e) As pressões inglesas
foram prontamente aceitas pelo governo brasileiro que,
para obter o reconhecimento da Independência pela Inglaterra,
proibiu o tráfico de africanos para o Brasil em 1823.
34.
(Fuvest 2003) "Em certo sentido, os portugueses,
os espanhóis e os italianos, compondo os maiores contingentes
imigratórios para o Brasil, registrados entre a Independência
e a Primeira Guerra Mundial, satisfaziam as reivindicações
dos dois grupos de pressões nacionais."
(Maria L. Renaux e Luiz F. de Alencastro.
"História da Vida Privada no Brasil".)
Uma
das reivindicações atendidas com a entrada desses imigrantes
foi a de
a)
políticos nortistas para povoar as áreas de fronteira.
b)
fazendeiros escravagistas para aumentar a produção canavieira.
c)
políticos defensores do "embranquecimento"
da população nacional.
d)
industriais paulistas para obtenção de mão-de-obra especializada.
e) políticos europeus para
solucionar problemas decorrentes da unificação nacional.
35.
(Fuvest 2003) Sobre a Lei de Terras, decretada no mesmo
ano (1850) da Lei Eusébio de Queirós, que suprimiu o
tráfico negreiro, é correto afirmar que
a)
dificultava o acesso dos ex-escravos à propriedade da
terra, estabelecendo o critério da compra e venda.
b)
estava associada a uma concepção de distribuição de
terras para estimular a produção agrícola.
c)
facilitava a aquisição de terras pelos
ex-escravos e imigrantes, ao associar terra livre
e trabalho livre.
d)
estava vinculada à necessidade de expansão da fronteira
agrícola e aquisição de terras na Amazônia.
e) superava o antigo conceito
de sesmaria, ao impedir a concentração de terras nas
mãos de poucos proprietários.
36.
(Fuvest 2004) "Firmemos, sim, o alvo de nossas
aspirações republicanas, mas voltêmo-nos para o passado
sem ódios, sem as paixões efêmeras do presente, e evocando
a imagem sagrada da Pátria, agradeçamos às gerações
que nos precederam a feitura desta mesma Pátria e prometamos
servi-la com a mesma dedicação, embora com as idéias
e as crenças de nosso tempo."
Teixeira
Mendes, 1881
De
acordo com o texto, o autor
a)
defende as idéias republicanas e louva a grandeza da
nação.
b)
propõe o advento da república e condena o patriotismo.
c)
entende que as paixões de momento são essenciais e positivas
na vida política.
d)
acredita que o sistema político brasileiro está marcado
por retrocessos.
e) mostra que cada nova
geração deve esquecer o passado da nação.
37.
(Fuvest 2004) Número de escravos africanos trazidos
ao Brasil

Pelos
dados apresentados, pode-se concluir que, no século
XIX,
a)
a importação de mão-de-obra escrava diminuiu em decorrência
da crise da economia cafeeira.
b)
o surto industrial da época de Mauá trouxe como conseqüência
a queda da importação de mão-de-obra escrava.
c)
a expansão da economia açucareira desencadeou o aumento
de mão-de-obra livre em substituição aos escravos.
d)
a proibição do tráfico negreiro provocou alteração no
abastecimento de mão-de-obra para o setor cafeeiro.
e) o reconhecimento da
independência do Brasil pela Inglaterra causou a imediata
diminuição da importação de escravos.
38.
(Mackenzie 2000) "Não há mais nada parecido com
um saquarema do que um luzia no poder." A frase
de Holanda Cavalcanti, referindo-se à atuação dos partidos
Liberal e Conservador, durante o segundo Reinado, pode
ser interpretada da seguinte forma:
a)
os partidos eram profundamente diferentes em suas propostas
e ideologia.
b)
não havia possibilidade de conciliação entre ambos,
em virtude de representarem segmentos e interesses divergentes.
c)
representavam a mesma camada social, sem ideologia definida,
revezavam-se no governo e tinham por objetivo a busca
do poder.
d)
durante o governo do Marquês de Paraná, de 1853 a 1858,
acirraram-se as disputas entre os partidos, dificultando
o Sistema Parlamentarista.
e) o imperador com reduzidos
poderes ficava à mercê dos conflitos entre os partidos
Liberal e Conservador.
39.
(Mackenzie 2000) Itália bela, mostre-se gentil
e
os filhos seus não abandonarão
senão,
vão todos para o Brasil (...)
A
canção italiana de 1889 se reporta ao movimento imigratório
italiano do final do século XIX. Sobre o contexto histórico
e adaptação enfrentados pelos imigrantes em nosso país,
podemos dizer que:
a)
as boas condições oferecidas pelos fazendeiros de café,
comprovadas posteriormente, incentivaram a imigração
sobretudo no Sistema de Parceria.
b)
as estratégias de arregimentação de imigrantes na Itália eram criteriosas e não propunham condições de
trabalho que não correspondiam à verdade.
c)
os fazendeiros, habituados a lidar com escravos, tratavam
duramente os imigrantes, mantendo-se presos à terra
sob pesadas dívidas, gerando revoltas.
d)
a imigração nas áreas de colônia do sul do país eram
regidas pelos mesmos critérios dos cafezais paulistas.
e) o governo italiano jamais
proibiu a emigração para o Brasil em virtude das boas
condições oferecidas aos imigrantes.
40.
(Mackenzie 2001) A propaganda do governo brasileiro
e proprietários de terras falava de incentivos e benefícios
para atrair imigrantes para o Brasil na 2 metade do
século XIX. Contudo, o sonho de "fazer a América"
no Brasil não se concretizou para muitos imigrantes
porque:
a)
a Lei de Terras, o endividamento, os maus-tratos e discriminação,
além da dificuldade de fazer poupança, prejudicaram
a ascensão social do imigrante no Brasil.
b)
as relações entre elite proprietária e imigrantes eram
cordiais, mas o café estava em crise de superprodução.
c)
o amplo acesso à pequena propriedade resultou em fracasso,
devido à concorrência com o latifúndio e a policultura.
d)
a imigração subvencionada pelo Estado agravou a crise
da mão-de-obra na área cafeeira.
e) o escravo, sobretudo
no oeste paulista, era preferido, como mão-de-obra,
ao imigrante.
41.
(Mackenzie 2001) Para os conselheiros do Império, o
Brasil era como um sistema heliocêntrico, dominado pelo
sol do Estado, em torno do qual giravam os grandes planetas
do que chamavam, "as classes conservadoras"
e, muito longe, a miríade de estrelas da grande massa
do povo.
José Murilo de Carvalho
Através
do texto, compreendemos que a proposta política do Segundo
Reinado privilegiava:
a)
as massas populares, base de sustentação política do
império.
b)
as elites dominantes, que tinham no Império a garantia
de seus interesses.
c)
apenas os segmentos de classe média que emergiam economicamente
após a imigração.
d)
os fazendeiros do Vale do Paraíba e senhores de engenho
nordestinos, que jamais tiveram interesses contrariados
pelo imperador.
e) os escravos, base econômica
do período, libertados pelo Império.
42.
(Mackenzie 2001) Foi necessário esperar até a extinção
do tráfico, em 1850, para que surgisse oportunidade
semelhante à de 1808. (...) sobrava finalmente dinheiro
para a iniciativa privada.
Jorge Caldeira
A
oportunidade mencionada no texto refere-se:
a)
aos capitais, que em virtude do fim do tráfico, eram
aplicados, agora, em negócios, permitindo o breve surto
industrial de meados do século XIX no Brasil.
b)
ao tráfico interno de escravos, que possibilitou a expansão
do cultivo de algodão.
c)
ao fisco, que, aumentando taxas, desequilibrou a economia,
sacrificando a iniciativa privada.
d)
ao fato de que, tanto em 1808 como em 1851, a lógica
econômica era voltada para o desenvolvimento interno
com apoio da Inglaterra.
e) à extinção da maior
característica da nação mercantilista, a escravidão,
iniciando-se uma política industrial contínua, até o
início da república.
43.
(Mackenzie 2001) A política externa brasileira foi marcada
por constantes conflitos na região do Prata ao longo
do século XIX porque:
a)
o Brasil temia a ascensão dos colorados no Uruguai,
partido que fazia constante oposição ao Império Brasileiro.
b)
eram pontos fundamentais para o interesse brasileiro
na região a livre navegação e o equilíbrio do poder
na bacia platina.
c)
o Império Brasileiro apoiava o caudilho argentino Juan
Manuel Rosas, defensor intransigente dos interesses
federalistas de Corrientes e Entre-Rios.
d)
velhas questões de fronteira e apoio aos interesses
ingleses e franceses eram sustentados pelos paraguaios
contra a hegemonia brasileira.
e) o Brasil incentivava
a reconstituição do Vice-Reinado do Prata para manter
o equilíbrio político na região.
44.
(Mackenzie 2001) Na década de 1870, as relações entre
o Estado e a Igreja se tornaram tensas. A união entre
trono e o altar, prevista na Constituição de 1824, representava,
em si mesma, fonte potencial de conflito.
Boris Fausto
Identifique
a causa fundamental do conflito mencionado pelo texto
acima.
a)
O Estado, durante o império, reconhecia a religião católica
como oficial mas não interferia nas questões eclesiásticas.
b)
Na década de 1870, o clero não passou a exigir maior
autonomia frente ao Estado.
c)
Em virtude do beneplácito, a proibição do papa do ingresso
de maçons nas irmandades desencadeou um atrito entre
Estado e Igreja, resultando na prisão de dois bispos
pelo governo.
d)
Pelo fato de a maçonaria não ter nenhuma expressão na
política interna do império, a proibição papal não trouxe
repercussões.
e) O Estado laico foi implantado
logo após o conflito com a Igreja, para contornar a
oposição do clero ao Imperador.
45.
(Mackenzie 2003) Sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira no Segundo Reinado, é INCORRETO afirmar que:
a)
do ponto de vista sócio-econômico, o complexo cafeeiro
deslocou definitivamente o polo dinâmico do país para
o centro-sul.
b)
em função do café, aparelharam-se portos, criaram-se
empregos e novos mecanismos de crédito, revolucionaram-se
os transportes, sendo a ferrovia sua maior expressão.
c)
após a extinção do tráfico negreiro, em 1850, a solução
para a mão-de-obra veio da imigração, cujas primeiras
iniciativas estão ligadas à firma Vergueiro e Cia.
d)
o destino do mercado cafeeiro dependia do mercado externo;
progressivamente, os E.U.A. converteram-se no maior
consumidor do café brasileiro.
e) a produção de café foi
inovadora, com técnicas agrícolas avançadas, uso de
pequenas propriedades, trabalho exclusivamente livre
e grande preocupação com a preservação do solo.
46.
(Mackenzie 2004) A Lei Eusébio de Queirós, promulgada
em setembro de 1850, durante o Segundo Reinado, extinguindo
o tráfico negreiro, foi resultado:
a)
de pressões do governo britânico, que, após a Revolução
Industrial do século XVIII, se interessava na ampliação
dos mercados consumidores para seus produtos manufaturados.
b)
da crescente pressão da opinião pública nacional, contrária
à escravidão, que se chocava com os interesses econômicos
internacionais, especialmente os ingleses.
c)
da pressão e do exemplo dos britânicos, que, por motivos
religiosos, não aceitavam o trabalho compulsório, empregando
e defendendo o trabalho livre assalariado.
d)
da exigência britânica, que impunha a extinção do tráfico
negreiro como cláusula para reconhecimento da independência
brasileira.
e) da pressão executada
pela Inglaterra, por meio da lei Bill Aberdeen, que
conferia o direito à Marinha britânica de confiscar
e utilizar a mão-de-obra escrava nas suas colônias antilhanas.
47.
(Puccamp 2001) Leia as afirmações a seguir sobre o cenário
de crise do Império, no Brasil.
I.
O regime monárquico enfrentou, desde a Guerra do Paraguai,
a disposição do oficialato do exército de ampliar sua
participação na vida política nacional, o que serviu
de fermento para conflitos que ajudaram a minar a sustentação
do Estado.
II.
A sintonia do monarca com as idéias progressistas vigentes
no século XIX, com o desenvolvimento científico e o
refinamento cultural que lhe era próprio foram fundamentais
para que preparasse, desde 1850, a transição para o
regime republicano.
III.
O questionamento da submissão da Igreja ao Estado monárquico
por parte do clero e as reações intransigentes do Gabinete
Rio Branco a essas manifestações serviram para aprofundar
a cisão da monarquia com tal segmento.
IV.
A Convenção de ltu, em 1873, deu contornos claros à
mobilização de apoio à monarquia na província de São
Paulo e marcou o início de ofensivas de seus integrantes
no plano eleitoral.
As
afirmações relacionadas corretamente com esse contexto
são:
a)
I e II
b)
I e III
c)
I e IV
d)
II e III
e) II e IV
48.
(Puccamp 2002) Leia os trechos do poema.
O
Leão Britânico ruge,
Impera,
Domina,
Quer
o mundo a seus pés;
(...)
O
Leão não admite concorrência,
Para
isso tem dentes ávidos,
Estômago
de máquina a vapor,
Cérebro
capaz de gerar navios,
Frotas,
esquadras inteiras,
Ele
próprio ancorado
No
canal da Mancha.
O
Leão se alimenta de ouro, prata,
De
toneladas de algodão,
Devora
carne humana
Com
sua boca de fornalha.
Que
é esse esquilo
Que
incomoda a sua cauda?
Essa
república insubmissa
Fora
do controle de suas unhas?
(...)
Com
intrigas e chacinas,
Há
que se jogar irmão contra irmão
Na
América Latina.
(Raquel
Naveira. "Guerra entre irmãos". Campo Grande:
s/ed., 1993, p. 17-8)
O
poema traduz uma interpretação do envolvimento direto
da Inglaterra na Guerra
a)
da Cisplatina, disputa entre Argentina e Brasil para
decidir a quem pertenceria a chamada "Banda Oriental"
(atual Uruguai).
b)
do Pacífico, um conflito entre Argentina e Paraguai
pela disputa de uma saída para o Oceano Pacífico.
c)
do Paraguai, momento em que a Tríplice Aliança desencandeia
uma luta contra o interesse do Paraguai de obter acesso
ao Oceano Atlântico.
d)
contra Aguirre, quando as forças militares do governo
brasileiro invadiram o Uruguai, em razão dos conflitos
de terra na fronteira entre os dois países.
e) contra Rosas, marcando
um intenso conflito entre Brasil e Argentina pela anexação
do Uruguai e Paraguai.
49.
(Puccamp 2002) Observe os dados da tabela.

(Ladislau
Dowbor. "A formação do capitalismo dependente no
Brasil". São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 114.)
O
ferro representou uma vitória para a Inglaterra, sendo
utilizado na produção das máquinas e das estradas de
ferro. Os ingleses tiveram uma forte presença na economia
brasileira, principalmente na segunda metade do século
XIX, na construção de ferrovias. Porém, a expansão da
rede ferroviária no Brasil estava relacionada
a)
ao desenvolvimento da produção cafeeira do Oeste Paulista.
b)
ao surto de industrialização verificado durante a Primeira
Guerra Mundial.
c)
ao deslocamento dos trabalhadores para as fazendas de
café.
d)
às ondas de migrações internas ocorridas do Nordeste
para o Sudeste.
e) ao desenvolvimento das
atividades pecuárias na região Centro-Oeste.
50.
(Pucmg 2003) Dentre outros fatores, assinale a opção
que explica o processo imigrantista no Brasil (séc.
XIX).
a)
a abundância de ex-escravos no território brasileiro
que, tornando-se vadios, recusavam-se a trabalhar.
b)
o fim do tráfico negreiro levando à necessidade de buscar
outras fontes de mão-de-obra fora da África.
c)
a escassez de mão-de-obra escrava no continente africano,
fonte sustentadora da escravidão brasileira.
d) a existência de uma
política de imigração, permitindo ao imigrante tornar-se
grande proprietário de terras.
51.
(Pucpr 2001) Sempre inspirando-se em modelos estrangeiros,
o Brasil adotou também o sistema parlamentarista de
governo.
Analise
as afirmações:
I
- O parlamentarismo imperial foi implantado por lei
ordinária em 1847. Não se fez por emenda à Constituição.
II-
O sistema parlamentar significa a bipartição do Poder
Executivo: chefia de Estado e de Governo exercidas por
diferentes pessoas.
III-
Tendo pequena importância durante o Império, o Partido
Republicano tentou inutilmente e por várias vezes revogar
o sistema parlamentar.
IV-
O parlamentarismo republicano foi a fórmula encontrada
para acalmar os atritos políticos e possibilitar a posse
de João Goulart, tido por esquerdista pelos chefes militares
em 1961.
V-
O parlamentarismo republicano revelou-se eficiente,
e sua flexibilidade permitiu a acalmia nas lutas partidárias
e agitações sociais no governo de João Goulart.
Estão
corretas as alternativas:
a)
I, II, III e IV.
b)
II, III, IV e V.
c)
I, II, IV e V.
d)
apenas I, II e IV.
e) apenas III, IV e V.
52.
(Pucpr 2001) Na conjuntura do II Império Brasileiro,
têm destaque, no quadro da Proclamação da República:
I-
Interferência Inglesa na Política Imperial.
II-
Abolição da Escravatura
III-
Questão Militar
IV-
Questão Religiosa
V-
Pressão do Setor Industrial Urbano
Estão
corretas:
a)
apenas I e IV.
b)
apenas I e III.
c)
apenas II, III e IV.
d)
apenas III, IV e V.
e) apenas I, III e V.
53.
(Pucpr 2004) Dentre as causas da proclamação da República
em 15-11-1889, NÃO é correto afirmar:
a)
Ocorria descontentamento nos quartéis, em decorrência
da Questão Militar.
b)
Ocorria indiferença da Igreja Católica ante a sorte
da monarquia, originária da Questão Religiosa e prisão
anterior dos Bispos de Olinda e de Belém do Pará.
c)
Os fazendeiros ou cafeicultores da Província do Rio
de Janeiro estavam irritados, pois perderam todos os
seus escravos em decorrência da Lei Áurea.
d)
A influência da filosofia positivista estava presente,
principalmente entre a jovem oficialidade do exército.
e) A oficialidade da marinha
de guerra era tão republicana quanto à do exército,
visto ter a mesma origem social popular e até humilde.
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