Pernas

(Fase - II)

(Em homenagem às pernas de uma amiga especial a quem chamo de Estrela Azul)

Tuas pernas não me mostram as formas definidas, pilares que me dão vida,

se vestidas com malfadadas, mesmo que musselinas meias. Ficam, sim, sem brilho,

quase que feias; tuas pernas têm que ser, tal qual a lua, que de fora ilumina o mar e as ruas,

envolvendo a todos, como um exótico incenso. Deixe-as a descoberto, assim como gosto,

dentro do mais puro bom senso.

 

Pernas lindas, paraíso proibido ao mortal que, tantas vezes preterido, tenta impressionar-te

em vão, acenando-te com a riqueza, não acreditando que és tanta nobreza, quando fugindo

ao trivial provas que só tenho a te ofertar a imensa pobreza de quem ainda pensa não existir

virtuosidade neste mundo massificado por interesse material.

 

São essas pernas que eu as quero do meu lado, enlaçando-me, aquecendo-me, em pé,

deitadas ou de joelhos. São mais belas cada vez que as vejo, em meus tresloucados sonhos,

nas madrugadas gélidas da imensidão dessa terra estranha. Pernas que alimentam o ego

do homem altaneiro, conquistador de almas afins, de corações superafinados pelos

propósitos edificantes, razão de ser de toda esta poesia.

 

Belas pernas que me provocam ciúme, atraso espiritual na representação do mais vil

e amargo queixume de quem sempre buscou, durante toda a vida, alguém para chamar

de excelsa estrela azul mais brilhante, amada e querida complementação de meus anseios.

Wilson M. Pereira

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