Cobras e Lagartos
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Bastidores
Roupa de festa!
Veja como os personagens estarão vestidos no casamento de Bel
 
Quase a noiva!

O casamento de Bel e Estevão vai ser uma cerimônia simples, com recepção na casa dos próprios noivos. Mas os figurinos dos convidados vão chamar atenção. A figurinista Beth Filipecki explica os conceitos para a criação das belas – e muitas vezes engraçadas – roupas de Foguinho, Bel, Leona e outros personagens. “Fizemos uma brincadeira com a Milu. Confeccionamos um vestido balonê, nas cores do vestido da noiva, tudo a pedido do autor. Ele queria que ela estivesse tentando concorrer com a Bel!”, ela conta.

 
Uma cor para cada um
“Todas as cores usadas no figurino são propositais! A Leona está usando um vestido vermelho, é claro, pois ela quer mostrar que o noivo, na verdade, é dela! Para a Júlia preferimos um vestido com cara de campo, com estampa floral. Já a Celina é a mais clássica, com um vestido de mãe mesmo, todo marrom, mantendo ainda a sobriedade de executiva”.
  
 
“Laranja mecânica”

“O visual do Tomás foi resultado da mistura de duas idéias: primeiro, o personagem principal do filme ‘Laranja mecânica’, com aqueles cílios postiços enormes; segundo, o estilista Karl Lagerfeld, mais conhecido como o ‘Kaiser’. Ele é uma referência de moda e estilo, usando sempre o colarinho alto. Foi uma inspiração perfeita para um personagem metrossexual”.
  
 
Novos ricos
“O Foguinho usa e abusa dos emblemas do dinheiro, como o cifrão e aqueles óculos escuros enormes. A Ellen também quer ostentar a riqueza com uma jóia imensa no pescoço, que vale um apartamento!”.
 

 
 
A noiva-princesa
“O vestido de Bel foi criado pela estilista Rucélia Ximenes, de Goiânia. É uma peça exclusiva e mantém o tom romântico da personagem. É um tomara-que-caia clássico, estilo ‘princesa’. No cabelo fizemos um penteado tradicional e, nos olhos, uma sombra cinza que dá profundidade, trazendo um ar de mulher. A jóia da noiva foi desenhada por Ricardo Filgueiras, com uma flor-de-lis e uma pérola no meio, misturado o tradicionalismo com a modernidade”.
Na defesa do personagem
Lázaro Ramos não acredita que Foguinho aja de má fé...
 
Nos últimos dias, a vida de Foguinho deu uma verdadeira reviravolta. Foi despedido da Luxus, decretado herdeiro do Omar, paparicado pela família interesseira e perseguido pela culpa de mentir para receber a herança que, na verdade, é do seu amigo Duda. Ufa!

Lázaro Ramos partiu em defesa de seu personagem e acha que sua atitude é totalmente humana. E o ator, como reagiria se estivesse no lugar de Foguinho? Veja o que ele diz.

A mentira sobre a herança
"Não acho que ele esteja agindo de má-fé, mas sim agindo errado. Aí é que está a pergunta: se você estivesse no lugar dele, passando pelo que ele passa, o que faria? Acho que a pergunta dessa fase na novela é essa. Já me fiz essa pergunta. Eu perguntaria ao Duda: se você ganhasse uma herança, o que você me daria? Ia tentar negociar! O meu desejo é que as pessoas pensem: se eu estivesse no lugar desse cara, passando pelo que ele passa, será que eu não agiria igual?"

Identificação com o público
"Conheço um monte de gente parecida com o Foguinho. Ele é um comportamento, mais até do que uma pessoa. Às vezes, tem uma característica de um primo, aquele primo mais safado, ou aquele primo mais engraçado, aquele primo mais triste... É um comportamento identificável em várias pessoas."

Ellen ou Kika?
"Torço pra ele ficar com alguém que ele ame e que o ame de verdade, porque, até então, está uma balança muito desequilibrada. É o Foguinho que ama a Ellen, que ama dinheiro e a Kika, que ama Foguinho, que não ama Kika. Talvez ele mereça encontrar uma mulher que seja a mistura delas duas."

O mistério de Martim
Carmo Dalla Vecchia conta tudo sobre o personagem que é filho de Omar
 
Martim entrou na trama cheio de mistério. Ninguém sabe de onde ele veio, para onde vai, só que ele é meio perturbado, vive tendo visões com uma tal Maria, com a roupa encharcada, e é o acusado da morte da Nikki. Nem ele próprio sabe direito quem é! Mas aqui, quem desvenda esse mistério é o ator Carmo Dalla Vecchia, que nos contou, dentre outras coisas, que seu personagem é o filho de Omar e Teresa!

O distúrbio psicológico
"O Martim é uma pessoa que tem uma doença chamada fuga psicogênica. Ele pega um pedaço da vida e apaga da memória. Ele teve um grande trauma que será revelado no decorrer da novela. Parece que aconteceu um acidente de carro, mas ele não se lembra de quase nada... Para fazer esse personagem, eu consultei vários psiquiatras, fui ao Pinel e ouvi relatos de pessoas que sofreram com esta doença. Pode acontecer por causa de algum trauma psicológico, ou se a pessoa bater a cabeça em um acidente, por exemplo."

O envolvimento com Letícia
"Depois da morte da Nikki, ele foge e vai atrás do seu passado. Ele chega ao Rio e dá de cara com uma confusão, um tumulto envolvendo a Letícia. Salva a Letícia e, em agradecimento, ela o esconde em uma casa em construção. Para ajudá-lo, ela começa a investigar seu passado. Eles vão ter uma história muito bacana, porque ela acredita que ele é um cara bom, apesar de ele achar que é mesmo um assassino."

Experiências anteriores
"Trabalhei em Começar de Novo, A Casa das Sete Mulheres... Comecei na televisão fazendo a minissérie Engraçadinha, interpretando um cara que tinha complexo de Édipo. Foram todos personagens conturbados, nenhum deles era muito certinho. Para mim isso é maravilhoso, pois preciso fazer um grande estudo para chegar ao personagem. Também assisto a filmes, leio diferentes livros... Agora, também estou fazendo boxe, para montar esse lado agressivo do Martim."

O convite para o personagem
"O trabalho do Wolf Maya e do João Emanuel é maravilhoso! É uma novela muito bem cuidada! O diretor atenta para todos os detalhes. Para se ter uma noção, foi o Wolf quem deu as últimas tesouradas no meu cabelo. Antes de gravar, ele pediu uma tesoura e deu umas picotadas, porque disse que o personagem é meio desequilibrado e precisava dar uma bagunçada no cabelo. O João Emanuel me chamou para fazer a novela depois de assistir a uma peça em que eu estava atuando, chamada "O doente imaginário."

A gravação pegou fogo!
Conheça os efeitos especiais da cena do incêndio que causou as mortes de Omar e Jair
 
Os últimos momentos de Omar e seu leal empregado Jair foram angustiantes! Presos dentro de um armazém, eles tentavam escapar das labaredas que insistiam em avançar sobre eles. Para desespero dos familiares e amigos, quando os bombeiros chegaram já era tarde. Todo o prédio havia sido consumido pelas chamas.

Diante de tanta emoção e realismo, bate aquela dúvida: como foram feitas estas cenas? Para matar a curiosidade do internauta, o site procurou a equipe de efeitos especiais, que revelou todos os seus segredos.

Incêndio em miniatura?
"A intenção inicial do autor era fazer o incêndio em um dos cenários da Luxus, mas depois surgiu a idéia de fazer em um cartão-postal do Rio de Janeiro, que tivesse, ao mesmo tempo, uma característica sombria. Por isso o Wolf (Maya, diretor geral da novela) resolveu gravar a cena em um galpão do cais do porto", explica o produtor de efeitos especiais, Marcos Soares.

Escolhido o local, restava um problema: como atear fogo em uma área tombada pelo patrimônio histórico? É aí que entra a maquete! A equipe construiu uma maquete igualzinha ao prédio do armazém 2 do Cais do Porto. Assim, foi possível exibir uma real situação de catástrofe, realizando takes que mostraram o incêndio do prédio todo, inclusive do telhado.

"Quando se fala em maquete sempre se pensa em uma coisa pequena, minimalista, mas esta é completamente diferente, pois é bem maior do que se espera", observa o técnico de efeitos especiais Eder Figueiredo.

Para parecer real, a maquete foi erguida numa proporção de 30% do tamanho original. Ou seja, como o galpão tem 9 metros de altura, a maquete tinha 2 metros. Tudo isso, porque "se incendiássemos uma maquete pequena, as chamas seriam grandes demais em relação ao tamanho do armazém, já que o fogo é um elemento físico cujo tamanho não pode ser alterado.", explica Eder.

Se você acha que essa cena foi mesmo quente, não imagina o que ainda vem por aí... Fique ligado!

Anjo ou demônio?
Eri Johnson participa da novela como um bandido que se disfarça de frei
 
Se você se diverte ao assistir as confusões vividas por Eva e sua família de “pecadores”, prepare-se! Agora você vai rir muito mais! Porque vem aí, Búfalo e Biscoito, dois bandidos do barulho, vividos por ninguém menos que Eri Johnson e Ernani Moraes.

Tudo começa com o encantamento de Eva, ao receber em sua casa dois amigos de infância de Serafim que entregaram suas vidas a Deus e viraram freis. Mas isso é o que ela pensa! Na verdade, Búfalo e Biscoito são perigosos assaltantes que estão armando um golpe ao lado do ladrão-mor do Saara e se disfarçaram para não serem pegos!

Eri Johnson e o desafio de ser sério
O ator nos contou que o convite lhe caiu como uma luva. “Sempre quis trabalhar com o Wolf (Wolf Maya, diretor geral da novela), pois foi ele quem me lançou. Eu queria fazer exatamente o que estou fazendo: um personagem que, embora sério, tenha também certo ar de brincadeira!”, declarou.

Eri ressaltou ainda que o personagem apresenta um grande desafio. “Acho que a própria situação em que ele se disfarça de frei já se encarrega de deixar tudo engraçado. A seriedade é que é mais perigosa, pois tem um tempo certo pra gente não exagerar”, explica.

Mais um triângulo amoroso
E se já não bastassem as confusões com Eva, que deixará os dois em maus lençóis ao puxar papo sobre a igreja e o catolicismo, vai pintar um clima entre a dupla de bandidos e a bela Madá, que de santa não tem nada!

“Vai rolar uma espécie de amor à primeira vista dos dois pela Madá. Mas acho que ela ficou super a fim do Búfalo!”, brinca o ator, provocando a intérprete de Madá. (Nanda Costa estava sentada ao seu lado, durante a entrevista!). “Mas novela é bom por isso, né? Nunca sabemos exatamente o que vai acontecer!”, diverte-se Eri. Bom, ele pode até não saber, mas de uma coisa nós temos certeza: vem muita diversão por aí!

E a herança vai para...
Atores defendem seus personagens na luta pela fortuna de Omar
 
Desde o começo da novela, está cheio de gente de olho na grana do Omar Pasquim. Quando o povo soube então que ele iria morrer, foi um "Deus nos acuda"! Gente tramando para lá, gente bajulando o ricaço para cá... Mas o destino das verdinhas já está garantido. Bel fica com 49% das ações da Luxus e 51% vão para Daniel Miranda, que para quem não sabe, é o nome de batismo de Duda. Mas quem levará a grana é um outro Daniel Miranda: o Foguinho!

E nessa disputa, não é só Foguinho que dá uma de esperto. Até aqueles que não constam no testamento, querem uma lasquinha da bolada. Para qual personagem você daria esse dinheiro? Alguns deles saem na frente e contam com o apoio dos atores para argumentar que merecem sim esse presente... Olha só... 

 

Daniel de Oliveira quer herança com Lagartos
"Acho que o Duda merece porque, se a fortuna ficar com ele, não vai cair nas garras de cobras como o Estevão. Duda sempre foi parceiro e companheiro do Omar! Além disso, o Omar queria que o dinheiro também fosse dividido com a família do Duda, da qual ele tanto gosta, principalmente, com a Silvana. O ideal seria se o Duda casasse com a Bel e, assim a herança ficaria mesmo com os lagartos".

 

Taís Araújo acha que Ellen deve vingar morte do pai
"A Ellen merece ganhar a fortuna, principalmente para se vingar da morte do pai dela. Ele morreu tentando salvar o Omar e a Luxus não deu nenhuma indenização para a família. Como a própria Ellen costuma dizer, ela colocou o olho a vida inteira naquela casa! Então, agora chegou a vez dela morar lá!".

 

Christiana Kalache quer que a Kika herde o Foguinho
"A Kika merece mesmo é ficar com o Foguinho. Ele já a abandonou duas vezes, e mesmo assim ela o aceitou de volta. Na verdade, ela não liga para dinheiro, mas torce por ele porque acredita quando ele diz que é o verdadeiro herdeiro. Mas é claro que seria muito legal se eles ficassem com a grana, pois iriam se divertir muito juntos".

 
Iran Malfitano diz que irmão de herdeiro também merece ser rico
"Acho que o Téo, por ser da família do Foguinho, também merece. Afinal, o Foguinho sempre brigava com todo mundo e saía de casa, mas quando tinha algum problema, era para a família que ele voltava. Tudo bem que eles são um monte de picaretas, mas não são tão cruéis quanto a família da ‘Menina de Ouro’ (filme vencedor de quatro Oscar, sobre lutadora de box que fica tetraplégica e é desprezada pela família). São só malandros, assim como o Foguinho, e sabem que por trás desta herança tem alguma armação. Então, é bom o Foguinho dividir essa fortuna com eles, pois nessa família o que é de um é de todos.


A musa do Saara
Nanda Costa fala sobre a fogosa Madá, sua primeira personagem em TV!
 
Ela foi criada por uma mãe extremamente rigorosa, católica e moralista. Por isso, de dia, Madá é um exemplo de menina, mas à noite... Ela coloca as manguinhas de fora, ou melhor, as belas pernas, e vai conquistar os homens da vizinhança. Porém, a coleção preferida de Madá não é de namorados e sim de sapatos

masculinos! A atriz Nanda Costa, estreante na TV, nos conta, com exclusividade, como é interpretar a personagem que deixa os marmanjos do Saara de queixo caído!

Primeiro trabalho em TV
“Fui aluna da escola do Wolf Maya, em São Paulo. Já tinha feito testes aqui na Globo, mas não tinha rolado nada. Fiz o teste para Cobras & Lagartos e consegui o papel da Madá. Estou adorando! Ela tem duas personalidades, o que é excelente, pois dá pra criar muito, dá pra brincar...

Opinião do público
'Outro dia um cara falou pra mim: "Pôxa, eu pensei que você fosse santa!". Algumas pessoas me olham, mas talvez por eu ainda não ser muito conhecida, ficam na dúvida, achando que me conhecem de algum lugar..."

As duas caras de Madá
"Acho que vem de família, né? (risos) Ela tem o sangue do pai, não tem como negar. A Eva tenta colocar a filha na linha, mas a mãe também não consegue seguir a linha. O ser humano tem seus defeitos, suas quedas, seus fetiches, suas taras e seus segredos... E a Madá tem essa loucura por sapatos!"

Mania de seduzir
"Fico pensando: o que leva a Madá a se interessar por um sapato de homem? Imagino que seja o cheiro do couro, essa coisa de seduzir o homem. Acho que ela prefere os sapatos de couro."

"A mãe não pode caminhar pelos filhos"
"Eva sabe que o Serafim já foi preso por roubo. Então ela fala para a Madá: "Não faça isso, não roube sapatos, pois é ilegal!” Mas não adianta a Eva falar! Os filhos têm que perceber que estão errados. A mãe pode mostrar qual é o melhor caminho, mas não pode caminhar pelos próprios filhos. Caso contrário, os filhos fazem tudo às escondidas, como a Madá faz."

"Nunca fui musa"
"Engraçado, porque eu nunca fui musa, nunca me senti assim. Quando li a sinopse, pensei: "Nossa, que responsabilidade!". Eu era gordinha quando era mais nova e emagreci há pouco tempo. Mas nada mudou, continuo me achando a mesma pessoa. Não me vejo como musa, só na hora de interpretar a Madá. Tenho uma coach (treinadora) que está me ajudando a buscar essa energia da poderosa, da gostosa... Enfim, estou adorando fazer este papel, foi um presente maravilhoso!"

A mãe é nossa!
Rafael Ciani e Kayky Brito explicam o ciúme que Geléia e Nicolas têm de Silvana
 
Quem nunca teve ciúmes da mãe que atire a primeira pedra! Se já é normal para um filho disputar a atenção materna com os irmãos, imagina quando entra uma terceira pessoa nessa história! Quando é namorado então...

Na ficção, os personagens de Kayky Brito e Rafael Ciani não andam nada satisfeitos. Agora que a mãe resolveu namorar o Pereira, Geléia e Nicolas não se cansam de reclamar, morrendo de ciúmes.“A própria Totia Meireles disse que a Silvana dá mais atenção para o Duda e para o namorado do que ao Geléia e ao Nicolas. Acho que deveria haver mais diálogo entre mãe e filhos”, observa Rafael, mostrando uma maturidade surpreendente para os seus 13 anos.

Mãe não se divide
Kayky acha natural o ciúme dos dois, pois acredita que, quando os pais se separam, os filhos sempre se apóiam na mãe e não querem dividi-la com outra pessoa.

Ele também comenta a admiração que Nicolas e Geléia têm pelo primo Duda. “Ele é como um irmão mais velho, é um cara que ajuda e é um exemplo que eles querem seguir”, explica, deixando claro que, apesar das divergências, essa família é muito unida!

Campeões de cartas
Mas não é só o drama dos ciumentos filhos de Silvana que está conquistando o público. Os atores Rafael e Kayky são os campeões de cartas da novela! “Eu não sabia disso, que legal!”, vibra Rafael. “Fico feliz, pois isso significa que as pessoas estão assistindo à novela e se identificando com os personagens, tanto crianças como adultos”, revela o ator, feliz da vida.

Participações especiais
Juliana Knust e Miguel Thiré são Henriqueta e Otaviano mais jovens
 
Ainda tem muita coisa para ser desvendada sobre o passado de Henriqueta e Otaviano. Tanta coisa que será preciso voltar ao passado e mostrar como era a vida neles na juventude, quando ainda estavam casados. Para ligar a máquina do tempo, foram escalados os jovens atores Juliana Knust e Miguel Thiré, que vão interpretar Henriqueta e Otaviano em algumas cenas do passado. Na tarde desta sexta-feira, dia 19, eles gravaram suas participações especiais, assumindo temporariamente os papéis que são de Cássia Kiss e Herson Capri

Antes de encarnar os personagens, Juliana e Miguel tiveram que conversar com Cássia e Herson, inteirar-se da trama e ouvir as recomendações do diretor geral, Wolf Maya. “A Cássia me falou sobre a concepção do personagem, que sofre de um distúrbio bipolar. Ela fica agitada em um momento e triste em outro. Conversamos muito e eu também prestei muita atenção na interpretação dela, no olhar, nos gestos...”, conta Juliana.

Para Miguel, é uma grande responsabilidade fazer uma cena de flashback. “São cenas de peso. Primeiro porque estamos ‘invadindo’ um personagem alheio. Segundo porque o flashback normalmente não mostra qualquer momento da vida do personagem, e sim um momento muito marcante, importante para ele”, explica o ator.

Agora é esperar para saber o que estes dois vão aprontar. Ou melhor, o que eles já aprontaram no passado.

Entre Pereira e Omar
Francisco Cuoco conta como é interpretar um personagem dúbio
 
Como é interpretar um personagem que tem duas faces?
Na verdade, a gente nunca tem uma fórmula pronta. A gente conta com a intuição, sempre seguindo o que o autor está escrevendo. E há uma colaboração imprescindível da maquiagem, do figurino, dos diretores... Inclusive, fizemos muitos testes técnicos com as câmeras, a iluminação... Tudo isso leva para um corredor que chega ao Pereira ou ao Omar. Foram feitos testes com as lentes das câmeras, para ver a cor que funcionava melhor. Testamos o cabelo, as perucas... E resta para mim, então, justamente essa coisa de fazer mudanças de voz, de interpretação.

Dia desses, aconteceu uma coisa engraçada. Eu fui fazer uma cena com a Totia Meireles. Eu estava interpretando o Omar e ela ficou impressionada, porque já tinha gravado muito comigo interpretando o Pereira, mas nunca tinha visto o Omar. Aí o ensaio parou e ela disse: “Nossa, mas que diferença!”. Foi então que eu tive a dimensão, o saldo daquele trabalho que passei dias preparando, como uma argila que foi moldada.

A cada capítulo, vejo as situações e imagino quais seriam as reações do personagem diante daquilo. Por exemplo: o Pereira se diverte muito quando está sozinho. Ele pode circular livremente, tirar esse peso do dinheiro, que é muito bom e tudo, mas, por outro lado, o Omar fica visado, não pode sair assim na rua, sem segurança. E o Pereira pode desfrutar dessa liberdade.

Na vida real, o ser humano tem muitas máscaras. As pessoas não são só o Omar e o Pereira. Elas têm uma porção de máscaras. Quando você fala com um juiz ou uma pessoa no ônibus, você vai representando vários personagens. Não é que você trate a pessoa de maneira melhor ou pior. Você apenas trata de maneiras diferentes. Então eu tento colocar isso em funcionamento diante das câmeras.

Você já recebeu alguma resposta do público na rua? As pessoas chamam o chamam pelo nome do personagem? Elas demonstram preferência pelo Omar ou pelo Pereira?
As pessoas chamam pelos dois: “Omar-Pereira”! “Pereira-Omar”! Mas, naturalmente, o Pereira, pelo cunho popular, por ser mais engraçadinho, acaba sendo mais querido, mais amado do que o outro. Eu acho que também estou mais perto do Pereira, porque, já que eu sou tão produzido no teatro e na televisão em termos de figurino e maquiagem, no meu dia-a-dia eu ando muito bagunçado.

Mas, apesar de já estar nesta profissão há 50 anos, eu fico impressionado com a mídia que é a televisão. Porque em todos os lugares as pessoas assistem, pelo menos um capítulo ou outro, e quando te vêem sabem que você é um ator de televisão. E as manifestações têm sido muito positivas!

É difícil realizar essa mudança de personagens no mesmo dia? Você já chegou a se confundir na hora de interpretar um ou o outro?
Não, não... É tudo, naturalmente, feito em cima de um roteiro de trabalho, mas já cheguei a fazer três mudanças no mesmo dia: Omar-Pereira-Omar ou o contrário. Atualmente tem sido duas vezes por dia. Na verdade, enquanto é feita a caracterização, que demora mais ou menos uma hora – mas já estamos conseguindo diminuir o tempo, pois estamos no terceiro mês de gravação –, já vou me concentrando. O próprio texto já me conduz para o Omar ou para o Pereira, não tem nenhuma mágica.

Mas eu não sou um ator que consegue ir à lanchonete, voltar batendo papo e cinco minutos depois estar gravando. Se eu tenho uma gravação, prefiro até estar com fome, mas ter a minha cabeça voltada para a cena, pois é realmente um estado de espírito. Há pessoas que dizem que isso faz parte de um ritual, é a celebração de um momento. Não importa se a cena é pequena, média ou grande. É um momento do personagem em que ele tem que ter sangue nas veias, ser humano, idenpendentemente de ser uma pessoa boa ou má. Aquele momento tem que ser inteiro, não pode estar com o pensamento em outra coisa.

E na vida real?
Mara Manzan conta que já procurou videntes e cartomantes de verdade
 
Marilene é mesmo a serviçal perfeita para Milu Montini. A empregada sabe dar golpes tão bem quanto a patroa. O último é essa história de Marilene se disfarçar de “Gurulene”, uma espécie de médium que promete trazer energias positivas para as clientes, todas ricas e dispostas a pagar uma boa grana para ficar mais perto do paraíso. Gurulene é uma fraude, claro, mas a atriz que a interpreta, Mara Manzan, acredita que existem místicos sérios por aí. Tanto que já consultou alguns deles

Assim como as amigas de Milu, Mara já procurou tarólogos, cartomantes e videntes. “Sou uma pessoa curiosa. Leio horóscopo, mas não deixo minha vida ser dominada por previsões. Meus erros e acertos se devem a mim mesma”, ela conta, dizendo que respeita todas as religiões, apesar de não seguir nenhuma específica.

A atriz comenta que está adorando fazer as cenas cômicas da personagem ao lado de todo o elenco da novela. “Para mim é um luxo trabalhar ao lado da Marília Pêra! ‘Cobras & lagartos’ é uma escola de humor!”, elogia.

Estevão que se cuide!
Tânia Khalil conta que está chegando para atrapalhar o vilão
 
Ela ainda não apareceu na novela, mas já está gravando cenas e mais cenas. Tânia Khalil vai entrar em “Cobras & lagartos” para agitar ainda mais a trama. Sua personagem será Nikki, uma ex-vendedora da Luxus que namorou o malvado Estevão e sabe de um segredo que pode acabar com sua reputação. A atriz revela: “Quando Estevão e Nikki ainda estavam juntos, eles fizeram uma viagem aos Estados Unidos. Ela registrou todos os passeios dos dois com uma filmadora caseira. Nisso, ela acabou filmando um crime grave que Estevão cometeu. E Nikki guardou essa fita até hoje.

Após essa experiência traumática, os dois se separaram e Nikki nunca mais apareceu. Mas agora ela está de volta e vai colocar o vilão contra a parede. Depois de se meter em uma tremenda encrenca, ela precisa conseguir uma grande quantia de dinheiro a qualquer custo e se vê obrigada a chantagear o ex-namorado. Ou Estevão lhe dá o dinheiro, ou a fita que prova o seu envolvimento naquele crime será revelada a todos.

É vilã ou não é?
“Não considero minha personagem uma vilã. Ela está sendo ameaçada de morte e, por isso, precisa conseguir esse dinheiro, mesmo que tenha que chantagear alguém”, observa Tânia.

A atriz diz que está muito contente por ter sido convidada a fazer parte da trama de João Emmanuel Carneiro, com a direção de núcleo de Wolf Maya: “O João escreve muito bem, a novela é muito legal! E o Wolf é meu diretor e professor querido!”, elogia a atriz.

Nikki pode trazer ainda mais constrangimento a outros personagens. Ela já foi amante de – pasmem! – Otaviano, pai de Estevão! O que mais poderá sair desse ninho de cobras?

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