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Acontecimentos em Bissau - 08-MAI-99

From: "Christer Holmgren"
To: , , , ,"Trevor Brentnall"
Subject: "Se +Nino+ me tivesse ouvido, nada disto aconteceria"
Date: Sat, 8 May 1999 08:02:41 -0000
Sender: guineabissau@list.forward.net

08 MAI 99 - 08:21

Guiné-Bissau: "Se +Nino+ me tivesse ouvido, nada disto aconteceria"

+++ Por José Sousa Dias, da Agência Lusa +++

Lisboa, 08 Mai (Lusa) - O chefe do Governo de Unidade Nacional (GUN) da Guiné-Bissau afirmou que, se João Bernardo "Nino" Vieira o tivesse escutado, o desfecho do conflito guineense poderia ter sido evitado. "Este desfecho poderia ter sido evitado se ele me tivesse ouvido. Só que não acreditava em mim como pessoa capaz de o aconselhar de boa fé", disse Francisco Fadul, em entrevista à Agência Lusa na noite de sexta-feira.

Questionado pela Lusa sobre se as coisas ficaram agora mais fáceis, "ou menos difíceis", com a saída de "Nino" Vieira da presidência guineense, Fadul respondeu que sim e contou como tudo se passou. "A 07 de Dezembro (de 1998), lembro-me de ter ido falar com ele, no nosso primeiro encontro após a minha nomeação, e elogiei-o e felicitei-o pela sabedoria de ter assinado o acordo de Abuja", narrou.

"Na altura, pedi-lhe que fizesse o maior dos esforços deste mundo para se manter ao nível desse estado de espírito que o tinha levado a assinar os acordos, gerindo muito bem o juramento solene que tinha feito", prosseguiu. "Infelizmente, acho que se deixou aconselhar muito mal depois do acordo de Abuja, desde pequenas resistências, pequenas provocações, criando condições políticas e morais para um desfecho deste tipo", considerou.

"(+Nino+ Vieira) tomou também decisões à revelia do Comando Supremo da Junta Militar. O estatuto orgânico do GUN define que, para a nomeação de titulares dos órgãos centrais da administração do Estado, o PR possa continuar a fazê-lo mas com o acordo prévio expresso do comandante da Junta Militar", acrescentou. Sobre o futuro, Fadul manifestou-se optimista e prometeu "muito trabalho sério".

"Espero que venha aí a Democracia, para contrariar Bertrand Russel, que dizia que a todas as revoluções se seguia uma ditadura", disse. "Estou preparado para isso, como primeiro-ministro e como membro do Comando Supremo da Junta Militar", acrescentou, sublinhando: "Vamos pugnar por uma democracia profunda, séria, real da sociedade guineense".

From: "Christer Holmgren"
To: , "Johan Heffinck" ,
Subject: PM Francisco Fadul não quer perder tempo com "Nino"
Date: Fri, 7 May 1999 22:12:11 -0000
Sender: guineabissau@list.forward.net

07 MAI 99 - 21:38

Guiné-Bissau: PM Francisco Fadul não quer perder tempo com "Nino"

Lisboa, 07 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau considerou hoje em Lisboa que "não vale a pena bater em cadáveres", referindo-se ao futuro do general João Bernardo Vieira, que segundo fontes oficiais pediu asilo político a Portugal.

Francisco Fadul, que chegou hoje a Lisboa proveniente de Paris, falava numa conferência de imprensa e referia-se à eventualidade de o ex-presidente se asilar em Portugal, o que inviabilizaria um eventual julgamento de "Nino" Vieira.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Francisco Fadul, apelou hoje em Lisboa à comunidade internacional para que ajude o seu país "a sair do limiar da pobreza", referido-se as promessas de apoio anunciadas na mesa redonda de Genebra de ha dois dias. Num dia em que a Guiné-Bissau vive ainda a memória dos confrontos, reacendidos quinta-feira, Fadul, que falava numa conferencia de conferencia de imprensa em Lisboa apos a sua chegada de Paris, apresentou desculpas ao estado frances pelos estragos registados hoje em Bissau no centro cultural daquele pais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Jaime Gama, acompanhado pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luis Amado, recebeu o chefe do governo guineense. Questionado sobre se um eventual pedido de asilo político se traduziria no nao julgamento do presidente "Nino" Vieira, Fadul acentuouou que "nao se dever bater em cadáveres".

Fadul fica hoje em Lisboa e segue sábado de manhá para Bissau, num voo disponibilizado pelas autoridades portuguesas.

From: "Christer Holmgren"
To: , "Johan Heffinck" ,
Subject: PM Francisco Fadul não quer perder tempo... (Reabre
Date: Fri, 7 May 1999 22:14:20 -0000
Sender: guineabissau@list.forward.net

07 MAI 99 - 22:24

Guiné-Bissau: PM Francisco Fadul não quer perder tempo... (Reabre)

Antes da conferência de imprensa, Francisco Fadul fez uma intervenção que salientou ser uma Declaração do Governo de Unidade Nacional, onde destacou ser inquestionável para o executivo que lidera que a Guiné-Bissau seja "uma pátria livre de ditadores e de servos".

"Queremos uma reconversão total, pela positiva, de mentalidade do povo da Guiné-Bissau, em que cada cidadão se assuma como factor de desenvolvimento, de liberalização definitiva da sociedade", acentuou o primeiro-ministro.

Referindo-se à realização de eleições, Francisco Fadul garantiu que o seu governo deseja realizar eleições "fiáveis, forma única aceitável em democracia de transição do poder", conforme data já previamente fixada por decreto presidencial, no próximo dia 28 de Novembro.

"Empenhar-nos-emos decididamente, determinadamente, intransigentemente na salvaguarda das garantias, dos direitos e liberdades dos cidadãos de quaisquer dos lados ex-conflituais na Guiné-Bissau", frisou Francisco Fadul. "O mundo pode contar com o nosso sentido de civilização. Vamos comportar-nos de uma maneira absolutamente civilizada, vamos comportar-nos à altura dos consensos universais em matéria de valores", disse.

"Nós pedimos desculpa a todo o mundo pelas conturbações que a Guiné vem causando desde a independência, não somente desde o dia 07 de Junho (de 1998, quando se desencadeou a revolta militar protagonizada pela Junta Militar). A Guiné-Bissau tornou-se palco de solução violenta das contradições internas, próprias de qualquer sociedade", salientou.

"As nossas desculpas também ao povo e ao Estado senegalês pelo miserável, indigno, horroroso tráfico de armas do Estado da Guiné-Bissau para a rebelião casamancesa (da província senegalesa de Casamança), desestabilizando e perturbando a vida do Estado senegalês e dos senegaleses", acentuou.

Referindo-se aos excessos ocorridos em Bissau, na sequência da rendição das forças leais a João Bernardo Vieira, Francisco Fadul acrescentou pretender "apresentar desculpas de muitas mais coisas"."Pedimos desculpa ao povo e Estado franceses pelo facto de na euforia, as pessoas tentarem substituir-se às instituições na solução de conflitos e de contradições dentro da nossa sociedade" face aos estragos perpetrados nas instalações do Centro Cultural Francês e nas perseguições a cidadãos franceses.

O primeiro-ministro lamentou designadamente o "excesso de emoção, porventura de zelo mal dirigido" levado hoje a cabo em Bissau por cidadãos guineenses que "queriam garantir a si próprios que neste momento já são livres" e que "se excederam no uso da liberdade" e que "ultrapassaram as marcas da liberdade desejada em situação de civilização".

No futuro, garantiu, "ninguém na Guiné-Bissau disporá de meios para voltar a reeditar aquilo que se passou hoje relativamente aos intereses de quem quer que seja". "Ao povo português nós não vamos pedir desculpas. Vamos dizer sim é um 'Muito Grande Obrigado' por tudo aquilo que têm feito por nós e aquilo que têm estado a consentir, inclusivamente incompreensões pelo facto de se terem pautado, de forma rigorosa, por uma neutralidade judiciosa a favor da normalização jurídio-constitucional, de aproximação das duas partes ex-conflituais", afirmou.

Referindo-se aos resultados obtidos na Mesa Redonda de Urgência realizada nos passados dias 04 e 05 em Genebra, em que a comunidade internacional aprovou ajudas financeiras superiores aos pedidos então apresentados pelo seu governo, Francisco Fadul apelou a que se mantenham as "ofertas de cooperação, as tábuas de salvação" prometidas.

No período de perguntas, questionado sobre a forma como avaliaria a concessão de asilo político por Portugal a João Bernardo Vieira, o primeiro-ministro desvalorizou o ex-chefe de Estado, considerando que "não se bate em cadáveres".

Acerca da ocupação transitória da Presidência da República, salientou que a Constituição prevê todas as fórmulas, cabendo ao presidente da Assembleia Nacional Popular, Malam Bacai Sanhá, ocupar interinamente o cargo, devendo então os deputados encontrar entre eles o futuro presidente do parlamento.

From: "Christer Holmgren"
To: , "Johan Heffinck" ,
Subject: Guterres saúda "moderação" de Fadul e da Junta
Date: Fri, 7 May 1999 22:16:10 -0000
Sender: guineabissau@list.forward.net

07 MAI 99 - 22:29

Guiné-Bissau: Guterres saúda "moderação" de Fadul e da Junta

Lisboa, 07 Mai (Lusa) - O Primeiro-Ministro português saudou hoje, em Lisboa, "a moderação" expressa pelo seu homólogo guineense e pelas declarações de um representante da Junta Militar "no sentido de reafirmar que a ordem constitucional democrática será mantida" na Guiné-Bissau.

António Guterres falava no final da audiência com o Presidente da República, Jorge Sampaio, com quem falou sobre os últimos acontecimentos na Guiné-Bissau e na qual participou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama.

O Primeiro-Ministro sublinhou ainda as palavras do referido representante da Junta Militar no sentido de que "as eleições serão realizadas" e que a Guiné-Bissau manterá "o caminho para um regime democrático", o que Portugal considera "essencial para o seu futuro".

Depois de dizer que as autoridades portuguesas ainda não receberam um pedido de asilo da parte do Presidente Nino Vieira, António Guterres assegurou que Portugal "tudo fará para ajudar à reconciliação nacional" da Guiné-Bissau e "garantir a salvaguarda dos Direitos Humanos" num "momento crítico" para aquele país lusófono.

O chefe do Governo, que enviou através do embaixador português em Bissau uma mensagem dirigida a Nino Vieira, adiantou que Portugal está "disponível para conceder um estatuto de asilo" a "personagens guineenses", com "o dever" de elas "não exercerem" qualquer actividade política.

O ministro Jaime Gama disse não ter prevista para já qualquer deslocação à Guiné-Bissau e referiu que os Governos francês e senegalês agradeceram a Portugal a forma como o Governo e a sua embaixada em Bissau "estavam a acompanhar e a acolher os seus compatriotas".

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Origem: Comunicação Social

Origem: Correio electrónico

Origem: Colaboração de Guineenses





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Geocities:  bissau99@oocities.com

Outros endereços referentes a este tema:

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Geocities

Guiné-Bissau, o Conflito no «site» Terràvista




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