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Data: 19/12/1999

Corrida do ouro na Internet

Jovens tomam a rede de assalto e
comandam exploração comercial. De olho
no lucro rápido, fundos abrem os cofres

ROSANE SERRO

Eles são jovens, cheios de idéias e, por compreenderem como ninguém as regras básicas da nova economia (entenda-se por esse conceito o sistema de produção, distribuição e consumo que dá suporte à sociedade da informação), estão obtendo sucesso comercial e financeiro com negócios costurados sob medida para a Internet. Como só agora o uso comercial da rede está se intensificando no Brasil, eles podem ser considerados desbravadores mas, rapidamente - que o relógio do universo eletrônico é mais ágil do que o da vida real - e com o êxito da operação, de ousados passarão a visionários.

Pode-se dizer que o toque de Midas dessa nova geração de empreendedores começou a ser percebido quando, em 1995, o meteoro Marc Andreessen, aos 24 anos, passou de empregado do National Center for Supercomputing Applications da Universidade de Illinois ganhando US$ 6,85/hora a vice-presidente de Tecnologia da Netscape com US$ 50 milhões em ações na mão. No Brasil, ainda não se registrou uma história tão vertiginosa mas pipocam os casos de moças e rapazes que estão conquistando sua independência financeira em moldes mais lucrativos do que se seguissem uma carreira tradicional fora do ciberespaço. Até porque - ao contrário do que ocorria há apenas um ano - fundos e bancos de investimentos estão muito mais receptivos à idéia de financiar novos projetos na área do que jamais estiveram.

Preço do pioneirismo - Em 1995, quando a Internet comercial começou a operar timidamente no mercado brasileiro, dois engenheiros de computação, Fábio Oliveira e Gustavo Viberti, hoje com 35 e 33 anos, respectivamente, e amigos desde o tempo da graduação na Uerj, pensaram em seguir os passos de Jerry Yang e David Filo, que, um ano antes, deixaram os bancos da Universidade de Stanford para criar a Yahoo!, uma empresa que hoje tem um capital acionário avaliado em dezenas de bilhões de dólares.

Assim nasceu o Cadê, o primeiro site de busca nacional e também o primeiro projeto nac