A Igreja Adventista no combate ao fumo

 

A convivência com o estresse

O hábito de fumar tem muito a ver com o estresse. Variam as causas que arrastam as pessoas para o vício, mas na maioria dos casos elas recorrem ao cigarro para conviver com situações estressantes. Pessoas com problemas de convivência com o estresse são as que menos resistem à tentação do cigarro. São elas, também, as que encontram mais dificuldade de abandonar o vício.

Pesquisas científicas comprovaram que são impulsos psicológicos que levam as pessoas a acenderem o primeiro cigarro. Depois disso, elas procuram criar situações em que o apelo ao vício se torna inevitável.

No caso dos jovens, a tentação de acender o cigarro é ainda maior do que nos adultos. O adolescente começa a fumar como meio de se sentir integrado ao grupo. O cigarro aceso é também um meio de exibir um símbolo de maturidade e emancipação.

O adulto que fuma desde a adolescência não consegue se libertar do vício porque sua dependência psicológica é muito forte, a ponto de ele não saber onde colocar as mãos quando, por exemplo, está em uma festa. O fumante com forte dependência cria outros hábitos, como os de acender o cigarro antes de iniciar participação em uma reunião, ao sair do carro ou ao terminar o ato sexual.

 

Os viciados podem ser agrupados em vários tipos:

 

O automático - O cigarro aparece em sua mão como num passe de mágica. E, no local de trabalho, por exemplo, vai surgindo um atrás do outro, como se ele estivesse numa linha de produção. Quando termina de fumar um cigarro, leva automaticamente a mão ao bolso.

O contemplativo - Sentado num bar para beber uma cervejinha, ele tem o olhar perdido no horizonte. À sua frente, espalha-se a fumaça de seu cigarro, tragada após tragada. A seu lado, outro freguês do bar ajuda-o, com o cigarro aceso, a se sentir bem com o vício. O ambiente compõe um quadro favorável aos dependentes da nicotina.

O mentiroso - Muito fumante costuma dizer que só fuma um cigarrinho depois do café da manhã e das refeições. Acostumado a essa mentira, parece que procura enganar a si próprio. Talvez ele mesmo não perceba que está fumando muito mais do que imagina. Pesquisas indicam que os fumantes consomem em média 14 cigarros por dia. A contribuição dos mentirosos para essa média é bem maior do que eles dão a entender.

O ex - Ele já deixou de fumar e gosta de chamar atenção para o que seria um exemplo edificante de vitória contra o vício. Sua platéia ideal é a de uma festa com a presença de muitos fumantes. O ex aproveita a ocasião para falar de todos os malefícios causados pelo cigarro. Seu comportamento parece o de alguém que não acredita ter abandonado definitivamente o vício. Freqüentemente, esses ex-fumantes voltam ao hábito de fumar. Antes, dizem que "cigarro não é tão ruim assim".

O tolerante - É tão alto seu consumo de cigarro, há tanto tempo, que seu corpo e sua roupa ficam impregnados do cheiro do fumo. Ele, que já acorda fumando, passa o dia acendendo um cigarro atrás do outro. Entretanto, nem se dá conta do desagradável odor que ele obriga as pessoas a suportar. O que ocorre é que seu organismo desenvolveu tolerância natural ao cigarro.

O social - De tão amassado, seu maço de cigarros parece ter sido achado na rua. Seu isqueiro apresenta sinais de ferrugem e falha várias vezes até abrir a chama que acende o cigarro. É um tipo raro de fumante, o social, que só costuma fumar em grupo.

 

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