A Igreja Adventista no
combate ao fumo
Um falso lucro
Quem lucra financeiramente com a produção e venda de cigarros? A resposta só é afirmativa no caso dos fabricantes e das poucas agências de publicidade que ainda aceitam criar anúncios de cigarros para veiculação nas emissoras de televisão. O governo poderia tirar proveito de uma polpuda arrecadação dos impostos que incidem sobre a produção e venda de cigarros, mas o lucro aparente não é suficiente para engordar as verbas destinadas ao setor de saúde, onde se tratam os portadores de doenças causadas pelo consumo de cigarro.
A crescente mobilização contra o tabagismo está cada vez mais concorrendo para reduzir os espaços dos fumantes. Hoje, são muitas as empresas que se recusam a contratar empregados que sejam fumantes. Pesquisas feitas em São Paulo, há três anos, por uma organização da área de recursos humanos revelaram que a maioria das empresas consultadas se opõe à contratação de consumidores de cigarro. A pesquisa indicou que 69,2% de um total de 1.509 selecionadores de RH se opunham à contratação de fumantes quando recrutavam profissionais para o nível de gerente em diante.
Esta posição tem como causa principal o cuidado de evitar, nas dependências da empresa, o tabagismo passivo. A contaminação de não-fumantes nas dependências das organizações é um problema que cada vez mais preocupa os empresários. Como meio de atenuar o problema, algumas empresas têm promovido programas internos para alertar os empregados sobre as conseqüências do hábito de fumar. É um programa destinado tanto aos consumidores de cigarro como aos fumantes passivos.