A Igreja Adventista no
combate ao fumo
Estímulos pela TV
Na tela da TV, os anúncios de cigarro procuram associar o hábito do tabagismo ao glamour de um estilo especial de vida, caracterizado sobretudo pela prática do esporte. É um comportamento com a marca da incoerência, já que o vício do cigarro prejudica o desempenho do fumante nas diversas modalidades esportivas.
Logo que inicia uma tentativa de deixar o cigarro, o fumante enfrenta o mal-estar causado pela crise de abstinência, que geralmente o arrasta de volta ao vício. O apelo da dependência psicológica é tão grande que a força de vontade dele se dá por vencida. O retorno ao vício passa por um vaivém que inclui pequenos deslizes e grandes recaídas. A literatura produzida nos Estados Unidos sobre o tema revela como argumentos do fumante em defesa do tabagismo sensações positivas e a controvertida propriedade sedativa. Talvez por esse comportamento, é comum encontrar entre os grandes tabagistas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade. É tão forte a dependência, que nem o desejo verdadeiro do fumante de largar o vício faz com que ele pare de consumir cigarro. Foi essa constatação que levou a Organização Mundial de Saúde, em 1980, a conferir ao tabagismo o mesmo status do alcoolismo e do consumo de outras drogas.