CIUDAD BOLÍVAR, VENEZUELA, 6ta, 12 de Julio de 2002
Oi amigos!! Inacreditàvel, mas jà estou aqui em Venezuela, com muita saudade do Brasil (a Polìcia Federal quase tem que me obrigar a ir embora do paìs). Foram bons momentos os passados là, mas a viagem tem que prosseguir. Vamos ver os fatos tècnicos:
| DIA DA VIAGEM N° | 745 |
| CHEGADA À CIUDAD BOLÌVAR | DOMINGO, 07/07/2002 |
| KILOMETROS FEITOS POR ENQUANTO EM VENEZUELA | 731 km |
| DIAS DA VIAGEM EM VENEZUELA | 20 |
| KILOMETROS FEITOS TOTAIS (de Ushuaia) | 12.341 km |
E agora estou aonde? Mais precisamente aqui:
Da ùltima vez que escrevi tem quase 2.000 km a meio, e muitas històrias para relatar. Finalmente fez a viagem de barco atè Manaus, daì percorri os Estados de Amazonas e Roraima e passei as Festas Juninas em Boa Vista.
E agora, falando de futebol, e apesar de ser argentino e a gente conhecer a velha rivalidade, quero parabenizar a todos pelo pentacampeonato. Para o jogo entre o Brasil e Inglaterra eu estava em Pacaraìma, jà na divisa com Venezuela (acho que foi a ùmica vez que torci para o Brasil...), e para o jogo final contra Alemanha, eu estava afortunadamente bem dentro da Venezuela: e falo "afortunadamente", porque em caso de houver ficado là pra essos dias, tivesse tido que supportar todas as piadas! (acho que não preciso lembrà-lhes da vergonhosa atuação da nossa seleção).
A seguir, pessoal, a gente vai ver algumas coisas de còmo ter sido isso de pedalar durante as ùltimas semanas (bom, nem sempre pedalar...)
GALERIA DE FOTOS
Por isso falei "nem sempre pedalar": Aqui estou em Porto Velho, ante o olhar impresionado dessas garotas, subindo ao Santo Antonio de Borba III, enquanto o pessoal que assistia estava apostando a ver si eu caia da pasarela ao rio. |
As redes. A viagem de Porto Velho atè Manaus dura quatro dias, e pode se considerar ràpido, jà que a forza do rio è a favor (rio abaixo). A comodidade è importante, então o pessoal leva as redes para passar o melhor possìvel essos dias, que podem chegar a ser aborrecidos. As redes são muito comfortàveis, mas eu acho melhor pra dormir o duro chão, portanto usei meu sacco de dormir. |
A cidade de Humaità, AM, desde o rio (o meu barco era muito parecido aos que estam nesse porto). A distância entre Porto Velho-Manaus è de mais de 1000 km. Tem uma rodovia, a BR 319, que une as duas cidades, mas hoje em dia a estrada esta devorada pelo mato; em o seu trajeto tudo, não tem povoados: ningèm mora ali. Sò a onza.Vocês jà sabem que sou doido (HUHU-HAHU-HAHU!!), mas nem tanto para fazer esse trajeto sozinho pela estrada. |
Por-do-sol no rio Madeira, jà perto de Manaus.
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Aqui junto ao pessoal de alguns Corpos de Bombeiros aonde estive ficando. À esquerda, com os Bombeiros de Ji-Paranà, em Rondônia, e acima com o Corpo de Bombeiros de Boa Vista / RR. |
O artista! Uma borboleta ajudando a seu humilde servidor a tirar uma foto aceitàvel, nas estradas do Amazonas (acima), e à direita, permitam-me lhes apresentar ao Wilson, um aventureiro que encontrei na estrada. ¿Vocês acretitavam que eu sou um cara corajoso? Porèm, estão errados, pois aqui esta ele: Wilson è uruguaio y pedreiro, e saiu das suas terras com o anseio de chegar ao Mèxico pedalando. No possui NADA de equipamento, sò a bicicleta, como vocês podem olhar, e vive graças as latas de cerveja que alguns jogam nas estradas: ele pega elas e vende o aluminio, como mostram os enormes saccos que carrega. Para alguns ele è sò um vira-latas, mas para mim è um heroi...alèm do primeiro ecologista pobre que encontrei... |
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À esquerda, uma foto dedicada àqueles que gostam das aranhas, cobras e os bichos asquerosos todos: apresento-lhes a dona Minhocuçù (a primeira vez que vi as placas "vende-se minhocuçu" nas beiras das estradas, pensei que era alguma coisa sertaneja para comer...). Encontrei ela nas rutas amazônicas. Se assim são as minhocas... còmo são então os peixes?! A foto de acima è horrìvel, eu sei, mas foi durante um acontecimento importante: o cruzamento da linha do Equador (no Estado de Roraima, BR 174). Apòs de quase dois anos de deixar a minhas geladas terras, agora estava colocando a primeira roda no hemisferio norte. |
Os revelados foram gentileza de:
Acho que jà vou embora: diu-me fome (hora do almoço!).
Quero dar aqui meu agradecimento para todo o povo brasileiro, ¿Por que?, pois, porque eu sei que as minhas pernas ajudaram muito para atravessar o Brasil, mas tivesse sido impossìvel sem toda a ajuda recevida nos estados aonde passei: a Polìcia, os Bombeiros... sempre as portas abertas. Mesmo assim as portas de muitas familias que conheci. E os patrocinantes, que foram muitos: vamos ver os nùmeros.
Um total de 321 patrocinantes, donos de lojas de computação, veterinarias, ferramenterias, bicicletarìas, etc.), que contribuiram com o que eles puderam. Juntei um total de 1652,75 reais, em dinheiro, e 384 reais em equipamento, o que è... 2036.75 reais!
Esse dinheiro, mas alguma ajuda de o meu pai e alguma outra verba que eu tinha poupada, ajudou a que vivesse no Brasil o tempo tudo e pudesse entrar em Venezuela sem os bolsos vazios.
Sò posso dizer que, enquanto a minha viagem prossiga, não vou deixar de molestar a vocês com as minhas històrias, e demostrar que pessoa qualquer pode fazer realidade atè os seus mais loucos sonhos.
Chao e atè mais, se Deus quiser!