Um fim de semana negro na F-1
A sexta-feira foi declarada dia de luto na Europa após as atrocidades ocorridas nos EUA na terça-feira. Terroristas seqüestraram quatro aviões comerciais no começo da manhã, depois de aparentemente terem aterrorizado e matado muitos dos passageiros e da tripulação a bordo, e depois usaram as aeronaves para causar destruição em massa pelo país.
Dois aviões bateram em cada uma das torres gêmeas do World Trade Center, que depois desabaram com muitas pessoas dentro, deixando milhares de mortos. Um avião também caiu no Pentágono, deixando mais de 800 pessoas mortas. A última aeronave caiu no interior da Pensilvânia, matando todos a bordo, embora imagine-se que ela estava rumo à Casa Branca.

A dimensão exata desta tragédia não foi calculada ainda, pois levará muitas semanas até se saber o número de mortos, e isto levou a uma revolta ao redor do mundo - inclusive na comunidade da Fórmula 1. A decisão de correr em Monza não foi fácil, e os treinos começaram dez minutos mais cedo para garantir que houvesse tempo o bastante para que toda a pista participasse dos três minutos de silêncio que foram impostos na Europa ao meio-dia (horário CET).
A Ferrari removeu todos os logos dos patrocinadores e pintou o bico do carro de preto, em sinal de respeito, e a McLaren doou $10 milhões de dólares aos filhos das vítimas do que o presidente americano George W. Bush descreveu como um "ato de guerra".
Não era desde o Grande Prêmio de Mônaco de 1994 que havia um ar tão sombrio em um fim de semana de corrida como o que dominou o evento do último fim de semana em Monza. As mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger na corrida de San Marino,
quinze dias antes, havia posto em dúvida o futuro da Fórmula 1. As atrocidades que aconteceram na semana passada nos EUA, combinadas com o trágico acidente no Lausitzring, no qual Alex Zanardi perdeu suas duas pernas, deram pouco incentivo aos pilotos para pilotarem na corrida que tradicionalmente é o destaque do calendário.
Se foi o fato do ano passado ter visto a primeira morte de um fiscal - a primeira fatalidade na Fórmula 1 desde Senna, em maio de 94 - ou a percepção de que a tragédia de Zanardi trouxe de volta os perigos inerentes do automobilimo, ninguém tinha seu coração dedicado às suas responsabilidades no espírito da competição.
Michael Schumacher esteve distante e cancelou todas as entrevistas, ao ponto até de gesticular quando os microfones eram colocados próximo a ele. A primeira chicane, normalmente considerada um ponto negro entre os pilotos, era sua principal causa de preocupação, e ele fez seu melhor para obter o acordo entre os pilotos de negociar esta curva em uma fila ordenada.

Houve dissidências, com o nome de Jacques Villeneuve, alegando que estava lá para correr, mas foram os chefes de algumas equipes que
eliminaram o tratado de Schumacher dando ordens aos seus pilotos para competirem na curva.

Foi Jenson Button que deixou muitos pilotos irritados ao chegar nesta curva com velocidade excessiva e sem frear o suficiente. Sua largada foi excepcional, ele havia saído pela direita e ganhado quatro posições, após largar em 11º no grid. Ele entrou na curva pegando a Jordan de Jarno Trulli de lado, enquanto o italiano contornava a primeira parte da chicane.
Fonte: formula1.com