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29 DE AGOSTO DE 2000
- Informe do Linha Direta - Informativo Eletrônico da Direção Nacional do PT
PLEBISCITO DA DÍVIDA EXTERNA TERÁ URNAS EM TODO O PAÍS
O governo brasileiro deve manter o atual acordo com o Fundo Monetário Internacional?
O Brasil deve continuar pagando a dívida externa, sem realizar uma auditoria pública dessa dívida, como previa a Constituição de 1988?
Os governos federal, estaduais e municipais devem continuar usando grande parte do orçamento público para pagar a dívida interna aos especuladores?
Essas três perguntas serão feitas à população brasileira na próxima semana, entre 2 e 7 de setembro. Entre os organizadores do Plebiscito da Dívida Externa estão a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), MST (Movimento dos Sem Terra), sindicatos e partidos políticos..
O plebiscito, embora não oficial, reveste-se de todos os cuidados para garantir a seriedade e lisura do processo, asseguram os promotores. As urnas serão disponibilizadas em escolas, igrejas, praças públicas, sindicatos e locais de grande circulação, com a presença de no mínimo dois mesários.
Os votantes deverão ter mais de 16 anos e terão de apresentar documento de identificação e título de eleitor, além de assinar lista de votação.
Ao final do processo a urna deverá ser lacrada e encaminhada para uma junta apuradora municipal.
Resultado - Todo o processo deverá envolver cerca de cinco mil pessoas. A apuração dos resultados será efetuada por comissões municipais escrutinadoras. A totalização nos estados e em nível nacional será eletrônica. O resultado do plebiscito será divulgado dia 13 de setembro e encaminhado ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.
A campanha tem uma página nacional no endereço: www.jubileu2000.hpg.com.br.
Os modelos de cédula, ata e planilha de apuração dos votos e impressos que deverão ser utilizados na identificação das urnas podem ser obtidos na Pastoral Social da CNBB: 61 313-8323 - psocial@cnbborg.br
PLEBISCITO DA DÍVIDA MOVIMENTA O PAÍS
O plebiscito da dívida externa, que será realizado entre 2 e 7 de setembro, movimenta os estados. Em Brasília a coordenação já conta com a adesão de mais de 300 sindicatos, igrejas e entidades da sociedade civil. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) disponibilizou 400 urnas que serão espalhadas pelo Distrito Federal.
Em São Paulo está programado para às 19h de hoje um debate no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com a participação do ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (PT), e do presidente da Ordem, Reginaldo de Castro.
No Rio de Janeiro o lançamento oficial da campanha do plebiscito ocorreu ontem na Câmara Municipal, com a presença de representantes do PT, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
No Ceará o TRE liberou 2.500 urnas. A Câmara Municipal de Fortaleza imprimiu 580 mil folhetos de apoio ao plebiscito, e a Assembléia Legislativa cearense confeccionou 500 mil cédulas.
Gilberto Portes, da coordenação do plebiscito em Brasília, informou que haverá urnas na rodoviária e shopping centers, repartições públicas, feiras e templos religiosos. Portes destacou a importância do voto. "As pessoas que querem o bem do Brasil devem participar desse momento de cidadania popular, expressando a sua opinião sobre as dívidas do país."
FUNCIONÁRIOS ORGANIZAM CONSULTA NO CONGRESSO
O comitê de apoio ao plebiscito da dívida externa no Congresso faz hoje reunião para tratar da organização do processo da votação na Câmara e no Senado, no período de 2 a 7 de setembro. O encontro será às 16h na sala de reuniões do Espaço Cultural. Os funcionários de todos os gabinetes estão convidados.
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