E o homem que veio do gelo chorou. Doze de setembro de 1999, autódromo de Monza, mais uma etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, volta nº 29, liderando o piloto filandês Mika Hakkinen. Tudo parece encaminhar-se para mais uma vitória tranquila na sua carreira, praticamente assegurando a conquista de seu segundo título na categoria mais prestigiada do mundo. Décimos de segundo e... o erro! O piloto perde o controle do carro na curva, vai parar na brita, fim de prova. Incidente de carreira, coisas da profissão. Tirando suas luvas, capacete, o piloto retoma o caminho de volta para os boxes. Não está mais a bordo daquela poderosa máquina de 850 cavalos capaz de percorrer aquelas centenas de metros em meros segundos. Segue a pé como qualquer mortal. |
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Repentinamente abaixa-se atrás de arbustos que circundam as laterais da pista. Gesto simples, normal, que até passaria ignorado. A cobertura total que a imprensa dedica ao evento não lhe permite o momento de intimidade. A câmera está lá, focaliza e, com o capacete ao pés, o homem que veio da terra do gelo está chorando. Raiva, decepção, angústia, motivos só dele.
Entre todas as análises que o gesto poderia ensejar fico com a mais evidente. Tecnologia de última geração, computadorizada, infalível, máquinas de milhões de dólares, mas o mais importante é o homem e, graças a Deus, ele ainda pode chorar porque tem um coração, tem uma alma. Não é uma máquina...é humano. |
Depois de tantos anos de glórias para os brasileiros na Fórmula 1 estamos em plena entresafra. Há muito tempo não ouvimos nosso hino nas manhãs de domingo. Saudades das mágicas mãos de Emerson, Piquet e do imortal Senna pelas quais éramos assíduos participantes da festa do pódio. Tristeza de uns... alegria dos alemães. |
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Mesmo a Finlândia sendo uma presença constante com Hakkinen, os alemães tem sido os donos da festa. Com Schumacher temporariamente afastado das pistas, surge Heinz-Harald Frentzen dominando a prova em Monza e tornando-se sério candidato ao título da temporada. Resta-nos esperar pela estréia de Barrichello na Ferrari. A propósito, sempre fui um Ferrarista convicto! |