Foi um fim de semana em que dois sentimentos tão opostos como alegria e tristeza estiveram juntos. Alegria nas comemorações (merecidas!) dos dois campeões nas categorias mais importantes do automobilismo mundial: Mika Hakkinen na conquista do bi-campeonato da Fórmula 1 e Juan-Pablo Montoya do seu primeiro campeonato da Fórmula Mundial. A festa teria sido completa não tivessemos que lamentar o acidente fatal ocorrido com o jovem piloto canadense Greg Moore na última prova do campeonato. Uma carreira promissora que se interrompe aos 24 anos de idade.
Já é hora de pilotos, organizadores tomarem providências enérgicas quanto a segurança da categoria. Há poucos dias tivemos outro acidente fatal envolvendo outra promessa das pistas, o piloto uruguaio Gonzalo Rodrigues.
As alegações de que este é um risco calculado e que "faz parte do espetáculo" não são convincentes. Já ficou demonstrado em ocasiões anteriores que quando há boa vontade, principalmente de parte dos promotores dos eventos, há condições de aumentar a segurança para pilotos e espectadores. |
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Na própria Fórmula 1 tivemos uma diminuição considerável dos acidentes fatais com a nova regulamentação da categoria e a melhoramentos nos autódromos.
Pessoalmente acho muito difícil uma solução para a Fórmula Mundial. As competições nos circuitos ovais tornam as corridas verdadeiros desafios à morte. Sem áreas de escape, qualquer tipo de ocorrência que faça com que o piloto perca o contrôle do carro só tem um destino: o muro. Num passado recente os acidentes que afastaram defitinitivamente Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi das pistas e quase acabaram com a carreira de Christian, só para ficar com exemplos mais próximos, atestam este fato. Não há segurança ativa, passiva, que possa garantir a integridade de um piloto que venha a colidir com um muro a mais de 300 km/h. No caso dos circuitos convencionais soluções como áreas de escape maiores, colocação de materiais que reduzam a velocidade e o impacto aliados a outras medidas trazem resultados satisfatórios. É obvio que sempre haverá um fator de risco envolvido neste tipo de competição, só não é lógico aceitar tudo como fatalidade e permanecer a espera da próxima vitíma. |