Em 1987 começaram a explorar a história do rock e a descobrir elementos que transmitiam muito mais inteligência e desafio do que aquilo que simplesmente tocava no rádio (Joy Division, Sex Pistols, P.I.L., Suzy Quatro, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Mutantes, Cramps, Iggy Pop, Led Zeppelin, Talking Heads, Cult, Doors, Siouxsie & the Banshees, Clash, Bauhaus, Velvet Underground...).
Já em 1988 os ensaios começaram pra valer, com uma série de nomes e componentes, convidados para injetar cada vez mais ecletismo e identidade ao trabalho. Visavam, sobretudo, a construção de vasto repertório de canções próprias. Essas canções trazem basicamente o espírito e a sonoridade do punk e do pós-punk.
Mas ainda faltava um vocalista de verdade. Em 1990 César entrou com voz, guitarra e composições mais suaves e elaboradas. Nos dois anos que se seguiram foi incorporado ao repertório próprio uma série de covers e versões de grupos como Legião Urbana, Barão Vermelho, Titãs, Jesus & Mary Chain, U2, Pixies, New Model Army, R.E.M. e Faith No More.
Em 1992 a banda começou a fazer shows em festas, clubes e festivais (ESPM, São Paulo F.C., Enigma, Britannia). Por uma questão de conveniência e necessidade, o repertório de covers se tornou mais importante (incluindo também Pink Floyd, Nirvana, 4 Non Blondes, Stone Temple Pilots, Pearl Jam e Alice in Chains).
Entretanto, em um dado momento é impossível uma turma que está junta há tanto tempo não querer levar à frente projetos mais ambiciosos. O repertório atual contém canções de bandas que vão dos Raimundos ao Bush, passando por Chico Science, Charlie Brown Jr., Oasis, Smashing Pumpkins, Bob Marley, Soundgarden, New Order, Midnight Oil, Cranberries e todos os artistas citados até aqui.
Tendo em vista o extenso material próprio e uma lista de covers capaz de surpreender gente muito versátil, o desejo da banda é continuar em frente, reunindo a competência, a criatividade e o ecletismo de todos os que, com o Gamesh, quiserem mostrar música com personalidade e, sobretudo, muita inteligência.
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