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1 - Prayer for a New Meeting - 14:00
2 - The Gate - 9:15
3 - Forgiveness - 11:36
4 - Scenes of Wondering Beyond - 12:06
5 - Babel Tower - 7:26
6 - A Night on Bald Mountain - 19:29
Esta é a história de um casal separado pela morte, cuja esposa sobreviveu ao marido. O marido, ainda inconformado com a separação, tenta convencer a mulher a juntar-se a ele no Hades. O uso do termo “Prayer” é propositalmente conflitivo com a situação apresentada, supostamente equívoco, apenas para acirrar o conflito das personagens em termos semânticos. Isso pois ninguém, em sã consciência, “reza”, de verdade, pedindo pela morte de outro ser, ainda mais do ser amado.
Mas essa é a vontade da alma inquieta e inconformada dum homem morto e ainda apaixonado, frustrado pelo fim de um convívio que pretendia eterno, tão eterno quanto ele o quer novamente transformar ao tentar trazer sua amada para si com a morte dela.
Por outro lado, na ótica particular a essa canção, a morte fisica é apenas uma barreira, um separador entre mundos, e não um conceito finalizador, radical e definitivo. De um modo mais sutil, no caso da Prayer, é o amor que permanece além da morte, sentimento de tal modo transcendente que ignora e desrespeita limites físicos tão óbvios (embora os reconheça, no incitamento à queda).
As partes musicais

Parte 1: A Dance Party She Attended (instrumental)
(Uma festa dançante na qual ela esteve)
O título situa o contexto: ela foi a uma festa com musica pra dançar (um baile).

Parte 2: The Bumpy Road Back Home(instrumental)
(A estrada acidentada de volta ao lar)
O retorno para casa é feito por uma estrada esburacada.

Parte 3: Longing and a Wish
(Saudade e um desejo)
O marido tem saudades, faz reminiscências, filosofa e começa a tentar convencer sua viúva a ir
juntar-se a ele.

Parte 4: Echoes of The Fall / Tango for One (instrumental)
(Ecos da queda / Tango para um)
O solo de guitarra evoca a queda na imaterialidade, e o “tango para um” é o resumo de um ato amoroso falho em princípio pela falta do alter elemento.

Parte 5: Bitterness
(Amargor)
O morto tem um rasgo de consciência da crueldade egoísta da proposta feita à esposa, e pede para que o delírio e a loucura se afastem de sua mente.

Parte 6: Lure
(Feitiço)
Ainda assim, insidioso, continua a seduzir sua viúva, que o vê e ouve adormecida, num sonho.

Parte 7: In Answer
(Em resposta)
Ela responde, realista, e procura confortar e tranquilizar a alma inquieta do marido morto.

Parte 8: Deceit
(Decepção)
Nenhuma fé pode sondar o destino, uma vez que aparentemente o segredo da união eterna partiu-se com uma morte, diz o marido, inseguro de que sua viúva possa achar consolo eventual. Permanece o desejo do reencontro, da reunião, para o qual, enquanto existe Amor, nunca é tarde e nem a Morte é barreira.
“INNER VOYAGES BETWEEN OUR SHADOWS” - UM LIBRETO
I - PRAYER FOR A NEW MEETING
(Prece por um novo Encontro)
Esta música / conto possui duas conotações, pode-se até dizer que descreve duas estórias simultaneamente, de acordo com o que o ouvinte “queira ouvir”. A primeira, conceitualmente gira em torno da busca aventuresca do desconhecido, de um mágico Portal, e passa-se no inicio da década de 50 (detalhe: as duas fotos do encarte foram realmente tiradas em 1951).
A segunda estória caracteriza a busca de um Portal Interior, um novo estado de consciência, uma nova condição existencial.

As partes musicais
Part 1: The Secret´s Revelation
(A revelação do segredo)
Conto 1: A descoberta do mapa para alcançar o Portal - As disputas pelo mapa

Conto 2: A descoberta das chaves mágicas, dos processos de interiorização -
O Discípulo em face do seu Portal

Part 2: The Trip Adventure
(A aventura da viagem)
Conto 1: O desenrolar da aventura e os percalços do mapa.

Conto 2: A busca e a preparação. As inseguranças e dúvidas.
As perguntas e respostas. A Luz e a Escuridão.

Part 3: Rota Incognita
(Rota desconhecida)
Conto 1: O encontro com o desconhecido.

Conto 2: O encontro com o desconhecido. O embate entre a Luz e a Escuridão.

Part 4: Reaching the Gate
(Alcançando o Portal)
Conto 1: O desenrolar final da aventura: O encontro do Portal.
O último instante da música é aquele no qual o Portal se fecha.

Conto 2: O discípulo frente ao Mestre. O encontro das verdades eternas.
A compreensão das respostas.
O último instante da música é aquele no qual o Portal se rompe.
II - THE GATE - An instrumental Tale by Aether
(O Portal - Um conto instrumental)
Forgiveness lida com o conceito do perdão e a necessidade de sua concessão para a solução de pendências vitais, de como a concessão do perdão pode ser importante para que se possa levar a vida adiante de uma forma mais leve, sem que se traga na mente, como um pesado fardo imobilizador, todo o mal feito a alguém ou, pior, tudo aquilo que atinja alguém como maldade sem que sequer tenha sido essa a intenção de quem os terá atingido.
Na verdade, é uma espécie de hino ao não conformismo, embora possa parecer o contrário. Em ultima análise, que diferença irá fazer para a resolução de um conflito qualquer o fato de carregar esse conflito na cabeça como uma chaga, simplesmente?
O perdão abre espaço na memória para uma nova visão sobre o passado, o presente e o futuro das vidas. Uma vez que não se pode mudar o passado, seria desejável aprender-se a conviver com seus reflexos de forma produtiva no presente de modo a tentar adquirir uma nova visão, outro enfoque, para não perder novas oportunidades no futuro devido a coisas que não mais podem ser modificadas.
Nós, ao contrário, podemos nos modificar continuamente, e devemos lutar para sempre fazê-lo de modo a que possamos melhorar.
No caso da Forgiveness, o perdão possui, em si, uma notável capacidade de suprir elementos de transcendência, uma vez que será capaz de colocar aquele que o concede além de limites impostos por uma prisão auto-imposta - no interior de eventos passados, sucedidos, no presente, apenas na cabeça de quem os repita, sempre e sempre, como mágoa, rancor - ódio, enfim.
Ali ele aparece como um elemento capaz de retirar o ser humano do torpor de uma inércia feita de conceitos culturais tacanhos, meramente herdados sem que sobre eles se considere (pense) mais do quanto ao simples reconhecimento tácito (aceitação passiva) de que isso ou aquilo teria de ser como é, não teria jeito.

As partes musicais

Part 1: Stoop to Anger (Instrumental)
(De joelhos ante à raiva)
É como se mostra aquele que prefere odiar a perdoar.

Part 2: Parade of Fools
(Marcha de Tolos)
Um diálogo travado entre um elemento esperançoso e um desesperançado, em que o primeiro inicia nas duas primeiras estrofes, o desesperançado responde-o nas três seguintes e o primeiro prossegue nas duas últimas, em que descreve ao que o vê dentre os elementos da marcha de tolos enquanto ele mesmo se encaminha para juntar-se a ela.

Part 3: Forgiver´s Dance (Instrumental)
(Dança do perdoador)
A alegria repetida daquele que soube perdoar.

Part 4: Second Thoughts (instrumental)
(Considerações sobre idéia)
O pensamento em movimento acerca duma mesma idéia, a de uma vida insatisfatória, provocado pela visão da alegria.

Part 5: Fair Warning
(Justo aviso)
Aquele que aprendeu o valor do perdão alerta sobre seus benefícios, ainda numa dança, algo mais contida.

Part 6: Forgiver´s Dance (Reprise) (Instrumental)
(Dança do perdoador)
Dado o alerta, a volta à delícia da dança.

Part 7: Thinking On (Instrumental)
(Ainda em considerações)
A dúvida sobre uma solução apontada ainda move uma das mentes, mas o caminho está sempre aberto.
III - FORGIVENESS
(O Perdão)
Scenes of Wondering Beyond
Babel Tower
A Night on Bald Mountain
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