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Na Ponta dos Dedos
Noções de Titeragem Avançada: Animatrônica
Formas de Controle de um Boneco Animatrônico Basicamente, existem duas formas muito usadas para se controlar os movimentos de um boneco animatrônico: Rádio-Controle e Telemetria. Essas duas formas são muito usadas por não fazerem uso de fios conectando os controles ao boneco. Isto é importante já que os bonecos animatrônicos precisam ser filmados e quanto menos fios entrando no boneco é sempre melhor. A forma de controle usando fios também pode ser usada, só que, geralmente, não é a preferida.
Na realidade, estes dispositivos são ergonômicos, goniométricos e telemétricos para controlar bonecos animatrônicos. É ergonômico porque pode ser projetado para se adaptar ao corpo do titereiro ou performista (ou cabeça, etc) e confortavelmente permitir uma grande amplitude de liberdade física. Outras vezes, ao invés de se adaptar ao corpo do titereiro, o aparelho de telemetria pode imitar a forma do boneco. Por exemplo, um sistema de telemetria para controlar uma tromba de um elefante animatrônico. É goniométrico porque ele mede o ângulo de movimento das juntas do titereiro. E telemétrico porque os dados dos movimentos são medidos e enviados via controle remoto. Em termos simples, é um dispositivo eletromecânico que se usa e que faz um boneco animatrônico imitar os movimentos. A vantagem de um sistema de telemetria é que ele permite a um único titereiro controlar vários movimentos de um boneco animatrônico. Antes de existir tais dispositivos, era necessário um verdadeiro time para movimentar um boneco animatrônico. O problema com isso é que além dos custos, é necessário que muitas pessoas devam tentar coordenar as suas manipulações unificando-as em uma única performance. E quanto mais pessoas envolvidas, mais difícil é. Mesmo usando joysticks de múltiplos eixos não resolve o problema. O máximo que um único titereiro pode controlar com um joystick é 4 movimentos, ao passo que no sistema de telemetria um único titereiro pode controlar até 12 movimentos em cada braço. Assim, se usar sistemas de telemetria facial o titereiro ainda tem os braços e mãos livres para controlar mais outros movimentos. Desta forma, este sistema reduz o número de pessoas necessárias para se controlar um boneco animatrônico. Estes dispositivos de telemetria, geralmente, são fabricados usando-se juntas e estruturas de plástico ou metal (por exemplo alumínio, pois é leve), couro e peças de nylon. Os movimentos do titereiro são captados por sensores mecânicos ou ópticos. Estes sensores são fixos nas juntas do aparelho e traduzem o movimento em sinais elétricos que são enviados a um sistema computadorizado que repassa o sinal para uma unidade que controla os servo-motores, pistões hidráulicos ou pneumáticos que movimentam o boneco. Os sensores mecânicos mais usados são os potenciômetros lineares ou rotativos. O potenciômetro é um resistor variável e você com certeza é bem familiarizado com ele. Observe o controle de volume de sua caixa de som do computador. Pois é, ele é um potenciômetro.
A Titeragem Avançada no Brasil A titeragem avançada ou animatrônica também é utilizada no Brasil. O seu uso é mais recente, sendo muito comum em programas infantis para ajudar a dar vida a personagens. Abaixo, você poderá comprovar dois exemplos: A TV Colosso e o Sítio do Picapau Amarelo.
TV Colosso Os mecanismos que davam expressão facial aos bonecos do programa TV Colosso, da rede Globo, foram desenvolvidos pela empresa brasileira Inventiva, que visitou os estúdios de cinema de Los Angeles para pesquisar tecnologia de ponta em efeitos especiais. Os titereiros vestiam as fantasias do personagens animais e os movimentos faciais das máscaras eram comandados por rádio-controle, dando aos bonecos plena liberdade de movimentação nos sets. Os mecanismos criados pela Inventiva para a movimentação dos olhos e face dos personagens envolviam complexos recursos eletrônicos e mecânicos, como transmissão por rádio, servo-motores e sistemas hidráulicos. Abaixo você pode verificar alguns dos personagens animatrônicos da TV Colosso.
Sítio do Picapau Amarelo Os personagens Quindim, Burro Falante, Cuca e Rabicó são também exemplos de uso da animatrônica. Eles são perfomistas ou titereiros fantasiados e que usam máscaras animatrônicas. Os bonecos animatrônicos foram criados pelo grupo brasileiro Sem Modos. Da mesma forma que nos personagens da TV Colosso, os perfomistas vestem as roupas e as máscaras animatrônicas. Os movimentos faciais das máscaras são controlados por rádio-controle que acionam servo-motores, movimentando pálpebras, sobrancelhas e mandíbula.
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