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ONDE FICA O TIMOR ? É uma ilha da Oceania, no Arquipélago Malaio, a maior e mais oriental das Pequenas Sondas, Localizada entre os paralelos 8O. 20` 15`` e 10O. 22` 19`` de latitude Leste os meridianos 123O. 37`34`` e 127O. 0` 32`` de longitude Leste do Meridiano de Greenwich. A sua forma oblonga, em ferro de lança, orienta-se na direção Sudoeste/Nordeste, desalinhada sensivelmente e como que desgarrada, em ângulo agudo, ao Sul de Flores e a Leste de Sumba, da cadeia de grandes e pequenas ilhas do extenso Arquipélago das Sondas que em arco de circulo quase regular, se estende desde Sumatra até ao Mar de Banda. A sua ponta Sudoeste fica a 1.000 Km em linha reta, a Leste do extenso Sudeste, da ilha de Java, e por ser a mais próxima do Continente Australiano, apenas cerca de 500 Km. Do seu Cabo Bougainville. Ao Sul e Leste é banhada pelo Oceano Índico (Mar de Timor); ao Norte pelo Mar de Banda. Está rodeada pelas ilhas Rotti e Saval, sobre o estreito de Rotti, pelas ilhas de Lomblem Pantar e Alor ou Ombai, sobre o estreito de Ombai, pelas ilhas Pulo-Cambing (Ataúro) e Wetter sobre o estreito do mesmo nome, e na extrema oriental pelo ilhéu Kissar. QUAL O SEU TAMANHO? Mede cerca de 450 Km, no seu eixo maior e uns 100 Km, na maior largura. A sua área total é de cerca de 32.350 km2. O QUE SIGNIFICA TIMOR? Nome, de origem malaia, significa "Oriente", diferençando-se dos ilhéus mais a Leste pela designação de Timor Tesar (Oriente Grande ). COMO SURGIU O TIMOR LESTE? Após uma longa disputa. Pelo tratado de 20/04/1859 a ilha de Timor foi definitivamente dividida entre Portugal e a Holanda - reservada a Portugal a banda oriental (região dos Belos), com um pequeno enclave, Ambeno (Ocussi), e a ilha Pulo-Cambing numa área total de 16.250 km2., e reconhecida á Holanda a metade ocidental (região de Servião), de área um pouco menor, com 16.100 Km2. Essa partilha foi retificada mais tarde, em 1902, por nova linha de fronteiras que reconheceu a Portugal 16.384 Km2. De território e o restante à Holanda que depois de 1949 passou a fazer parte dos Estados Unidos da Indonésia. A parte portuguesa, com o enclave de Ambeno e a ilha Pulo-Cambing, tem a capital em Dili e contava com cerca de 450.000 habitantes; o resto da ilha que pertencia à Holanda e agora à Indonésia, tem a capital em Cupão (Cupang). COMO É O SEU LITORAL? As ribas do mar são escarpadas em muralha alterosa. A costa Sul, sobre o Oceano Índico - banda de fora - muito mais regular que a do Norte - banda de dentro - é batida pelos grandes vagalhões que se arremessam contra as suas escarpas, oferece poucos e seguros abrigos à navegação; na costa Norte, o Mar de Banda, muito mais tranqüilo, permite a navegação das pequenas embarcações, por oferecer mais fáceis abrigos. Todo o litoral é por vezes eriçado de recifes de coral, o que o torna pouco hospitaleiro. QUAL A ORIGEM DA ILHA DE TIMOR? De formação vulcânica, como todo o arquipélago, a sua estrutura tectónica é em parte de xistos argilosos, gredas e calcários; numa e noutra banda depositaram-se nas rochas sedimentares coberturas mais recentes de calcários e argila de formações secundárias (jurássico e triádico), sendo as camadas argilosas muito espessas. Nas mesetas da região oriental assinalam-se os calcários e formações terciárias. Tanto os montes centrais, como os da periferia, são de natureza vulcânica, mas não há em Timor vulcões em atividade, nem mesmo o Pico Turiscain (Lacubar) donde se exalam apenas vapores inflamáveis. Teria havido uma irrupção vulcânica em 1856, na montanha llumbano, e no ano seguinte o Bilibuto teria também expelido cinzas que seriam apenas lodo. HÁ VESTÍGIOS DE ATIVIDADE VULCÂNICA? Os vestígios mais antigos de atividade vulcânica encontram-se na vertente Norte, a meio da ilha. Em várias zonas de pórfiros, os quartzo e as serpentinas atravessam as rochas sedimentares. São freqüentes os sismos, sobretudo no sentido longitudinal ou eixo da ilha. QUAL O PONTO CULMINANTE DO TIMOR LESTE? O Ramelau, com 2.950 m. de altitude. QUANDO A ILHA DE TIMOR FOI DESCOBERTA PELOS EUROPEUS? O seu descobrimento e ocupação pelos portugueses, ocorreu no primeiro quartel do séc.XVI, em data que não se pôde ser ainda exatamente averiguada. Presume-se que se trata, no fundo de um dos inúmeros e banais episódios da livre exploração dos mares do Extremo Oriente por mercadores e mareantes portugueses do séc. XVI, depois de conquistada Malaca em 1.511. QUAIS SÄO OS LIMITES GEOGRÁFICO DO TIMOR LESTE? Em 1902 uma comissão luso-holandesas de fronteiras reuniu-se em Haia para estudar nova
linha de fronteira, com permuta de vários enclaves. O convênio, aprovado e
ratificado pelos governos dos dois países, manteve para Portugal o enclave Ocussi-Ambeno,
a ilhota Pulo-Cambing e os ilhéus Ataúro e Jacó, e fixou a nova linha divisória de
limites, assinalada por acidentes naturais de terreno: Ribeira Bicu - We Bedaire - Ribeira
Asudaat - vertentes dos Montes Cacatum - talvegue da Ribeira Sorum e Tua Naruc até às
Ribeiras Telau e Maliboca - Mantibe e Pepies até ao Monte Bulo-Hulo e Carava Cotum -
Ribeira Lolu e Tafara até à Ribeira Tiburoé - Monte Dato Miet - talvegue das ribeiras
Alum, Sucaer e Bancama até à foz do Calau Féhan, continuando pelos Montes Tali Féu,
Fato Suta, Fato Rusa, Uas Lulic, confluência das ribeiras We Meroc e We Nu, até à pedra
Fate-Rocon - Montes Fitu Monu, Delan Cansabac, Ainim Maton, Lao Fuin - confluência da
ribeira Hali Salme e Hatiboi até à sua origem - nascente da ribeira Bebela até à sua
confluência com We Diec - montes Ai Cacar - toquis - ribeira de Masin ao mar na
embocadura Mata Talas. O enclave Ocussi-Ambeno ficou tendo por limites: ribeira Noel Bési
- Noel Niena - Bidjael Sunan - Noel Min Navo - montes Banat e Quinta - Nivo Nun Pó -
ribeiras Nono Boni - Passab, Novo Susu - montes Celus e Subina - ribeiras Faru Basin Quén
Na e Nai Nan - Tut Nomic - Noel Bilomi - Oé Sunan e Noel Meto até ao mar. COMO É A OROGRAFIA DO TIMOR? Como no resto da ilha o revelo do solo é extremamente atormentado e caprichoso. Um
linha contínua de cristas, desde a Ponta Jaco, constitui, como na vizinha Flores, a
espinha dorsal da ilha. As orlas litorâneas são verdadeiras muralhas - ao Norte os
merlões de Sarau, Laga, Bicoque, Manatuto e Maubara; ao Sul os Bau-Lobo, Nau-Cau, Uata,
Manupai e Naucatar. O píncaro Ramelau, na cordilheira, atinge 2.950 m. de altitude.
Transpostos os rápidos declives da periferia para o centro, entra-se no planalto, donde
emergem outros picos, como torres de vigia que no sentido longitudinal são os
Teta-mailau, Cabelac, Mata-bia, Cailaco, Laclubar, Mundo Perdido e Laritane, com platôs
como os de Baucau e Tuilaro, donde rompem as ribeiras de regime torrencial, em fundos
vales de erosão, como em Cabo Verde e São Tomé, derivando do talude planático em
leitos contorcidos até ao mar. Irrompem da espinha dorsal, como píncaros dominantes, o
Ramelau (2.950 m.) de onde nascem as ribeiras (motas) Balmou e Libata que formam depois o
Mata Marobo, afluente da ribeira Lois na Costa Oeste e a ribeira Uébulique que corre para
a Costa Sul; seguem-se outros picos de cota superior a 2.000 m., o Ablaí (2.340 m.), o
Mancoil (2.300 m.) e uma série de cumeadas de 2.500 m. que na direção SO., do Ramelau
vai terminar no pico Duralau (2.322 m.), fazendo parte da divisória das águas entre as
Costa Norte e Sul, compreendida entre as regiões de Cablaque, Mano Tasi, Atsalei e
Leimean. COMO É A HIDROGRAFIA DO TIMOR? É da cordilheira central que irrompem as principais ribeiras que na época seca são simples veios da água entre cavados sulcos e na época das chuvas são caudais impetuosos. Não há em todo o território do Timor Leste rios ou ribeiras importantes, navegáveis. A maior das ribeiras é a do Lois que de modo nenhum é navegável. Nasce nas alturas de Fatu-Mean, corre a Norte e a Nordeste, volta para Oeste, perto já da foz, e deságua na Costa Norte, entre os reinos de Maubara e Atabai, tendo por principais afluentes da margem direita, a partir do Sul, as ribeiras (ou motas) Malibaco e Mazobo e a ribeira Lan-Ile que nasce perto de Salvi a 1.320 m., pois desde a origem, consoante as regiões que atravessa é chamada no seu curso superior Mota Bancama e no curso médio Taibu e Bêba. Além desta há, as ribeiras Cômor, a leste de Dili, que separa os reinos de Matabel, Cômoro e Tibai, recebendo águas do monte Soloi e do Fatu-Masin pela ribeira Hare e desaguando na costa Norte a 6 Km de Dili; a ribeira ou Mota Lacló que nasce na lagoa Bericute, ao sul de Dili, corre a Nordeste e vai sair no mar entre a ponta de Subaio e a baía de Lanessana; a ribeira ou Mota Vemor com as nascentes no monte Uataca, atravessa os reinos de Cairubu e de Laleia e deságua na costa Norte, junto de Matebalo(Laleia). Na costa Sul deságuam outras pequenas motas ou ribeiras de menor importância e regime torrencial. COMO É O CLIMA NO TIMOR? Clima é muito irregular e variável em todo o território, desde as regiões baixas,
palúdicas, até ao interior montanhoso. Em Dili a temperatura média é de 26o.C., que se
mantém que se mantém quase todo o ano, por não oscilarem as diferenças além de 1o.
grau para mais ou menos, de mês a mês. Manatuto (27o.) e Barique (27o.) em média, tem
constantes térmicas pouco superiores á média anual de 26o.. Hatoba (24o.) e Raimera
(24o.) podem também equipara-se. A mesma constância térmica se verifica em todas as
regiões baixas ou de altitude média. Nas de altitude acima de 800 m., as constantes são
mais baixas. Em Aileu(866 m.) a temperatura média de 22o.C., a máxima 23o. em Dezembro,
e a mínima 20o. em Junho; em Suri (130 m.) são da mesma ordem as médias de temperatura
e suas variantes. A umidade do ar em Dili e nas zonas baixas é em média de 69o. e a
quantidade de chuva 810 mm., com excepção de Julho a Setembro. O máximo de chuva mensal
cai em Abril. As remissões de chuva têm lugar de Junho a fins de Outubro, exceto em
Raimera, de Agosto a princípios de Novembro, em que a quantidade de chuva anual é de
3.283 mm. Trata-se pois de um clima equatorial constante, moderado na zona baixa, quase
temperado e constante na zona acima de 800 m., e regularmente chuvoso. A sua má
reputação provém-lhe da péssima situação da sede do governo - Dili. Não se deve,
porém, generalizar, porque logo a poucos quilômetros de Dili, para Sul, nas abas da
região central montanhosa, o clima é relativamente saudável, mais seco, menos quente.
Como na Índia e em Macau, as estações do ano são caracterizadas pelo regime de
monções - a de Oeste, do mar, e de Leste ou terral. A de Oeste ou do mar - de Novembro a
Maio - é a de fortes ventanias, trovoadas e grandes chuvas, em que mais se sente a
temperatura pela densa umidade do ar e não soprar o vento terral. A monção de Leste ou
terral - de Junho a Outubro - é a dos ventos moderados, da Austrália, quase secos, com
poucas chuvas e frescos, que refrescam a constância de altas temperaturas, sobretudo à
noite. |