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          No palácio todos entram em alvoroço "Hakuryu! Seiryu! O mestre Naga voltou!"
 
          Os dois primos de Naga estavam muito preocupados com a segurança do menino. Logo começaram a gritar.
 
          - Naga! - Naga reconheceu de pronto o brincalhão Seiryu.
 
          - Onde diabos estava? - bronqueou Hakuryu - Procuramos em todo lugar!
 
          O rosto de Naga estava confiante (e parecia um pouquinho matreiro): - Eu vou assumir o trono do Dragão.
 
          - Como... é... que... é? - gaguejou Hakuryu incrédulo. Seiryu não ficava para trás, e os dois ficaram com a mesma cara de bobos.
 
          - Resolvi assumir o trono do dragão - respondeu Naga - Não estão contentes?
 
          Os dois balançavam a cabeça. Pareciam responder que não, mas na verdade:
 
          - Claro que estamos contentes - responde Hakuryu, coçando a cabeça do menino (surpreendendo até Naga) - por que não falou logo que era isso?
 
          - Andem logo! - ordenava Seiryu por sua vez - Preparem os trajes cerimoniais de batalha!
 
          Tava na cara que os dois sacudiram a cabeça para ver se estavam sonhando...
 


 
          Logo todos estavam no salão principal do castelo, onde repousava a espada destinada somente ao rei Dragão. Hakuryu explica para o aspirante ao trono o que deve fazer: - Ela está submersa na parte mais profunda do Palácio do Dragão, Naga.
 
          - É só tirar a espada do fundo dessa fonte, não é? - retrucou Naga - Então deixem comigo.
 
          - Se bem que não seria nada apropriado se eu não conseguir tirá-la dali - disse ele antes de mergulhar nas águas.
 
          Enquanto afundava, ele via diversas figuras extraordinárias flutuando nas águas cristalinas e se pensou: "Isso aqui é bem fundo!" Lembrou-se do que os primos ensinaram a ele:
 
          'A chave do portão das profundezas do lago, que prende todos os demônios das águas é a espada Ryuga-tou. Quando a espada Ryuga-tou é arrancada da fonte, surge o novo rei Dragão e novamente o "portão" é selado, na cerimônia de emposse do rei.'
 
          "Achei" pensou Naga, finalmente alcançando o fundo da fonte "É este o portal? A espada Ryuga-tou é a única coisa que empossa o rei Dragão. Se arrancar esta espada, me tornarei o rei das águas..."
 
          Novamente, Naga é invadido pelas lembranças.
 
          "Você vai dar um excelente rei." falava Seiryu.
 
          "Nossa missão é derrotar Taishakuten" disse o rei Yasha.
 
          "Naga" falou a doce Ashura "é forte?"
 
          Tudo isso lhe deu forças para livrar-se das dúvidas: "Vocês vão ver!"
 
          "Eu... vou... ser poderoso!" gritava ele em seus pensamentos "Muito, muito poderoso!"
 
          As águas agitaram-se com a energia, de tal forma que criou uma espécie de vão nas águas, suficiente para que Naga comentasse ao abrir os olhos: - Consegui!
 
          - Então, essa é a espada Ryuga-tou? - continuou ele - Desta vez eu vou enfrentar o rei Yasha de verdade!
 
          Na superfície, todos notam que algo aconteceu nas profundezas da fonte, pois a agitação das águas chegou até eles.
 
          - Naga?!? - gritou preocupado Seiryu.
 
          Nisso o rapaz surgiu, levantando consigo um pilar de águas, em direção ao teto do salão. Seiryu percebeu que não era somente Naga quem levantava vôo: - Mano?
 
          - Acha que vai fugir, Naga? - perguntou Hakuryu bravo no encalço do menino - Onde pensa que vai?
 
          - Hakuryu? - percebeu Naga finalmente que era seguido.
 
          Naga explicou suas intenções para o primo: - Em nosso mundo há guerreiros muito mais poderosos. E eu quero também me tornar mais forte. Quando eu realmente ficar forte o suficiente para poder carregar o nome do clã do Dragão eu volto.
 
          - Até lá - concluiu ele  sorrindo como o menino que era - cuide para que vovô viva bastante e que o povo obedeçam suas ordens, tá bem?
 
          Hakuryu ficou reclamando o tempo todo, e no fim explicou algo que não passou pela cabeça do menino: - Naga. Se você conseguiu retirar a espada Ryuga-tou, você já é o rei Dragão. E é a obrigação do povo do Dragão seguir as decisões do rei.
 
          - Hakuryu - murmurou Naga, confuso e comovido com a atitude do primo. Logo o ambiente sério é interrompido, pois Hakuryu deu um coque na cabeça de Naga, sorrindo feito um bobo.
 
          - Ei, que diabos? - reclamou Naga.
 
          - Faça uma boa jornada - respondeu Hakuryu de forma formal - Desejo que a sorte sorria em seu caminho do guerreiro... meu senhor.
 

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