O ambiente era escuro, lembrando uma masmorra da Idade Média. A
decoração era toda em vermelho e preto. Nas paredes estavam
pendurados quadros com desenhos que mostravam toda sorte de punições
que alguém poderia sofrer naquele lugar. Chegara até ali,
estava indeciso, não sabia se seguia em frente ou recuava. Desejava
ardentemente realizar sua fantasia, mas o medo o atormentava. Inconscientemente
se condenava. Enquanto pensava dirigia-se a uma ante-sala indicada por
uma recepcionista trajada com roupas de couro. Esperava ouvir gritos ou
outros sons que pudessem atemorizá-lo. Ouvia apenas uma suave música
e, estranhamente, ela aumentava sua excitação. Descobrira
aquele local lendo uma publicação erótica, telefonara
se informando sobre o local, valores cobrados e outros detalhes. Agora
a ansiedade quase o matava.
"Pode
aguardar que ela já vem." Ao ouvir estas palavras acordou de suas
divagações. Encarou a recepcionista respondendo com um sorriso
e um agradecimento. Observando-a melhor viu que era muito bonita e bem
feita de corpo. Nesta sala mais quadros desta vez eram fotos e não
desenhos. Observava cada um deles notando que em todos havia sempre a mesma
mulher. Ora castigando, ora sendo adorada ou simplesmente se exibindo.
Linda, cabelos negros, olhos castanhos, cor de jambo. Era como ele idealizara
a sua dominadora, de quem seria um reles escravo. A cada momento sua excitação
aumentava. A ansiedade aumentava mais ainda. O barulho, quase inaudível,
da maçaneta da porta o fez acordar novamente. E como num passe de
mágica Ela surgiu diante dele. Mostrando toda a sua altivez., em
uma das mãos um chicote, na outra uma coleira. Sua voz soou firme
e dominante:
Boa
noite, durante as próximas horas serei a sua dona, você me
servirá de todas as formas possíveis. Exijo submissão
total, dentro do limite que você mesmo determinou. Mostre-me que
você deseja ser meu escravo.
Ele
a olhou, estava vestida com roupas de couro e calçava uma bota com
salto fino com o cano subindo até a altura dos joelhos. Durante
alguns segundos hesitou. Impelido pelo desejo ajoelhou-se, curvando até
os pés da Rainha e sentiu o gosto do couro em seus lábios,
ao encostá-los para o beijo fatal. Ela sorria satisfeita sabendo
que daquele momento em diante teria em suas mãos um objeto para
o seu prazer. Cada sessão é uma fonte de prazer para ela.
Os gemidos, e muitas vezes gritos, dos que ficam sob o seu domínio
a excita de tal forma que a leva ao clímax sem ser tocada.
Puxou-o
pelos cabelos e olhando em seus olhos disse-lhe:
Colocarei
a coleira em seu pescoço já que doravante será um
animal em minhas mãos. Ouviu bem cachorro?
Ele
balbuciou um "sim, senhora" demonstrando a sua passividade e submissão
totais. Deixava-se conduzir por um labirinto de corredores . Puxado pela
coleira até o quarto onde ele seria utilizado como um objeto. Ali
encontravam-se vários acessórios, correntes, consolos, cordas,
prendedores, pinças e muitos outros. Todos indispensáveis
para aqueles momentos, deliciosos, de tortura. Observou, ainda, a existência
de uma cadeira, que na realidade era o trono da Rainha onde ela se postava
para ser adorada por seus fieis escravos. Correntes pendiam do teto, onde
ele seria atado para um número maior de açoites. E havia
uma cama com cordas na cabeceira e nos pés. Ela entrou ordenando-lhe
que tirasse a roupa o mais rápido possível e, antes que pudesse
pensar em alguma forma de reação, sentia o estalar do chicote
em seu corpo. Era apenas um aperitivo, mostrando o que viria a seguir.
Atrapalhou-se um pouco por causa da coleira o que lhe custou mais umas
duas chibatadas e a promessa de um número maior de açoites.
Desnudou-se
após umas cinco fustigadas. Sentiu o quanto era sádica aquela
mulher, sua excitação aumentava cada vez mais. Seu membro
parecia uma barra de ferro. Sentia-se faiscando, se lhe encostassem um
palito de fósforo seria capaz de acendê-lo. Foi acordado de
seus pensamentos com uma sonora bofetada. Os adjetivos dirigidos a ele
eram os mais pejorativos existentes. Ela assentou-se no seu trono ordenando-lhe
que fosse até lá, andando de quatro como um cachorro. Humilhou-se
a andar daquela forma e ao chegar perto tinha diante de si os pés
dela. Recebeu a ordem para beijá-los e sentiu novamente o sabor
do couro em seus lábios. Depois ela pediu que ele lambesse a sola.
Ele já não se sentia dono de suas vontades, pois estava fazendo
algo que sempre julgara como nojento. Nunca poderia imaginar quanto era
submisso até estar vivendo esta experiência. O seu maior desejo
era poder tocar-lhe os pés desnudos, passar a língua em toda
a extensão e em cada dedo chupando-os. Ela parecia adivinhar-lhe
os pensamentos. E disse:
Se
você for obediente vou permitir que tire as minhas botas e toque
os meus lindos pezinhos. Vou colocá-los em sua boca. A cada castigo
quero ouvir o seu agradecimento.
Recebeu
outro tapa. E desta vez agradeceu dizendo: "Obrigado, Senhora." Com os
pés ela o empurrou fazendo-o deitar. "Estenda as mãos para
cima." Ordenou, ao ser obedecida ela pisou em seus dedos. Doía,
mas agüentou firme. Ela abaixou tendo em mãos uma corda com
a qual atou-lhe as mãos. Parcialmente imobilizado via-se, cada vez
mais, a mercê dos seus desejos. Começou a arranhá-lo
com o salto da bota, parando em cima dos mamilos e espetando-os. Foi descendo
ao chegar ao membro pisou-o arrancando um gemido surdo, já que fora
instruído a não gemer alto, pois isto acarretaria em castigos
futuros. No rosto da Rainha um sorriso de satisfação, ele
estava totalmente dominado. Não se oporia a nada que lhe fosse feito,
realmente se tornara um escravo. Pisou, mais uma vez, no membro com toda
a força. Acentuando mais nos testículos onde estava o salto.
Olhou para o escravo este demonstrava em seu rosto a dor, sufocando o gemido.
Aliviou um pouco enquanto se assentava em seu trono. Pôs novamente
um pé no membro do escravo e o outro em um dos mamilos. Apertando
com força de modo que deixou a marca do salto na pele. Ele não
reclamava e agradecia. Ambos estavam altamente excitados, havia a cumplicidade
no olhar. De ambos saía uma eletricidade tal que um acendia o outro
sem o risco de um curto. Havia uma perfeita sintonia, ele o escravo que
ela deseja e ela a Rainha dos sonhos. O quarto era erotismo puro.
Ela
levanta-se, ao acompanha-la virando a cabeça recebe uma chicotada
como aviso para permanecer estático. Ela volta com uma corrente,
usando-a para atar-lhe os pés. Imóvel, ele aguarda os próximos
castigos. Seus olhos são vendados. Ela o tem sob seu total domínio.
Pega uma vela acesa, já cheia de cera derretida, vira sob o peito
do escravo. Este mexe-se ao sentir a cera quente tocar-lhe a pele. O gemido
é inevitável. Recebe por isso outra chibatada. Enquanto as
gotas quentes ferem-lhe a pele ela novamente pisa em seu membro. Vai descendo
com a vela em direção ao membro, as gotas atingem a glande.
Novamente solta um gemido e o açoite é inevitável.
O alvo desta vez é o saco. Os gemidos se sucedem, muito mais, de
prazer do que de dor. Na mesma intensidade dos gemidos são os açoites
recebidos.
Desata-lhe
as mãos e os pés, ordenando que fique de pé. É
conduzido até uma corrente.
Você
será açoitado, não quero ouvir nenhum gemido. Conte
alto cada chicotada, agradecendo logo em seguida. Se contar errado levará
o dobro. Inicialmente serão apenas cinqüenta. Entendeu, traste?
Sim,
senhora.
A cada
chibatada ele contava e dizia: "Obrigado, minha Rainha." Após receber
a última foi novamente desatado. Recebeu ordem de deitar-se novamente
no chão. Desta vez de bruços. Ela pisou-lhe novamente, principalmente
onde estavam os vergões dos açoites. Deu atenção
especial para a bunda. Ali ficaram as marcas dos saltos, em sulcos profundos.
Permanecia vendado. Foi novamente acorrentado. Ela sentou-se sobre suas
pernas e começou a fazer massagem em sua bunda. Separou-a e introduziu
um dedo em seu ânus. Houve resistência.
O
escravo ainda é virgem. Que delícia!!!
Por
favor, minha Rainha, não gostaria de ser penetrado.
Cale
a boca. Quem tem o direito de gostar ou não aqui sou eu. Entendeu,
verme?
Sim,
Senhora.
Ela
pegou um consolo, colocou uma camisinha. E preparou para o ataque final.
Ela sabia que aquela era a última barreira a ser vencida. Ele, racionalmente,
não desejava aquilo, mas era impelido, a emoção falava
mais alto. Levou um tapa, que deixou a marca em seu traseiro. Não
havia como fugir, o destino estava selado. Ela ordenou que ele se colocasse
de quatro. Posição bem humilhante. Com dificuldades, em virtude
das correntes, ficou na posição. Recebeu outro tapa com a
instrução para ficar quieto. Sentiu o consolo colocado na
entrada do ânus. Ela começou a forçar vagarosamente.
Não queria aliviar nada, sabia que assim seria mais dolorido. Uma
vez que não houve lubrificação prévia. Começou
a gemer. Recebeu uma chicotada para ficar calado. Pouco a pouco o membro
de borracha foi penetrando aquele orifício até então
virgem. A dor sentida por ele no início fora substituída
por um imenso prazer. Ordenou que rebolasse e foi atendida prontamente.
Vejo
que tenho um escravo completo. Rebola mais, anda! Você realmente
é totalmente submisso. Por isso vou te dar um presente, escravo,
pode beijar os meus pés descalços. Vou desatar suas mãos
para você tirar minhas botas. Mas vai continuar com o consolo enfiado
e os pés atados. E não deixe o consolo sair, entendeu?
Ela
caminhou até o trono e ali assentou. Ordenou que ele fosse até
ela rastejando. Quando chegou ela o fez tirar suas botas e as meias ¾
deixando a mostra os pés mais lindos que ele já tinha visto.
Eram pequenos, os dedos muito bem delineados. As unhas bem feitas. Estavam
com um maravilhoso odor. Misto entre um suave perfume e o odor característico
do couro. Ela passou os pés em seu rosto. Detendo-se, por alguns
momentos, nos lábios. Depois ordenou que ele beijasse e passasse
a língua nos dois. Ele colocou ora um, ora outro na boca e foi beijando
e chupando cada dedo. Passava a língua entre eles.
O prazer
proporcionado a ambos era imenso. Ele não tinha mais dúvidas
a respeito de sua condição de masoquista. Encontrava-se totalmente
humilhado e adorava aquela situação. Rastejar-se, ser humilhado,
ser possuído totalmente era o que sempre quis. Satisfazia todos
os seus sonhos. Ela ordenou que parasse e permanecesse no mesmo lugar.
Calçou um tamanco saiu do quarto. Ao voltar trazia duas bananas
e um prato. Ordenou que descascasse as bananas e as pusesse no prato. Voltou
a sentar e com os pés amassou as bananas mandando que as comesse.
Ele obedeceu. Já não agüentava mais de tesão
seu membro parecia que ia explodir de tão duro. Percebendo o estado
dele abaixou-se um pouco prendendo os seus mamilos com prendedores de roupa
com correntinhas com as quais poderia puxá-los causando mais dor
no escravo. Ordenou então que ele se masturbasse e gozasse em seus
pés ainda sujos de banana.
Foi
prontamente atendida. Como já estava quase gozando não demorou
nada lançou esperma nos pés, pernas e chão. Recebeu
então a ordem de limpar tudo com a boca, começando por suas
pernas e pés e terminando no chão. Sentiu pela primeira vez
o gosto do próprio esperma. E gostou. Sentia-se altamente excitado.
Ela, por sua vez, já havia chegado ao orgasmo muitas vezes durante
aquela sessão. Percebendo que ele agüentaria mais um pouco
de tortura. Puxou os mamilos, devido a surpresa ele gemeu alto, e arrastou-o
pela coleira até a borda da cama. Deitou-se pendurando as pernas
para fora. Ficando com sua vagina, totalmente molhada, próxima rosto
dele. Ordenou que a chupasse, o que ele fez sem demora. Consentiu que ele
se masturbasse, dizendo apenas para gozar quando ela assim o quisesse.
Durante uns vinte minutos ele suportou aquela posição e resistia
em não ejacular novamente. Ela já havia chegado ao orgasmo
mais uma três vezes no mínimo, fazendo-o sorver todo liquido.
Então permitiu que ele gozasse novamente e colocou um dos pés
próximo ao membro de forma que fosse banhado pelo esperma, enquanto
com o outro apertava-lhe o saco. Após a ejaculação
foi novamente limpa pela boca, agora ávida, do escravo. Totalmente
limpa ordenou que ele deitasse no chão, de costas, agachou-se sobre
seu rosto mandou que abrisse a boca. Amarrou uma espécie de coleira
no saco do escravo puxando com uma correia. A dor o mantinha de boca aberta.
Ordenou então que ele sorvesse todo líquido a ser despejado
em sua boca. E, então, começou a chuva dourada. Ele procurou
beber tudo. No início sentiu um pouco de náusea depois foi
sentindo um enorme prazer. Ficou viciado sempre queria sorver o néctar
dos deuses.
Com
isto finalizava-se a primeira de uma série de sessões que
aconteceriam naquele mesmo local, até o dia em que ambos descobriram-se
apaixonados. Ela deixou de ser uma dominadora profissional para possuir
um único escravo. Ele sentia-se cada dia mais realizado. O casamento
aos olhos das pessoas era normal mas a noite entre as quatro paredes ele
era apenas um escravo e ela a sua Rainha. Muitas vezes fora trabalhar e
passara o dia todo com o ânus invadido por um consolo. Em sua casa
havia uma réplica perfeita de uma masmorra. Local em que ambos se
realizavam. Para ele não existia felicidade maior. Nunca mais voltara
àquele local.
