C  A  S  T  E  L  O      D  A

Poesia, domínio & submissão

A arte poética da sensualidade
e erotismo do sadomasoquismo


Loba loucura
SMman36
Loba soneto
SMman36
Servidão
SMman36
Gênese da loucura
Jaques T. Ibanez
Morte do sonho
Jaques T. Ibanez
Escravo
Podólatr@
Dor
Podólatr@
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Loba loucura
SMman36

Loba, Rainha e Musa.
Distância, imagem calor.
Coração, cérebro confusa.
Beleza, coragem, valor.

Assim é você, talvez minha Loucura
Assim é na distância, na imagem que não vejo.
Em mim, angústia, tremor, curiosidade pura
Prá mim, por certo uma certeza: te desejo.

Na mente vazia de imagens, deserto.
Beleza? De alma, por suposto.
Volúpia? De carne é mais que certo.
Teus traços.... não... não vejo teu rosto!

Eu, solidão, mente, escrevo...
Distância, um sonho, calor.
Coração, cérebro... desejo.
Volúpia, tesão... amor.

 

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Loba soneto
SMman36

Quem és estranha beleza, nunca vista, tão desejada;
que me invade sonhos
perturba minh´alma calada?

Qual é teu nome, distância infinda
angústia maldita, pureza confusa
maldade querida, palavra negada, beijo sem toque, mente obtusa?

Não vejo teu rosto
Não tenho teu cheiro
Não toco tua mão.

Me dói o coração, quase me enfarta
teu nome é presente, Loba Loucura
Rainha, mistério, amada Marta.

 

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Servidão
SMman36

Que te seja o meu olhar
submisso e débil
sempre quieto a te suplicar
uma dádiva de carinho
ou uma pena a suportar.

Que te seja o meu corpo
todo teu, da forma como quiseres
em todo o tempo, e sem reservas;
dele faça teu prazer
e nele deposite tua ira, e teu querer.

Que te seja minha prisão,
em cordas, cadeias e correntes,
satisfação de teu desejo
de açoites, torturas e castigo
e te serei amor, fiel e constante
e te serei o gozo, e te serei amigo,
e te serei escravo, mordomo, amante.

 

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Gênese da loucura
Jaques T. Ibanez

...e fez-se o prazer!
na doçura dos seres
a beleza de almas
em corpos colados
uma estranha fusão.

...e então fez-se a dor!
dádiva do pecado,
a agonia das almas,
pesadelo do corpo
em fuga constante.

...e fez-se a prisão!
o dom da loucura
terror, agonia
do homem insano,
desvairada harmonia.

...e então fez-se a loucura!
de poucos, de alguns,
que têm na prisão
harmonia e prazer
e encontram na dor
o doce terror da paixão.

 

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Morte do sonho
Jaques T. Ibanez

Voa, meu sonho!
Encontra teu real, apalpa, sente;
desejos intensos, pousa teu chão.
Tua hora é hoje, teu destino a vida.
Voa alto, tão alto quanto teu sonho
e tão profundo quanto tua certeza!
Procura já teu rumo, tua catarse
pois se o perto pode estar tão perto,
não será o medo do incerto
que te fará agora abortar-se.

Encontra, meu sonho,
além das nuvens cartesianas,
ali ao sul da fronteira pantaneira
A Loba do leste, adorada insana,
a experimentar teu norte, real, inteira.
E nesse vôo de parto
será a alma o teu corpo;
será o coração a tua mente,
e por fim, teu desejo farto, morrerás,
e viverás definitivamente.

 

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Escravo
Podólatr@

No pescoço a coleira
Símbolo da submissão
Nos pulsos algemas
A doce prisão.

Curvado beijo os pés
De quem é superior.
Sou um simples objeto,
Um ser inferior.

Em meu corpo recebo os castigos
Punição por erros ou apenas
Para satisfazer os caprichos
De quem é superior.

Rastejo-me, sou capacho,
Criado de casa, cachorro,
O que a Majestade quiser.
Sou apenas um escravo.

 

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Dor
Podólatr@

A alma livre deseja o cativeiro.
No corpo quero sentir o beijo do couro,
Que recebe o meu, quando me dobro,
Diante de sua altivez, submisso.

Amarro-me, amarre-me, ata-me.
Cordas, correntes, coleira.
O meu ser em escravo transforme.
Faça-me sofrer. Vem, tortura.

Na palavra sou castigado,
Impiedosamente humilhado.
Diante de ti eu rastejo.

Sinto do chicote o beijo,
No calor da cera sou queimado,
O prêmio: beber o néctar dourado.

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