O Mais Inútil

Inútil...

Dizer esqueci - os sonhos lindos...
E os beijos ofertados por prazer...
Tatuados no coração - e na retina.
Tentar olvidar a primeira Ilusão...
Sonho da emoção - nunca declina.
Apagar imagens gravadas N’alma.
Renegar a dor do Amor lembrado.
Acreditar achar na solidão a calma.
Viver enfim das dores, do passado.

Inútil...

Viver uma vida. Somente - por viver...
Sonhar os ideais que só levam a morte.
Negar a si mesmo o Amor que pode ter.
Viver em prantos... Lamentando a sorte.
Cavalgar nuvens negras – acalentando...
O louco sonho... De ser feliz com o Nada.
Seguir sem norte e, sem saber a estrada.
Levar sua vida escondida ou reclamando.
Toda vida inexoravelmente vai passando.

Inútil...

Só ver as estrelas se não as entende.
Procurar felicidade onde ela não está.
Mentir que da vida, nada se pretende.
 O nosso grande Amor... Não vivenciar.
Fingir ser Feliz com a alma em Pranto.
Viver fazendo Amor sem jamais gozar.
Lembrar coisas perdidas sem remédio.
Dizer amar a solidão e o amargo Tédio.
Convencer a si mesmo que tudo é Fútil.
Talvez seja da inutilidade, o mais Inútil.

 

Edvaldo Feitosa - 2002.
( Direitos autorais reservados)
* Fundação Biblioteca Nacional - nº180859 *

 



 


 


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