Poesias Etográficas - Poema 23


 

 



Louca Ficção

 


Posso dizer até as mesmas palavras.
Já num passado ditas a tantas outras.
 Mas sem serem - as mesmas palavras.
Sem ser isso uma razão para imaginar.
Serem estas novas palavras, já gastas.
Ou mesmo os gestos menos sinceros.
Apenas uns sonhos jogados ao vento.
Ou rosas murchas pelo uso constante.
Ou o verbo comum repetido no tempo.


É, posso te olhar com a mesma ternura.
E o mais lindo encantamento refletindo.
Imaginar o olhar passado e apaixonado.
Essa ilusão ter intensidade - da primeira.
De épocas remotas - jamais esquecidas.
Sem, contudo ser frivolidade costumeira.
Nem meu puro encantamento, de agora.
Ser menor - Que o meu Amor - de Ontem.
O amor e a paixão, não escolhem a hora.


Posso me apaixonar, e - eternamente...
Viver  todos meus sonhos impossíveis.
Amar todas as mulheres e mais Lindas.
Sabendo que eu jamais as conhecerei...
E nem jamais saberão da minha paixão.
Posso mais imaginar, sem ser Sensato!
É que, não entendes um louco coração.


Minha pobre alma - mesmo alucinada.
Desde sempre: completamente louca.
E, o meu coração sem nem um recato.
Pode, até sentir  - os beijos sonhados.
Como se fossem reais em minha boca!
Eu posso sonhar querida linda jovem.
Até imaginar - és por mim apaixonada.
Tudo que é teu é... E sempre foi nosso!
E poeticamente creia Invisível amada! 
Tudo que eu sonho e eu desejo posso.

 

 

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Edvaldo Feitosa
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