Deuses Germânicos

Os Deuses Germânicos

São divididos em três grupos: Os Ases, Os Vanes e Os Alfes


O Crepúsculo dos Deuses
(Ragnarok)

Nem o mundo nem os deuses eram eternos; assim como os humanos um dia morreriam. O crepúsculo começou da seguinte maneira: A feiticeira Gullveig (que fazia o ouro) semeou a discórdia entre os deuses e os gigantes, esses acabaram sendo expulsos para o País do Este. Os deuses continuaram suas vidas normais (casando, tendo filhos, construindo...) mas para conseguir ouro torturaram a feiticeira e assim quebraram sua promessa com os gigantes. E, assim, começa uma incrível guerra perto de Válala, onde no fim todos morrem. O fim do mundo era conhecido como ragnarok "o destino fatal dos deuses".
Depois da batalha a noite será eterna, até que, do nada, surgirá o mundo novo, renovado e belo, sorrindo para o futuro e com uma nova geração de deuses.


Os Alfes

Família de deuses independente dos Ases e dos Vanes, não possui nenhum grande deus e teve papel de figurante nessa mitologia.


Os Vanes
Nesta "família" são três os principais deuses

Freyr:O deus da paz e da prosperidade. Seu cavalo ignorava qualquer obstáculo, e sua espada feria sozinha, mortalmente, os inimigos (só que ela foi perdida num combate) e tinha um javardo de ouro(?) que iluminava a noite.
Ele teve um grande amor Gerd, a filha do gigante Gymir. Vendo o estado de paixão em que Freyr se encontrava o seu amigo, Skirnir, se ofereceu para busca-la no país dos gigantes (só pedindo o cavalo e a espada emprestados). Depois de passar por vários obstáculos (como cães ferozes e fogo) chega a jovem, que se recusa a ir mesmo por onze maçãs de ouro e o anel Draupnir; Enfurecido Skirnir lhe ameaça com a espada e com magia ( dizendo que ela irá viver uma vida solitária), Gerd então aceita o amor de Freyr e marca de encontra-lo nove dias depois num bosque mágico e sagrado.
Quanto a espada do Deus, ela foi perdida num combate com os gigantes. O deus será o primeiro golpeado e depois passará ser um deus pacífico entre esses guerreiros.

Fréia: É irmã de Freyr e às vezes é dada como a esposa de Odin. Vivia na Válala indicando para onde os guerreiros deviam ir e de vez em quando servindo-os, como as Valquírias.
Amava os enfeites e as jóias, perto de seu palácio, em uma gruta, viviam quatro anões que forjaram um belíssimo colar de ouro, pelo qual a deusa se apaixonou. Mas os anões só lhe dariam o colar se ela dormisse uma noite com cada um, e assim aconteceu. No entanto Lóqui soube e correu para contar a Odin que o mandou roubar a jóia, porém Fréia descobriu quem roubou e obrigou Odin a devolve-la.
Por ser muito bela os homens e gigantes que fazem (ou roubam) algo pelos deuses a pedem em recompensa.

Njörd: Vivia no mar, capaz de enriquecer navegadores e pescadores. Era considerado o deus da fecundidade, da riqueza e da paz.


Os Ases
A principal família de deuses da mitologia germânica

Balder-Baldr: Filho de 0dim e da deusa Frigg. Seu nome aparece raramente nos mitos e nas aventuras divinas; mas o episódio do qual o centro se refere ao próprio drama do mundo. Na Escandinávia era venerado sob o nome de Baldr; os germanos do Oeste, sobretudo, o honravam. Snorre Sturlasson assim o retrata: "Um segundo filho de 0din é Baldr e deste só há que dizer bem; o melhor de todos e todos o louvam; de bela aparência e tão brilhante que emite luz, e há uma flor dos campos, tão branca, que foi comparada com o cílios de Baldr: ela a mais branca de todas as flores do campo - e através disto poderás imaginar sua beleza, e dos cabelos e do corpo. É o mais sábio dos Ases, o mais eloqüente e o mais benigno. Mas uma condição está ligada à sua natureza: nenhum dos seus julgamentos pode ser realizado. Habita uma mansão que se chama "Largamente Brilhante" e que se encontra no céu."
Baldr é, também, juiz; encarnação da pureza e da beleza, seus julgamentos jamais se realizam, talvez para mostrar que a perfeição e a suprema beleza não são deste mundo.
+ em A morte de Baldr +

Frija: Significa "a bem amada", esposa de Vótan-Odin. É parecida com a Afrodite grega e divide o poder divino com o marido, passa com ele nas tempestades e nas noites sagradas; vai às cabanas dos mortais e abençoa o trabalho doméstico.

Gefione:Deusa da virgindade.

Heindall: Deus que vigiava a entrado do Asgard para ver se chegavam inimigos. Inimigo de Lóqui. Era o belo e bom deus da Luz, seu nome significa "aquele que lança claros raios", diz-se que ele teve nove mães.
Suas lutas com Lóqui podem ser interpretadas como o bem contra o mal, e esta disputa somente terá fim no ragnarok, onde após Heimdall dar um golpe mortal no eterno inimigo, cairá morto.

Hel:Rainha do país dos mortos, que lhe foi dado por Ondin que, de quebra, também lhe deu o poder de reinar em nove mundos diferentes. Seu palácio tinha a mesma riqueza do palácio dos outros deuses, e os que morriam viviam uma vida calma pois lá não era lugar de penitências ou castigos. Sua aparência era, no mínimo, diferente metade do rosto era negro e a outra metade era humano.

Herta:A deusa da Terra.

Hoenir: Deus famoso por sua beleza e força, porém era pouco inteligente. Na criação do homem deu-lhe a alma. Era o companheiro de Odin e de Lóqui nas corridas pelo mundo.

Holde: É a deusa da Morte, ela que faz a neve. Ela viaja pelos ares com os espíritos visitando as casas para punir ou para recompensar.

Idun: Uma deusa de grande beleza mas apenas figurativa. Viveu muitas aventuras e foi acusada por Lóqui de adultera: "Idun aperta em seus braços o assassino de seu irmão".

Nerthus/Niorde:É a Terra Mãe; crêem que ela intervém nos negócios dos homens e que seu carro a conduz através dos povos. Numa ilha do Oceano há um bosque consagrado, e, neste bosque, um carro dedicado à deusa e coberto com uma veste; somente o sacerdote tem o direito de nele tocar. Este conhece o momento no qual a deusa está presente no santuário; ela é conduzida por novilhas e ele a segue com profunda veneração". Durante as festas da deusa, não se podia declarar guerra ou lutar, pois Nerthus, sendo deusa da Fecundidade e da Riqueza, exigia paz e tranquilidade. Depois o carro e a divindade eram banhados num lago.
Escravos que fazem este serviço e logo depois são engolidos pelo lago. Daí o misterioso terror sobre um ser que só pode ser visto por aqueles que vão morrer. Este culto da terra nutriz era próprio dos germanos do Oeste; na Escandinávia era o deus Njörd, o Senhor do Mar, que tinha tal papel; Nerthus e Njörd são duas formas de uma mesma função. Nerthus era deusa, Njörd era deus; é provável que ambos derivem de uma antiga divindade hermafrodita; personificaria, assim, de maneira concreta, a Fecundidade.

Odin: Era o chefe da sociedade divina; era dotado de poderes que ultrapassavam todos os dos demais: era o mais sábio, o mais inteligente, o mais iniciado nos mistérios e o senhor da magia, da ciência suprema e da poesia: mas era, também, o deus da Guerra, particularmente para os germanos do Oeste, onde se chamava Wotan (Vótan). As suas qualidades bélicas transparecem do nome Wotan ou Wode que, nas línguas germânicas exprime o frenesi, o furor guerreiro; na origem Vótan era o condutor da "caça selvagem", a cavalgada fantástica dos antigos germanos, que, nas noites de tempestade, percorria o céu com ruído estarrecedor. Neste papel Wotan era representado como um sombrio cavaleiro vestido com um grande manto flutuante, com largo chapéu tombado sobre os olhos, cavalgando ora um ginete branco, ora um negro; mais tarde, quando a sua superioridade se afirmou sobre as demais divindades, ele aparece vestido com couraça brilhante (às vezes com capacete de ouro) e armado da sua lança mágica, Gungnir.
No Asgard, junto ao seu trono, estão os dois corvos e os dois lobos que ele alimenta com a própria mão; seu cavalo Sleipnir é seu melhor amigo.
+O Poderoso Odin+

Tor:O deus Tor era grandemente venerado pelos germanos do Norte; os vikings se chamavam "o povo de Tor".
A tradição o designa como filho de Odin e valente guerreiro; era o exterminador de Gigantes. Descrevem-no como um guerreiro grande e muito forte, belo, sempre armado do martelo, o seu emblema; uma grande barba ruiva pende-lhe sobre o peito; às vezes chamam-no "Aquele Que Tem a Barba Ruiva"; sua voz era estrondosa e penetrante; dos olhos escapavam-se-lhe chispas; todas as histórias referem que era dotado de valente apetite e grande bebedor. Residia num palácio particular, o Bilskirnir, e tinha um servidor, Thialfi.
Sua força e poder, suas aventuras e o grande martelo que sempre conduzia, fizeram com que o comparassem a Hércules. Era vigoroso e aventureiro. O martelo de Tor, feito pelo anão Sindri, tinha o cabo um pouco curto; não obstante esse defeito, a arma do deus possuía o poder maravilhoso de retornar sozinha, como um bumerangue às mãos daquele que o lançara.
O martelo de Tor é o símbolo que mais freqüentemente ocorre nas pedras onde há inscrições rúnicas; aparece, também, nas estrelas funerárias, a fim de assegurar o repouso ao defunto. Desempenhava importante papel no casamento, pois não só afastava do casal as forças maléficas, mas atribuía à mulher a fertilidade; daí considerarem Tor o deus da Fecundidade. Mas o caráter essencial do martelo de Tor é o trovão, o raio, o relâmpago; quando o trovão ribomba, é o carro de Tor-Dónar, levado por bodes, que cruza os céus; quando o raio atinge a terra, é a arma brilhante do deus que do alto foi arremessada.
São muitas as aventuras de Tor, de modo especial as que teve com os Gigantes, seus declarados inimigos.

Tyr: O deus chamado Tyr pelos escandinavos se chama Tiwar ou Tiuz entre os germanos do Norte, Ziu no Sul e Tiw entre os anglo-saxões; sem dúvida esta divindade pertencia à mitologia dos primeiros germanos e estava em íntima correlação com o Diaus pitar dos arianos; identificaram-no ora a Marte ora a Júpiter; mas as narrações que dele tratam apresentam uma divindade que tem muito pouco de Júpiter ou de Marte, pois é apenas "um Ase que se chama Tyr, intrépido e muito corajoso e que tem grande poder sobre a vitória nas batalhas", por isto é bom que os homens valentes o invoquem.

Vidar: "Ase silencioso", não era muito brilhante, meio lerdo mas valente e audaz; No ragnarok conseguirá matar Fenrir, façanha que mais ninguém conseguiu, e será dos poucos a sobreviver no mundo novo.


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