O Destino dos Solitários
Capítulo 7
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
“Como essa roupa esquenta” foi o primeiro pensamento que Katie teve assim que apareceu na entrada de Hogwarts, sendo atingida por um sol fortíssimo. Naturalmente estava na época mais quente do ano, e não se conformava com aquelas vestimentas, que pareciam sufocá-la a qualquer instante. Achou melhor não discutir mais a questão das roupas, tinha uma missão mais importante: encontrar o Dumbledore do passado.
“Essa realmente será uma tarefa difícil” disse exasperada, ao notar que logo de entrada havia vários caminhos a serem percorridos, e pelo menos duas escadas de mármore que iam para lados opostos do castelo. “Teremos de ir na sorte, então” concluiu, pegando o caminho da esquerda.
Caminhou por alguns corredores, sempre checando todas as escolhas antes de escolher um caminho. Viu que não estava dando certo, e a ansiedade de encontrar-se com o diretor se tornara maior, fazendo-a correr por entre os corredores. Sua ansiedade era tanta que nem escolhia mais os corredores, ia no que estivesse mais perto. Até que em uma dessas viradas trombou com uma parede, fazendo-a cambalear. O problema, pensou ela, era que a parede era viva, e uma pessoa muito enfurecida encarava-a perigosamente. Era uma mulher de idade mediana, com vestes discretas, óculos quadrados e os cabelos presos firmemente em um coque.
- O que está fazendo aqui, jovem?
- Preciso... falar... Dumbledore – disse brrevemente, ofegando rapidamente.
- Me desculpe, senhorita, mas não é permitiida a entrada de alunos fora do período letivo, acho que terei de levá-la comigo – disse a mulher seriamente.
- Mas eu preciso falar com Dumbledore! – Kaatie disse com urgência.
- Sinto muito, mas terá de ser detida – dissse em voz imperativa.
- Eu é que sinto! – disse Katie afobadamentte, voltando a correr a toda velocidade, temerosa que a mulher pudesse lhe lançar um feitiço.
Aquilo já estava ficando cansativo, correr pelos infinitos corredores de Hogwarts, fugindo de uma professora enfurecida e à procura da gárgula que levava à sala circular de Dumbledore. Absorta em pensamentos, nem percebeu quando esbarrou em outra pessoa, desta vez um homem, que a fez cair no chão.
- Desculpe senhorita, você está bem? – pergguntou casualmente, segurando-a firmemente pela sua mão e ajudando-a a se levantar.
- Ahn sim, estou sim, obrigada – disse descconcertada, perdida por um momento na beleza do jovem homem. Possuía cabelos castanho claro e olhos claros, difícil de distinguir se eram azuis, verdes ou acinzentados. Tinha uma expressão preocupada em seu rosto, e a resposta da garota parecia não tê-la convencido.
- O que está fazendo no castelo? Acho que aas aulas ainda não começaram...
- Desculpe! – disse esganiçada, temendo outtro ataque de repreensão – Acabei de chegar, preciso falar com o diretor Dumbledore e não sei o caminho, uma mulher queria me deter e... e... pode me levar até a sala do diretor?
- Naturalmente, srta...
- Katie. Katie Witter – ela disse timidamennte, apertando a mão do homem.
- Steven Scop, é um prazer, senhorita Witteer.
Katie fez uma ligeira careta ao ser chamada de Witter, mas não comentou nada. Steven Scop começou a caminhar em passos levemente rápidos, mas em velocidade que a garota conseguia acompanhar. Ele não fez nenhuma pergunta à garota, o que ela agradeceu imensamente. Achou-o muito mais simpático do que a mulher... Detê-la, francamente! Ninguém conseguia deter Katie Witter, ou melhor, ao menos era aquilo que ela pensava...
- Aqui estamos, senhorita – disse após alguuns corredores, já parado à frente da escada de caracol.
- Obrigada Steven, fico devendo essa – dissse Katie um pouco insegura se deveria chamá-lo pelo primeiro nome, ainda mais que desconfiava que ele era professor.
- Garanto que terá muitas chances de pagar,, esteja certa disso – disse misteriosamente, mas com um sorriso cativante. Ela nem reparou no tom misterioso da voz dele, apenas agradeceu com a cabeça e subiu a escada ansiosamente.
Agora seus pés formigavam de ansiedade. Em apenas alguns segundos estaria contando novamente sua história, e ela dependia disto para ser aceita em Hogwarts, no quinto ano, e sem saber ao menos segurar uma varinha. Chegou à primeira sala circular, onde dava entrada para o escritório de Dumbledore. Bateu timidamente na porta. Ouviu uma voz pedir para entrar.
Foi o que ela fez. Abriu a porta lentamente, e deparou-se com uma visão no mínimo engraçada. Um Alvo Dumbledore mais jovem estava dando comida a uma ave alaranjada – uma fênix, pensou rapidamente –, com sua barba e cabelos grisalhos mais curtos e uma expressão menos cansada do que a que vira antes.
- Desculpe, mas não esperava uma visita de um aluno antes das aulas – disse casualmente, fitando Katie da cabeça aos pés.
- Eu é que peço desculpas, Dumbledore. Eu pprecisava ter uma conversa séria com o senhor, que precisa ser agora – disse seriamente, tentando conter a ansiedade e o crescente frio no estômago.
- Sente-se, senhorita – ele ofereceu uma caadeira em frente à grande mesa, onde estavam localizados diversos objetos prateados, que ela não fazia idéia da utilidade deles. – Não estou sabendo o seu nome, ele é...
- Katie Witter, senhor – respondeu rapidameente. – Mas, por favor, peço que não me chame de Witter, não cheguei a conhecer meus pais.
- Witter... – Dumbledore murmurou para si mmesmo, absorto em pensamentos – Esse nome não me é estranho... Como chamam-se seus pais, senhorita Katie?
- Eu não sei, senhor – disse sinceramente, uma dormente sensação em seu peito. – Mas acho que quando contar minha história, o senhor provavelmente saberá.
- Pois conte, sou todo ouvidos.
§§§§§
- Onde está Katie? – perguntou Snape, encarrando o diretor de maneira perigosa.
- Ela não está mais aqui, naturalmente – reespondeu Dumbledore serenamente, nem um pouco intimidado com o olhar do professor.
- Como não está? – questionou, impaciente –– Não a vi sair da sala, não acho prudente tê-la mandado para andar por aí sozinha... – desdenhou.
- Você não me entendeu, Severo. Ela não esttá mais aqui – reforçou, no mesmo tom sereno de outrora.
- Onde-ela-está? – sibilou Snape nervoso, ssem entender o que Dumbledore dizia.
- Receio que não a veja tão cedo, Severo.... – comentou tristemente.
- Do que está falando, Alvo? – sua voz comeeçara a se descontrolar. Se havia uma coisa que odiava era quando as pessoas falavam por enigmas.
- Ela viajou no tempo, Severo. E não pretennde voltar em breve.
- Como é? – perguntou irritado.
- Severo, Katie é uma TimeSaver – diisse Dumbledore seriamente.
- Ela é o quê? – repetiu, completameente incrédulo.
- Exatamente o que você ouviu – concordou eele.
- Mas... isso não é possível... Alvo, o quee você fez com ela? Para onde ela se transportou?
- Para 1973. Acho que deve se recordar bem deste ano – disse simplesmente.
- Você não... – gaguejou, não encontrando aas palavras certas – Que diabos ela está fazendo neste ano?!
- A missão de um TimeSaver é ajudar na salvação do mundo, e como ela escolheu você como a pessoa que iria ajudar, transportou-se para uma época em que pudesse ajudá-lo de alguma maneira.
- Não acredito nisso! – disse esgotado, senntando-se na cadeira defronte ao diretor – Como ela pôde me escolher? Justo eu?
- Ela não teve muitas escolhas, não sabia qque deveria escolher uma pessoa – respondeu Dumbledore séria mas calmamente.
- E ela sabe de... meu... passado... sombriio? – perguntou Snape lentamente, como se experimentasse o terreno.
- Não Severo, ela não faz idéia que você é um Comensal.
- Não contou? – ele franziu as sobrancelhass, mas parecia levemente aliviado por ela ainda achá-lo inocente.
- Não achei apropriado contar isto agora. EE de mais a mais, cedo ou tarde ela saberá – sentenciou o velho diretor.
- E certamente não há como nos comunicarmoss com ela, há?
- Por enquanto não, mas ela irá comprar umaa coruja que conseguirá transportar correspondências através do tempo. Ela deverá nos contatar quando isso acontecer. Não podemos fazer nada, Severo.
- Vou deixar registrado que não aprovo sua idéia biruta de fazê-la viver meu passado – disse o professor, parecendo realmente muito desgostoso com aquela situação.
- Entendo perfeitamente que não considera aa possibilidade de alguém adentrar em seu passado, amigo, mas desta vez é extremamente necessário – disse Dumbledore sabiamente. – E prepare-se com sonhos que retratam as mudanças no passado.
O alerta soou quase como uma zombaria aos ouvidos de Snape. Despediu-se do diretor e dirigiu-se até sua sala, uma crescente sensação de preocupação.
§§§§§
O diretor parecia apenas levemente curioso, esperando Katie começar a contar sua história. Ela contou tudo o que descobrira com o Dumbledore do presente – agora, futuro -, e também tudo o que contara para o velho diretor. Ele ouviu a tudo silenciosamente, da mesma maneira que o outro fizera.
Quando acabou, a apreensão de Katie começava a crescer, deixando-a levemente nervosa. Ele notou isso, mas não pôde fazer nada para ajudá-la.
- Então a senhorita é uma TimeSaver,, estou certo? E quando a senhorita nasceu? – perguntou seriamente, analisando-a minuciosamente.
- Nasci em 31 de outubro de 1981.
- E receio que nesta data aconteceu um fatoo muito importante para o mundo mágico – disse perceptivamente, sua mente trabalhando a mil por hora.
- Sim senhor, mas o senhor do futuro pediu para que eu não contasse o fato que acontece, pediu para eu não alterar o decorrer dos fatos – disse lentamente, temendo que o diretor não fosse aceitar um pedido dele próprio mais velho.
- Naturalmente, senhorita Katie. E também, nem gostaria de saber, seria terrível descobrir o que vai acontecer daqui a oito anos – considerou Dumbledore.
Katie concordou com a cabeça. Agora que o diretor entendera a situação dela, sentia agora uma crescente ansiedade para encontrar-se com Severo Snape aos seus quinze anos, saber se possuía o mesmo rosto, o mesmo corpo musculoso... Enquanto estivera com ele, percebeu que tinha um corpo bem definido, que arrancaria suspiros de muitas mulheres, se usasse roupas mais apertadas. Seu pensamento vagou tão longe que quase não ouviu a pergunta do diretor.
- Desculpe! Me distraí – disse rapidamente,, sentindo seu rosto corar.
- Não há problema. Apenas questionava se prretende cursar o quinto ano, ou começar do zero – disse gentilmente, um pequeno sorriso em seu rosto.
- O quinto, para acompanhar minha idade e mmeus futuros colegas.
- Entendo – ele disse. – E já comprou seu mmaterial, sua varinha?
- O senhor do futuro disse para fazer tudo isso nesta época, para não levantar suspeitas do Ministério, principalmente com o uso da varinha.
- Sim, realmente é o mais sensato a se fazeer – concordou Dumbledore. – Então acho que deveríamos começar isso o mais rápido possível, não podemos perder um só minuto. Precisa aprender o maior número de matérias que conseguir. Certamente os professores não irão se opor em dar algumas aulinhas extras.
- Mas Dumbledore... como chegarei nessa lojja? Não sei o caminho... – disse preocupada, cogitando se teria de fazer tudo sozinha.
- Algum professor terá o prazer em acompanhhá-la, senhorita Katie – disse serenamente, deixando-a um pouco mais tranqüila. – Vou avisar aos professores sua história, superficialmente, claro, e deixá-los de sobreaviso para qualquer coisa que possa acontecer. Também verei quem será o professor mais adequado para acompanhá-la em sua visita ao Beco Diagonal.
- Sim, senhor – concordou Katie.
>- Pode dar uma volta pelo castelo, para se habituar com o ambiente. Se quiser, pode passar parte do tempo na biblioteca, lá existem muitos livros interessantes.
- Obrigada Dumbledore, vou conhecer o casteelo.
Ela cumprimentou-o com um aceno de cabeça e se retirou do escritório do diretor. Sentia uma sensação de liberdade que, ao mesmo tempo em que parecia maravilhosa, deixava-a pouco à vontade.
Começou a caminhar pelos corredores, admirando as pinturas, retratos, molduras que decoravam cada lugar que olhava. Tudo era muito bonito, e muito bem conservado, mesmo com o estilo um pouco medieval. Passou por quase todos os lugares do enorme castelo, e tinha absoluta certeza que ainda demoraria muito tempo para conseguir não se perder.
Decidiu terminar o passeio na biblioteca, como Dumbledore sugerira. Sentiu-se maravilhada com a enorme quantidade de prateleiras e livros, e sentia uma vontade imensa de pegar todos e lê-los ao mesmo tempo. Passou por algumas fieiras de prateleiras, correndo os olhos para cada lombada de livro, observando todos os títulos, mas sem se fixar em nenhum. Começou a prestar mais atenção na parte de feitiços, lendo o nome de cada livro por onde passavam seus dedos.
- Devem existir zilhões de livros por aqui!! – comentou extasiada – Será que é possível ler todos os exemplares?
- Isso realmente deve ser uma tarefa muito difícil, senhorita Witter – disse uma voz que aproximara-se sorrateiramente da garota. – Não tenho conhecimento de ninguém que tenha conseguido tamanha proeza.
- Você me assustou, Steven! – disse assustaada, virando para encará-lo
- Desculpe-me, senhorita. Apenas não resistti ao comentário – disse com falso arrependimento, sorrindo com o canto da boca.
- Vejo que já conhece o professor Steven, KKatie. Isso já é um bom começo – disse uma segunda voz, mais passiva e divertida.
- Dumbledore, não o vi aí, me desculpa! – ddisse a garota, levando outro grande susto.
- Receio que já se conheçam, mas não custa nada outra apresentação: Katie, este é o professor Steven Scop, ministrador das aulas de Poções e diretor da casa Sonserina.
- Então terei aulas com o senhor! Que descooberta! – comentou Katie surpresa, mas a voz levemente divertida.
- Garanto que irá apreciar minhas aulas, seenhorita – disse o professor cortesmente, beijando a mão da garota.
- Katie, Steven irá acompanhá-la às suas coompras. Aconselho que o façam o mais rápido possível, antes que anoiteça – disse Dumbledore.
- Sim Alvo, apenas irei pegar uma capa – diisse Scop, retirando-se lentamente.
- Então Katie, o que achou do castelo? – peerguntou Dumbledore desinteressadamente, fitando um grosso livro, intitulado “Feitiços e Contra-Feitiços Avançados”.
- É uma propriedade colossal, Dumbledore. AAcho que demorarei alguns meses até me acostumar.
- Certamente que irá se acostumar em tempo recorde – disse despreocupado, fitando-a quase carinhosamente. – Seus colegas de casa irão ajudá-la nessa tarefa.
- Espero que sim – disse esperançosa, ansiaando pelo começo das aulas.
§§§§§
O Beco Diagonal parecia mais lotado que de costume naquela tarde. Várias capas de alunos de Hogwarts eram vistas passeando por ali, e o professor Scop parecia recuar ao máximo qualquer esbarrão com os alunos.
- Por que foge tanto dos alunos, professor Steven? – perguntou Katie preguiçosamente, rindo da expressão mortífera no rosto do professor.
- Não seria nada agradável ser encontrado nna presença de uma linda garota como você – retrucou um pouco esquivo, desviando de um grupo de jovens barulhentos. – Poderiam achar que é minha filha ou algo parecido.
- Você é um bom professor? – perguntou curiiosa.
- Certamente me considero um. Alguns alunoss podem não gostar de meu método por ser um pouco rígido, e apenas os alunos mais inteligentes conseguirem acompanhar o ritmo. Principalmente aquele grupo de grifinórios.
Ele apontou para quatro jovens que riam em frente a loja de doces. O primeiro estava apoiado na janela, tinha cabelos negros desarrumados e usava óculos. O que estava ao seu lado também tinha cabelos negros, olhos claros e um ar sexy, fazia malabarismos com três canecas de cerveja amanteigada. O terceiro tinha cabelos e olhos castanho claro e segurava um grosso volume de uma conhecida enciclopédia. O último ria dos dois primeiros, sua barriga gorducha se contorcendo levemente.
- Eles parecem estar se divertindo muito – comentou Katie vagamente. Achou muito estranho, mas sentira-se desconfortável ao ver aquele quarteto rindo de todos.
- E estão. Provavelmente devem estar reponddo seus estoques de bombas de bosta – comentou o professor friamente.
- Bombas de bosta? – repetiu, sem entender o que eram aquilo.
- Sim. Brincadeiras bobas que os estudantess de Hogwarts costumam ter aos montes. De vez em quando aqueles quatro colocam algumas nos caldeirões sonserinos, apenas para causar algum estrago – explicou Scop. – Mas não se preocupe, terá a infelicidade de conhecê-los – Katie o olhou interrogativamente. – Irão cursar o mesmo ano que você, será inevitável que se conheçam.
- Ah sim, agora entendo – disse ela.>
A primeira loja que escolheram foi o Olivaras, a mais conhecida loja de varinhas do Reino Unido. O Sr. Olivaras recebeu-os gentilmente, e logo começou a medir Katie e perguntar em que mão segurava a varinha. Em seguida, foi até várias prateleiras e pegou caixas finas e longas, onde estavam as mais diferentes varinhas.
- Experimente esta – disse gentilmente, seuus olhinhos azul-céu cintilando alegremente.
- Como eu exper... – perguntou Katie, mas uum estrago na porta de entrada a fez descobrir rapidamente.
- Não se preocupe srta., isso sempre aconteece – tranqüilizou o professor, notando a expressão de desespero no rosto da garota.
- Tem certeza?
- Absoluta – ele confirmou em tom convicto..
O Sr. Olivaras ainda tentou mais cinco varinhas, que não deram certo. A cada minuto Katie ficava mais preocupada. E se não houvesse uma varinha para ela? A incerteza era grande.
- Tem de ser esta – avisou o Sr. Olivaras. – Pena de Fênix, eucalipto, trinta e um centímetros. Uma combinação interessante, se me permite dizer.
O professor Scop fez uma expressão de surpresa que Katie não entendeu. Segurou a varinha temerosamente e, assim que o fez, sentiu um calor entrar por sua mão e circular por todo seu corpo. Notou também nas expressões surpresas dos dois homens. Então aquela era sua varinha! Sentiu-se muito feliz.
- Eu sabia, tinha de ser essa – disse o hommem aliviado. – Quer que eu a embale, srta?
- Pode ser – respondeu distraída, olhando ffixamente para sua nova varinha.
Katie pagou os sete galeões pela varinha e, junto com o professor Scop, saiu do Olivaras. Ele estava com uma lista de materiais na mão, e disse que era melhor comprarem todo o necessário, para depois procurarem por besteiras que acabariam com o dinheiro dela.
§§§§§
- Caldeirão, telescópio, ingredientes de pooções, livros e livros... acho que já compramos todo o necessário, professor Steven – avisou Katie, quase duas horas depois, segurando vários pacotes e lendo a lista dos materiais.
- Tem razão. Acho que agora pode escolher oo que mais comprar – concordou o professor.
- Preciso de uma coruja! – disse rapidamentte, acabando de se lembrar do último pedido de Dumbledore.
- Mas existem corujas em Hogwarts, não há mmotivo para gastar seus galeões com outra – contrapôs o professor, achando aquela idéia muito estranha.
- É uma especial. Dumbledore me pediu para comprar uma e... Onde fica a loja?
O professor viu que não adiantaria perguntar o motivo de comprar uma coruja, então levou Katie até a loja de Animais Mágicos. Katie escolheu uma belíssima coruja marrom, e sem nem pestanejar, deu-a o nome de Sally. Ela brilhou instantaneamente, assustando o vendedor e o professor Scop. Katie somente sorriu. Acariciou-lhe o bico e colocou-a na gaiola, pagando o preço – 10 galeões – e saiu da loja, com o professor a seguindo silenciosamente.
- Acho que não precisamos de mais nada, preecisamos? – perguntou Katie sorridente, cambaleando com o peso de tantas compras. Scop ajudava apenas com coisas mais pesadas, como o telescópio e o caldeirão.
- Não quer comprar mais nenhuma besteira quue os adolescentes costumam comprar? – perguntou seriamente, encarando-a misteriosamente.
- Não, não... – respondeu vagamente, pensanndo em alguma coisa – Acho que preferiria um livro. Será que posso?
- Claro que pode, Katie – disse com voz callma, confortante.
- Então vamos! – disse animada, andando maiis rápido e quase caindo com o peso.
Chegaram à Floreios e Borrões, e Katie começou a olhar as prateleiras ansiosamente, procurando algum volume que lhe chamasse mais atenção.
- Steven, eu não sei qual livro escolher! TTem alguma sugestão? – ela perguntou doce mas ansiosamente, andando de um lado para o outro na ponta dos pés.
- Gosta de leituras longas?
- Se o assunto foi interessante, sim.
- Então leia “Hogwarts: Uma História”, certamente irá gostar – ele disse por fim, mas pensando seriamente em sugerir um livro de Poções.
- É uma ótima idéia! Sempre quis ler esse llivro, dizem que é muito bom! – disse alegre, logo pedindo ao vendedor um exemplar do livro.
Enquanto a garota comprava o livro e tentava arranjar um lugar para guardá-lo, o professor Scop pensava sobre ela e teve a surpresa de constatar que ela era muito parecida com um aluno seu... Um aluno que era muito empenhado em suas tarefas, e que era naturalmente bom em Poções. Cogitou se aquela garota, a viva e animada Katie Witter pudesse cair em Sonserina. Seria muito interessante, ver dois alunos tão parecidos na mesma casa, brigando para serem o melhor aluno da Casa. Depois, o vencedor poderia competir com Remo Lupin, sem sombra de dúvidas, o melhor aluno do ano.
Foi retirado de seus pensamentos bruscamente, com a jovem Katie cutucando-o insistentemente.
- O que foi, Katie? – perguntou um pouco ríígido, assustado com a interrupção de seus pensamentos.
- Já comprei o livro faz séculos – avisou eela, sorrindo marotamente. – E logo vai anoitecer, acho que podíamos voltar para o castelo.
- Não quer tomar alguma coisa n’O Caldeirãoo Furado antes de irmos?
- Já que insiste – disse falsamente indiferrente. Na realidade adorava receber convites para passear mais um pouco.
Os dois foram até o bar, e pediram a Tom, o dono do local, dois sucos de abóbora bem geladinhos. Puderam conversar enquanto bebericavam o suco e Katie comia biscoitinhos de chocolate.
- Tem alguma idéia para qual casa será escoolhida? – perguntou Scop desinteressadamente.
- Na realidade não ligo muito para isso – ddisse sinceramente. – Qualquer uma que possa me ajudar a cumprir minha missão aqui...
- Posso saber qual é? Alvo não quis contar a ninguém sua missão, disse ser algo ultraconfidencial.
- Na realidade, acho que posso contar para você. Acho que é digno de confiança – disse Katie, abaixando repentinamente seu tom de voz. – Vou tentar ajudar um aluno que sofrerá muito em sua vida, e como não tem nenhum parente que possa ajudá-lo, vou tentar fazer sua vida ser menos dura.
- Mas certamente não irá me revelar qual é esse aluno – completou o professor, sabendo que a resposta seria afirmativa.
- Sinto muito – ela desculpou-se. – Mas no decorrer do ano, tenho certeza de que irá perceber – ela sorriu-lhe sinceramente. – É muito perceptivo, já percebi isso.
- Obrigado pelo elogio, Katie – ele agradecceu. – Nenhum aluno ou futuro aluno me dirigiu a palavra de maneira tão sincera e cativante.
- Provavelmente nenhum de seus alunos acha que não devemos ter esse preconceito só por ser um professor e de idade mais avançada que nós. Apenas Dumbledore, claro, que parece saber muito mais do que todos nós – disse sinceramente, seus olhos brilhando intensamente.
- Realmente, nenhum aluno nunca tratou um pprofessor como um igual.
Katie sorriu-lhe ternamente. Acabaram de beber os sucos e de comer os biscoitos. Já começara a anoitecer. Os dois se dirigiram à rede de Flu e voltaram para o castelo, a lua nova iluminando o céu azul.