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A Liberdade guiando o Povo Romantismo
(sécs. XVIII-XIX)

O bom selvagem e o direito à rebelião contra o déspota foram as inspirações de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) que, aliadas ao sucesso inicial da Revolução Francesa (1789), impulsionaram o movimento Romântico, na Europa. Depois da Crítica do Juízo (1790), de Immanuel Kant (1724-1804), o idealismo alemão tratou de fazer uma releitura própria do romantismo, colocando a arte e a estética, sobretudo, no centro do processo de transformação da consciência moderna que já se iniciara. Autores e críticos de arte, como os irmãos August Wilhelm Schlegel (1767-1815) e Friedrich Schlegel (1772-1829) e o barão Georg Friedrich Philipp von Hardenberg, o poeta Novalis (1772-1801), não se entendiam quanto ao aspecto burguês ou libertário do movimento, mas, no entanto, os filósofos Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775-1854) e Georg W. F. Hegel (1770-1831), atribuíam à religião revelada cristã um papel fundamental para conscientização do espírito absoluto. Burguesia e cristianismo não foram, entretanto, os únicos componentes contraditórios daquela época. Some-se a isso as diversas tendências socialistas e as unificações nacionalistas e tem-se o caldo cultural que fermentou o conflitante século XX, com reflexos na era contemporânea e atual, com todos seus erros e acertos.

Discursus

“Vimos já que na terceira forma da arte, no romantismo, a interioridade, o sujeito, o conteúdo da obra de arte abandona o seu tranquilo silêncio, a sua unidade absoluta com a forma, a sua matéria, a sua representação exterior, para regressar a si próprio, reentregando a liberdade à exterioridade que, por sua vez, regressa a si mesma, quebra a união com o conteúdo, torna-se-lhe estranha e indiferente. É a poesia, no sentido mais geral, que constitui a realização desta forma. Com efeito, na poesia, o sujeito e a forma seguem cada um o seu caminho e particularizam-se.” (HEGEL, G.W.F. Estética: A idéia e o ideal, cap. IV, p.152).

Direito Autoral

Imagem: DELACROIX, Eugène. A Liberdade guiando o Povo; fonte: Museu do Louvre, 1830.


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