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O objetivo do metabolismo dos carboidratos é a formação de energia na forma de ATP. A glicose pode ser usada pelo nosso corpo de quatro formas distintas:
Fermentação é
a utilização da glicose por organismos que não
usam A glicose é o carboidrato mais importante. Nas células, a glicose é metabolizada por diferentes vias. Durante a glicólise a energia livre liberada pela degradação da glicose é conservada na forma de ATP. Os principais carboidratos da dieta são o amido, a sacarose e a lactose. A maltose, a glicose e a frutose livre constituem frações relativamente menores de carboidratos ingeridos. A digestão dos carboidratos inicia na boca durante a mastigação pela ação da enzima alfa-amilase salivar (ptialina), que quebra os polissacarídeos em partes menores, chamadas dissacarídeos. No duodeno, os dissacarídeos são quebrados em monossacarídeos, sob a ação de uma série de enzimas específicas (ex: maltase, isomaltase, sacarase, lactase, etc.). O principal monossacarídeo formado pela digestão dos carboidratos no duodeno é a glicose. Intolerância à lactose Uma vez que a glicose foi formada no intestino, ela precisa ser absorvida, ou seja, passar para a corrente sanguínea, uma vez que, nos vertebrados, a glicose é transportada através do corpo para diferentes tecidos pelo sangue. Dependendo da carência energética do tecido que está recebendo glicose, ela pode ser degradada, através da glicólise, em ATP (energia). As moléculas de glicose não necessárias para a imediata produção de energia, são armazenadas como glicogênio no fígado e músculo. Independente da carência energética dos tecidos é fato que após a ingestão de carboidratos, a glicemia (glicose sangüínea) aumenta e as células ? das ilhotas pancreáticas secretam insulina em resposta a altos níveis sangüíneos de glicose. Os tecidos insulino-dependentes são o tecido muscular, adiposo, diafragma, aorta, glândula hipófise anterior, glândulas mamárias e lente dos olhos. Outras células, como aquelas do fígado, cérebro, hemácias e nervos são chamados de insulino-independentes, pois não necessitam de insulina para conseguirem capturar a glicose sangüínea. É a insulina, pois, o hormônio responsável pela diminuição do nível de glicemia, pois transporta a glicose que está no sangue para dentro dos tecidos insulino-dependentes. Outros hormônios e enzimas, além de vários mecanismos de controle, são importantes na regulação da glicemia, como o glucagon. O glucagon é um outro hormônio secretado também pelo pâncreas, freqüentemente relatado como de efeito oposto ao da insulina. Assim, se o nível de glicemia cair, o pâncreas libera glucagon, que é capaz de quebrar o glicogênio, armazenado no fígado e músculos, em glicose. Assim, enquanto a insulina diminui o nível de glicemia, o glucagon
aumenta. Se uma pessoa tem glicemia abaixo de 70 µg/dl, ela está com hipoglicemia. Ao contrário, se sua glicemia estiver acima de 110 ou 120 µg/dl, diz-se que está com hiperglicemia. Uma doença muito comum, infelizmente, caracterizada pelo estado hiperglicêmico do paciente é a diabetes mellitus. Na diabetes tipo I (também chamada de infanto-juvenil ou insulino-dependente), o pâncreas do paciente não secreta insulina em quantidade suficiente para abaixar o nível de glicemia após a ingestão de carboidratos. Na diabetes tipo II (também chamada de diabetes da maturidade ou insulino-independente), o pâncreas do paciente libera insulina em quantidade normal, mas a insulina parece incapaz de transportar a glicose do sangue para o interior das células, provavelmente devido à falta de receptores para insulina nessas células. |
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