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atualizado 22/09/2003 |
1999 |
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REFLEXÃO SOBRE ARTE SOCIEDADE - INFORMAÇÃO Jornal, revista, panfleto, rádio, televisão, telefone, fitas magnéticas de imagem e som, cd’s, internet. São vários os meios da multimídia pela qual recebemos informações não requeridas ou desejadas. É claro que uma forma de expressão tão expressiva que é a arte, neste meio, não pode estar amarrada à um número limitado de escolas ou formas de representação. A competição no mundo da imagem faz com que o artista, antes da sutileza, utilize do “chamar a atenção”. O inédito apresentado nas capitais é um meio. através de órgão governamentais utilizando os termos como arte, educação e cultura é outra forma. A insistência teimosa do artista que se limita a produzir, sem se envolver, desejando ou não, ora ou outra também é notada. mesmo que tal reconhecimento venha após a morte deste pelo resgate dos nomes que fizeram a história da arte. A informação dos mais aptos ultrapassou as fronteiras dos interessados e atingiu a cada integrante da sociedade mundial de forma direta e indireta. Não é necessário folhear uma enciclopédia para encontrar a imagem de um cérebro ou de uma cachalote. A diversidade distância o olhar do leigo (ou do não muito atento) dos fundamentos da arte. Mas a diversidade é a marca do que nos é contemporâneo. O meio estético que admite a presença de representações pictóricos, divide este mesmo meio com o objeto “deslocado” da função original e o amorfismo. A matéria, forma, espaço e cor; o plano: seus eixos, quadrantes e direções; frontalidade e lateralidade, ostensivo e oculto, micro e macro, a autonomia da cor (continuidade e descontinuidade, sua expressividade emocional e o seu conflito com a forma no processo da criação”. A busca da expressividade e seu valor estético individual,o gesto expressivo. A arte rítmica, lúdica e poetica. Quem quer olhar coisas nunca deve ir a uma exposição. Enfim, tudo é válido se contiver as conformidades descritas seguido de uma boa apresentação. Ou seja, nem tudo é válido. Por isso o artista (o ser humano), se agarra à uma determinada ramificação, sabendo cada vez mais de cada vez menos. Assim, o meio se torna rico em especialistas sem visão global. Como fechar os olhos para a poluição visual que nos bombardeia com imagens hipnóticas, que nos fazem beber e comer sem sentir fome, que nos limita? Seria através da crítica irônica? Não creio que o sarcasmo seja o melhor remédio, mas não deixa de ser uma forma curiosa se aplicada como no Dadá e na Pop Art. Ou a eterna reflexão de si mesmo, no constante julgamento daquilo que pensamos para nos livrarmos de nossos preconceitos. 19 de Outubro de 1999 |
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copyright wilton pacheco 2003 |
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