Quando os três iam dormir tarde, normalmente acordavam mais tarde também. Só o Zac que não, porque ele tinha que correr bem cedinho. Oito horas tocou o despertador. Ele deu um pulo da cama e correu para o chuveiro para espantar o sono. Molhou os cabelos compridos e loiros e já saiu do banho. Voltou para o quarto de toalha para escolher uma roupa. Colocou um de seus shorts mais justos e uma regata preta. Olhando-se no espelho, prendeu o cabelo bem apertado, arrumando também os fios menores que caíam em seu olho atrás das orelhas. Pegou sua bolsa, o seu celular e o seu outro prendedor de cabelo. Quando eram umas oito e meia da manhã, ele estava saindo para o parque.

- Filho, toma pelo menos um iogurte - a Diana gritou para o filho.

- Não, mãe. Valeu - o Zac gritou lá da rua.

            O esquema do Zac era o seguinte: correr vinte minutos sem parar e dar uma pausa para tomar um gole do Gatorade. Correr mais vinte minutos e parar de novo. E assim por diante. Ele adorava correr no parque porque era bastante sossegado. De manhã cedo, tinham poucas pessoas. Ah claro, isso não considerando o monte de meninas que acordavam cedo e ficavam andando pelo parque só para ver o Zac passar por elas algumas vezes. Era até engraçado porque, quando ele passava, elas mexiam nos cabelos, tossiam, deixavam algum objeto cair, ou faziam qualquer outra coisa estúpida para chamar a atenção. O Zac nem prestava atenção porque ele levava muito a sério esse negócio de correr. Para ele, exigia muita concentração.

            Enquanto corria, distraído, pensando na vida, de repente uma garota começou a correr junto com ele. O Zac continuou olhando para frente, sem dar muita atenção para a menina ao seu lado, olhando-o com um sorriso no rosto. Ele estava ficando irritado.

- Olá - ela disse.

            O Zac só então a olhou sério, nada simpático. E perguntou:

- Do I know you?

- Não, mas eu te conheço.

- É mesmo? - disse sarcástico.

- Você não é o Zac Hanson?

- O que você quer?

- Nada. Só conversar.

            Essa era a tática que mais usavam para se aproximarem dele. E o Zac sabia muito bem disso.

- Eu estou ocupado agora.

- Com'on - ela falou, dando uma cotovelada suave no braço dele. - Nós estamos fazendo a mesma coisa. Podemos conversar enquanto corremos.

            Então a menina começou a falar um monte de coisas. O Zac já tinha se irritado só com a presença dela ali. Imagine você quando a garota começou a tagarelar. E aumentando sua velocidade, o Zac começou a deixar a menina para trás. Ela não conseguia acompanhá-lo e pôs-se a gritar:

- Hei, espera! Você tá indo muito rápido!

- O quê?! Desculpe, mas eu não estou te ouvindo - ele gritou, já longe dela.

- Poxa, eu só quero conversar - ela berrou. O Zac foi se afastando mais e mais. - Eeei! Eu tenho os seus cds! - ela gritou, numa última tentativa de fazê-lo parar. Nossa, com certeza o Zac não voltaria para conversar sobre sua época de pessoa pública.

            O Zac detestava falar disso. Ele detestava lembrar de que já tinha sido famoso um dia, lembrar de tudo o que passou, dos momentos em que se sentiu sem um pai, já que este estava totalmente tomado pela idéia de ter mais e mais dinheiro, das vezes em que se viu machucado por fãs... Ele odiava isso tudo. Machucava-lhe saber que tocar bateria, cantar e escrever músicas, as coisas que ele mais amava fazer, tornaram-se tão comerciais e compráveis. Ele já não podia tocar e cantar de acordo com o que estivesse sentindo. Era necessária uma autorização dos empresários para isso. Viajar, que antes costumava ser algo tão bom, com as turnês, tornou-se cansativo e custoso. E as fãs, as quais deveriam respeitá-lo e admirá-lo, puxavam os cabelos dele e de seus irmãos ou machucavam-lhes de algum outro jeito cada vez que os viam de um pouco mais perto.

Definitivamente, esse não era o assunto preferido do Zac.

 

...

 

            O Taylor foi acordar só depois do almoço. Quem disse que beijar na boca e "chegar às vias de fato" também não estressam? Descalço mesmo e com os cabelos totalmente bagunçados, ele foi para a cozinha e viu a Gina guardando as comidas do almoço.

- Nossa, cadê todo mundo?

- Boa tarde - ela sorriu. - Todo mundo já almoçou, Cumprido. Só você que está aí ainda.

- Não me chama disso, Gina - o Taylor reclamou o apelido de infância. - Mas foram pra onde?

- O Zac almoçou bem rápido porque ia sair com alguma garota e o Isaac saiu de carro almoçar com uns amigos. Depois parece que eles iriam vir pra cá. Os seus pais foram resolver umas coisas no banco e levaram as crianças junto.

            A Patty estava na frente daquela porta enorme de madeira da casa dos Hanson, procurando pela campainha. Apertou-a e ficou segurando as mãos bem sem jeito. Aquela casa intimidava por ser muito grande e muito bonita.

- Nossa, quem será que é? - a Gina falou. - Taylor, você abre lá pra mim?

- Claro.

            Ele foi até a porta principal e abriu. A Patty não segurou o riso quando viu o estado do cabelo do menino. Totalmente envergonhado, o Taylor começou a ajeitar rapidinho com as mãos, rindo tímido, com as bochechas vermelhas.

- Não era pra você ter me visto assim - ele brincou.

- Tudo bem, nenhum ser humano é bonito quando acorda.

- Ainda mais eu que já sou feio normalmente.

            Silêncio. Essa era a deixa da Patty para dizer: "Imagine, você é lindo" ou qualquer coisa assim. Ela enrugou a testa e riu. Então perguntou:

- O Ike está?

            Hahaha! Que vácuo, hein Taylor? A Patty nunca que ia falar algo desse tipo. Não a Patrícia Futemma. Não que ela não o achasse bonito, mas acontece que não fazia o estilo dela ficar puxando o saco de quem ela nem conhecia direito.

- Ahm, o Ike? Não, ele saiu com uns amigos dele pra almoçar - o Taylor respondeu, um pouco sem jeito.

- Puxa, que pena... Você só dá um recado pra ele por mim, por favor?

- Claro, pode dizer.

- Pede pra ele me ligar?

- Peço, pode deixar - o Taylor sorriu.

- Valeu, Taylor. Bye.

- Bye.

            Então ele fechou a porta. Ele estava se sentindo muito idiota. Nada a ver ter falado aquilo para ela, sendo que eles nem eram amigos nem nada. Bateu na própria testa.

- Quem era? - a Gina gritou da cozinha.

- Era pro Isaac.

- Então venha comer que eu já fiz uma coisinha aqui pra você não ficar em jejum.

- Ooook.

            Depois que comeu, o Taylor colocou sua jaqueta preta, pegou seus óculos escuros Versace, entrou no seu carrão preto e foi dar umas voltas. Passou na casa do George, mas ele não estava. Ficou rodando quase uma hora, até que o seu celular tocou. Ele abaixou o Train, um de seus grupos preferidos, que tocava no seu aparelho de Cd e atendeu:

- Alo? Taylor? Oi, é o Isaac. Onde você tá?

- Oi, Ike. Tô na rua, por quê?

- Tá sozinho?

- Tô sim. Mas por quê?

- Porque ligou uma Yohanna aqui em casa muito desesperada atrás de você. A garota tava chorando, Taylor.

            O Taylor ficou branco.

- Chorando? Quando foi isso?

- Agora pouco. Você sabe que liga mulher aqui atrás de você o dia inteiro, mas essa, sei lá... Achei melhor te avisar.

- Shit.

- Quem é ela?

- Não, não é ninguém. Pode deixar que eu resolvo. Ela deixou telefone?

- Deixou o celular. 4997-3343.

- Ok, eu ligo. Valeu.

- Problemas? - o Isaac perguntou, preocupado.

- Não, tá tudo bem.

- Depois passa aqui em casa. Estou com uma galera e tá divertido.

- Eu vou resolver isso e já vou praí.

- Ok. See ya.

            O Taylor desligou o telefone e jogou o aparelho no banco do passageiro. Não tinha nem idéia do que ela poderia querer com ele, mas não estava gostando daquilo. Ajeitou os óculos nos olhos e aumentou o som. Ao parar no semáforo, discou no celular o telefone da Yohanna. Ela atendeu:

- Alo?

- Oi, Yohanna. Aqui é o Taylor.

- Taylor, que bom que você ligou.

- Como você está? - ele perguntou, educado.

- Tô bem até. - Pausa. - Nós precisamos conversar.

- Sobre o quê?

- Sobre o nosso futuro, Taylor.

- Futuro? Ahm... Yohanna? Do que você está falando?

- Será que a gente não podia se ver agora?

- Claro. Aonde você mora?

            A Yohanna explicou direitinho onde era a casa dela.

- Ok, eu sei onde é. Daqui uns dez minutos, eu chego aí.

- Estou esperando, Tay. Um beijo.

- Outro. Tchau.

            Ele desligou o celular desconfiado. Não tinha nem idéia do que a transa dele de uma noite só, poderia querer com ele um dia depois. Chegou na casa da garota e ficou olhando a fachada. Era de dois andares, de madeira, bonita, com jardim grande. Guardou o Cd do Train e desceu do carro, apertando em seu chaveiro o alarme do veículo que fazia travar o carro e os vidros fecharem. Subiu os óculos para os cabelos e apertou a campainha. Não demorou muito, a própria Yohanna atendeu à porta.

- Taylor, oi. Entre, por favor - ela disse.

            A garota estava usando uma mini blusa de botão e um short muito curto, batom vermelho, cabelos presos, enfim. Aquele visual provocante que insinuava "sirva-se".

- A conversa é longa? Porque senão nós podemos conversar aqui fora mesmo - o Taylor falou, querendo encurtar ao máximo aquela conversa.

- Só depende de você, Taylor. Assim como pode levar só alguns segundos, poderá demorar horas. Não prefere entrar?

            A casa parecia vazia. Então ele resolveu entrar. Não queria demorar com aquilo. Era ouvir o que ela tinha a dizer e vazar. Eles sentaram no sofá da sala.

- Não quer tirar a jaqueta? Está quente aqui - a Yohanna disse, tentando ser sensual.

- Estou bem, obrigado - ele sorriu. - E então? O que você queria falar comigo?

- Bom, Tay... Ontem, quando nós... bom, você sabe... Quando nós dormimos juntos, eu fiquei pensando muito sobre nós dois.

- E no que você ficou pensando?

- Nós somos ótimos juntos, Taylor.

- Eu também gostei, mas não acho que tenha futuro, Yohanna.

- Nós merecemos nos dar uma chance.

- Olha, eu não acho que...

            E quando o Taylor pensou que ia terminar a frase dele, a Yohanna passou uma das pernas por ele, sentando-se em seu colo, ficando de frente para ele. Começou a abrir botão por botão da sua mini blusa, lentamente, para provocá-lo. Quando terminou, ela tirou a vestimenta e jogou-a longe. O Taylor ficou parado, perguntando-se até onde aquilo ia. Então ela pegou as mãos dele e as conduziu até os seus seios. E o beijou na boca. Sentindo-se mal com a situação, o Taylor a afastou delicadamente com as mãos nos ombros dela.

- Yohanna, Yohanna, espera.

- Eu sei que você me quer - ela sussurrou.

- Não, espera, calma. Você não quer fazer isso de verdade - ele falou, tentando conter os beijos que ela insistia em dar em seu pescoço.

- Eu quero sim. Mais do que qualquer coisa.

- Yohanna, presta atenção, espera. - Ela ia mais e mais para cima dele, tentando beijá-lo. O Taylor nunca seria grosseiro a ponto de empurrá-la ou gritar para que ela parasse. - Yohanna, escuta. Eu não gosto de você.

            Ao ouvir isso, a garota parou e o olhou séria.

- Você... Você não gosta de mim? - ela perguntou.

- Não - ele disse baixinho, temendo pelos sentimentos dela.

- Mas por quê? Eu não sou bonita o suficiente? Eu não sou boa o suficiente pra você? - ela perguntou, triste.

- Não, não é isso. Você é linda. Mas... Eu não sinto nada por você.

Os olhos dela encheram-se de lágrimas e só então ela percebeu a humilhação pela qual estava passando. Saiu de cima do Taylor e foi atrás da sua blusa no chão, jogada. Colocou, envergonhada, com o olhar baixo.

- Que vergonha - ela falou abotoando a blusa.

- Não precisa se sentir assim - o Taylor disse, sentindo-se um pouco culpado.

            Silêncio.

- Desculpe, eu não queria... - ele começou, chateado.

- Tudo bem, não é culpa sua se eu gosto de você.

- Mas eu sou só um galinha, Yohanna. E nem musculoso eu sou - disse, tentando descontrair um pouco. A Yohanna sorriu. - Por que você haveria de gostar de mim?

- Porque você me trata bem. Você não gritou comigo nenhum momento e eu não me senti usada com você.

- Mas eu te usei - o Taylor disse, tentando provar sua teoria de que ela não deveria gostar dele.

- Eu sei que usou. Mas eu gosto de você mesmo assim.

            O Taylor não sabia o que dizer para a Yohanna para que ela se sentisse melhor. Então levantou e pegou suas chaves do carro.

- Eu acho melhor eu indo - ele disse.

- Desculpe por ter tentado te beijar a força.

- Tá tudo bem - ele sorriu, meigo. Aproximou-se dela e a beijou no rosto. - Tchau, Yohanna. A gente se vê.

            Ela o levou até a porta e ficou observando-o ir embora: ele arrumou os óculos e mexeu no cabelo. Atravessou a rua e, ainda de longe, apertou o botão no chaveiro para desativar o alarme. Entrou no carro, ligou e, antes de acelerar, acenou para ela timidamente. Então sumiu na rua em alta velocidade.

 

...

 

- Alguém quer beber alguma coisa? - o Isaac grita para as pessoas sentadas na sala.

            Alguns aceitam, outros não dizem nada. Estavam lá mais ou menos umas oito pessoas.

- Ike, a Patty tá com cara de quem tá com sede - o Zac falou.

- Não, eu não quero nada, 'brigada! - ela gritou para o outro amigo na cozinha. - Zac, pára de falar besteira, menino.

- Ike, a Patty tá perguntando aqui se a gente não tem aguardente pra ela beber! - o Zac gritou de novo. Todos riram porqque aquelas pessoas eram as mesmas que saíram com eles no barzinho noite passada e viram a Patrícia mais alegrinha.

- Zac! Que horror! Eu não perguntei isso, não!

            O Isaac voltou da cozinha rindo muito.

- Patty, Patty... Você é uma menina alcoólatra - ele disse, colocando os copos com refrigerante sobre a mesa de centro.

- Gente, vai dizer que vocês nunca beberam um pouco além do permitido? - ela defendeu-se. - Foi um, ahm, deslize!

            Todos riram.

- Deslize? Digamos que você caiu de boca, Patrícia Futemma - o Zac fez um trocadilho.

            Foi quando o Taylor entrou pela porta principal, interrompendo as risadas. Nessa hora, todo mundo olhou para ele. O Taylor estava com uma cara séria e o seu jeito agressivo de jogar a chave na mesa de jantar e tirar a jaqueta, mostrou o quanto ele estava aborrecido.

- Hey Tay - o Isaac arriscou. - Chega aqui conversar também.

- Não posso agora, mas obrigado - o Taylor respondeu ao convite educado, porém muito sério.

- Tay, com'on... stay - o Zac pediu.

- Depois, Zac. Agora não.

            Então o Taylor subiu as escadas pulando de dois em dois degraus, nervoso, fazendo o maior barulhão. Na verdade, o que o Taylor estava sentindo era culpa. Ele nunca tinha passado por uma situação daquelas. Quer dizer, as meninas viviam declarando-se para ele, mandando cartas, ligando desesperadas... Ele odiava esse tipo de coisa. Mas o Taylor era uma daquelas pessoas muito educadas. Daquelas bem à moda antiga, que dá o lugar para os mais velhos, que dá licença para uma mulher passar na frente, que segura o casaco da menina, que abre a porta do carro para ela entrar... E isso também fazia dele uma pessoa muito carinhosa e compreensível. Detestava dizer não para as pessoas. Mas quando ele dizia um "não" em alguma situação e a garota voltava a procurá-lo, ele realmente ficava puto. Detestava a insistência que algumas tinham. Se ele havia dito não, era porque era não mesmo. Mas aquela tarde, com a Yohanna, tinha sido diferente. Ele estava sentindo-se mal por ela de verdade. E nenhuma garota nunca lhe pareceu tão sincera ao expor seus sentimentos.

            O Taylor entrou no quarto, tirou a camisa e deitou em sua cama. Ficou olhando para o teto pensando nas coisas que a Yohanna tinha dito para ele.

- Como que ela pode gostar de mim? A gente só transou uma vez e eu a larguei lá no quarto na festa sozinha. Saí e ainda dei um tchau pra ela bem cara-de-pau. How can she possibly like me? - ele falou sozinho.

            Então alguém bate na porta.

- Entra.

- Licença? - o Zac pediu, só com a cabeça para dentro do quarto.

- Toda - o Taylor sorriu.

            Entrou e sentou na poltrona do quarto do Taylor, com as pernas apoiadas sobre o braço do móvel, completamente jogado.

- What's up? - o Zac perguntou.

- Nada de mais - o Taylor respondeu, olhando para o nada.

- Você parece bem chateado. Aconteceu alguma coisa?

- É, aconteceu sim.

- E foi com aquela Yamaha lá, não foi?

- Yohanna, Zac - o Taylor corrigiu o irmão, rindo.

- Whatever.

- Foi com ela sim.

- Morreu?

- Não! Credo, Zac, bate na boca!

- Ela tá grávida?

- Porra, Zac! Não fala merda!

- Desculpe. Fala o que é então.

            O Taylor contou a história para o Zac, contou das coisas que a Yohanna disse, do fato de ela gostar dele... Tudo.

- Mas Tay... Por que você não transou com a garota? Você já não tinha ido pra cama com ela uma vez? Então!

- Zac, vê se entende. Na festa, quando eu a levei pro quarto e a gente transou, os nossos objetivos eram exatamente os mesmos. Era só uma noite. Tanto eu quanto ela não estávamos com a idéia de compromisso. Era só sexo mesmo. - Então o Taylor sentou na cama, olhando para o Zac. - Mas na casa dela hoje, quando eu fui lá... Era diferente. Ela já estava sentindo algo a mais. E eu não. Sentimentos, Zac. Isso é muito sério. E se eu fizesse amor com ela naquele instante, eu magoaria a Yohanna profundamente. E quem sabe, ela poderia até começar a gostar mais ainda de mim. E não é isso que eu queria.

- Faz sentido - o Zac observou. - Cara... Ainda bem que essas coisas só acontecem com você. Eu no teu lugar ia transar com a garota e não ia nem pensar em nada.

- Nossa... 'cê tinha que ter visto a cara dela quando eu disse que eu não gostava dela. Foi uma merda - o Taylor disse, caindo deitado no travesseiro.

- Por isso que você tá assim?

- É... Eu tô me sentindo meio culpado.

- Mas Taylor, você já deveria estar acostumado com esse tipo de coisa. As meninas vivem ligando aqui atrás de você, falando o quanto elas te amam e blá, blá, blá...

- Eu sei disso. Mas acontece que, sei lá... Parece que a Yohanna realmente gosta de mim. Não parecia ser só tara de momento.

            O Taylor falava olhando para a janela.

- Desencana, Tay. Daqui a pouco ela supera e te esquece.

- Talvez eu devesse namorar ela.

            O Zac deu uma gargalhada muito alta e levantou da cadeira.

- Taylor, eu acho que você precisa dar uns beijos hoje. Pode deixar que eu vou providenciar isso pra você. Vou falar com aquele povo lá pra ver se eles não querem sair. - O Zac abriu a porta do quarto e, quando estava fechando, riu mais uma vez. - Namorar... Essa foi ótima.

 

Capítulo 03 / Índice / Capítulo 05