Lembranças
(Fase - III)
Sonha com gozos extremados, imagina-te em um paraíso que contenha árvores
frondosas de onde se desprendem frutos maduros e benignos, nas proximidades, em
um córrego murmurante, animais silvestres ingênuos banham-se ao som
encantado da floresta nativa. Apura teus sentidos para sentires o esplendor do
que se encontra em tua volta, o perfume das flores e do vento cálido, traquina,
mas se desse paraíso
formado pelos teus sublimes sonhos não fizeres constar a delicada
presença da mulher, verás
que esse mundo será um ermo melancólico, sem cor, onde os deleites serão
apenas o prelúdio do tédio e do desamor. (Wilson
M. Pereira)
Aos treze anos, querendo ter seios maliformes, ela não se envergonhava e punha
tufos de algodão, à guisa de recheios, no sutiã (Naquela
época, igual a todo nordestino, eu chamava de califom)
para aumentá-los. Ufanava-se dos pequenos "pomos" intumescidos de forma sofisticada e
sorria feliz quando recebia elogios, mas encolhia-se pudica quando eu tentava
tocá-los com a ponta dos dedos nervosos, vexados.
Com dezessete anos de idade, praticante de luta livre e
halterofilismo, meu viço explodia. Sempre
que me aproximava do corpo frágil, magrizel, sentia no ar cheiro de cabrita no cio. Seus cabelos longos aspergiam
uma essência aromática afável, delicada, tal qual aroma de primavera na
aurora do campo; era a mais bonita da família e as demais irmãs em nada se
assemelhavam à menina que eu escolhera para namorar.
O conjunto das transformações psicofisiológicas ligadas à maturação sexual que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência
(puberdade)
ainda não se manifestara em todo o seu esplendor, mas eu sentia uma vaga
inquietação, um tremor sutil, quando lhe abraçava beijando-lhe o pescoço
delgado, por trás, sempre às escondidas da mãe desnaturada (megera)
e vigilante. Muito cedo descobri que através dos movimentos lascivos de meu
corpo, podia provocar ondulações sensuais recíprocas na sensualidade sugerida
pela meia-luz tremeluzente da lamparina acesa (A
falta de energia era uma constante e por isso vela ou luminária estava sempre
à mão).
Wilson M. Pereira
(Continua
na Fase - IV)
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